{"id":32691,"date":"2026-01-25T17:36:00","date_gmt":"2026-01-25T20:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=32691"},"modified":"2026-01-26T08:00:31","modified_gmt":"2026-01-26T11:00:31","slug":"nova-lei-viuvos-e-viuvas-podem-perder-direito-a-heranca-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/nova-lei-viuvos-e-viuvas-podem-perder-direito-a-heranca-no-brasil\/","title":{"rendered":"Nova lei: vi\u00favos e vi\u00favas podem perder direito \u00e0 heran\u00e7a no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>O C\u00f3digo Civil brasileiro pode passar por uma das mudan\u00e7as mais profundas desde a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o, em 2002. Um projeto de lei em tramita\u00e7\u00e3o no Senado (PL n\u00ba 4\/2025) prop\u00f5e alterar as regras de sucess\u00e3o e retirar os c\u00f4njuges da condi\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>herdeiros necess\u00e1rios<\/strong>, modificando a forma como heran\u00e7as s\u00e3o distribu\u00eddas no pa\u00eds e reacendendo o debate sobre prote\u00e7\u00e3o patrimonial, novos arranjos familiares e seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto foi elaborado por uma comiss\u00e3o de juristas e especialistas do Judici\u00e1rio, com contribui\u00e7\u00f5es da sociedade civil, e encaminhado ao Congresso Nacional. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), j\u00e1 indicou que dar\u00e1 andamento \u00e0 proposta na forma de projeto de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o C\u00f3digo Civil define como herdeiros necess\u00e1rios os&nbsp;<strong>descendentes<\/strong>&nbsp;(filhos e netos), os&nbsp;<strong>ascendentes<\/strong>&nbsp;(pais e av\u00f3s) e os&nbsp;<strong>c\u00f4njuges<\/strong>. Essas pessoas t\u00eam direito garantido a&nbsp;<strong>50% do patrim\u00f4nio<\/strong>&nbsp;deixado por quem morre, a chamada&nbsp;<em>heran\u00e7a leg\u00edtima<\/em>, que n\u00e3o pode ser retirada nem mesmo por testamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os outros 50% formam a chamada&nbsp;<strong>heran\u00e7a dispon\u00edvel<\/strong>, que pode ser destinada livremente pelo falecido a qualquer pessoa ou institui\u00e7\u00e3o. O c\u00e1lculo da heran\u00e7a leva em conta os bens existentes no in\u00edcio do processo sucess\u00f3rio, descontadas d\u00edvidas e despesas funer\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que muda com a reforma<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A proposta em discuss\u00e3o mant\u00e9m filhos, netos, pais e av\u00f3s como herdeiros necess\u00e1rios, mas&nbsp;<strong>retira o c\u00f4njuge dessa lista<\/strong>. Na pr\u00e1tica, isso significa que maridos e esposas deixariam de ter direito autom\u00e1tico \u00e0 leg\u00edtima da heran\u00e7a, podendo ser exclu\u00eddos da divis\u00e3o dos bens por meio de testamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os juristas que elaboraram o texto, o objetivo \u00e9 dar mais seguran\u00e7a patrimonial, especialmente para pessoas com filhos de relacionamentos anteriores que decidem se casar novamente. Nesse cen\u00e1rio, os filhos passariam a ser os \u00fanicos herdeiros obrigat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Prote\u00e7\u00e3o ao c\u00f4njuge sobrevivente<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar da retirada do c\u00f4njuge da condi\u00e7\u00e3o de herdeiro necess\u00e1rio, o anteprojeto prev\u00ea&nbsp;<strong>mecanismos de prote\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;para evitar o desamparo do vi\u00favo ou da vi\u00fava.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre eles est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Usufruto do im\u00f3vel<\/strong>: o c\u00f4njuge sobrevivente poder\u00e1 continuar morando na resid\u00eancia do casal, independentemente de quem herde o bem.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Presta\u00e7\u00e3o compensat\u00f3ria<\/strong>: pagamento fixado pelo juiz quando houver comprova\u00e7\u00e3o de que a pessoa se dedicou \u00e0 fam\u00edlia em preju\u00edzo da pr\u00f3pria carreira.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Pens\u00e3o por morte<\/strong>: o direito previdenci\u00e1rio permanece inalterado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>No regime de separa\u00e7\u00e3o total, o c\u00f4njuge j\u00e1 n\u00e3o tem direito ao patrim\u00f4nio do outro em caso de div\u00f3rcio. Com a nova proposta, tamb\u00e9m n\u00e3o seria herdeiro em caso de morte. Ainda assim, poder\u00e1 ter assegurado o direito \u00e0 moradia e \u00e0 presta\u00e7\u00e3o compensat\u00f3ria, conforme avalia\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O C\u00f3digo Civil brasileiro pode passar por uma das mudan\u00e7as mais profundas desde a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o, em 2002. 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