{"id":32988,"date":"2026-01-22T15:18:56","date_gmt":"2026-01-22T18:18:56","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=32988"},"modified":"2026-01-22T15:18:58","modified_gmt":"2026-01-22T18:18:58","slug":"recolher-conchas-nas-praias-pode-ser-muito-perigoso-para-os-animais-revelam-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/recolher-conchas-nas-praias-pode-ser-muito-perigoso-para-os-animais-revelam-especialistas\/","title":{"rendered":"Recolher conchas nas praias pode ser muito perigoso para os animais, revelam especialistas"},"content":{"rendered":"\n<p>Caminhar pela praia e levar conchas como lembran\u00e7a \u00e9 um h\u00e1bito antigo e aparentemente inofensivo. No entanto, especialistas alertam que a retirada dessas estruturas do ambiente natural pode causar\u00a0<strong>impactos s\u00e9rios ao ecossistema marinho<\/strong>, prejudicando animais, alterando o equil\u00edbrio qu\u00edmico do mar e, em alguns casos, resultando em penalidades previstas em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>As conchas n\u00e3o est\u00e3o ali por acaso. Elas s\u00e3o estruturas produzidas por moluscos e compostas, principalmente, por&nbsp;<strong>carbonato de c\u00e1lcio<\/strong>. Com o tempo, ao se quebrarem e se decompor, devolvem esse material ao ambiente, ajudando a formar a pr\u00f3pria areia e a manter o equil\u00edbrio qu\u00edmico do mar, inclusive o&nbsp;<strong>pH da \u00e1gua<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, as conchas cumprem um papel essencial como&nbsp;<strong>abrigo e prote\u00e7\u00e3o<\/strong>. Caranguejos-eremitas, por exemplo, n\u00e3o produzem conchas e dependem totalmente das que encontram vazias para sobreviver. Outros animais utilizam fragmentos como ref\u00fagio, camuflagem ou base de fixa\u00e7\u00e3o. Algas se prendem a essas estruturas, enquanto ovos e filhotes encontram nelas um local seguro para se desenvolver.<\/p>\n\n\n\n<p>O que parece apenas um objeto decorativo, na verdade, \u00e9 parte de um sistema complexo. Quando retiradas em grande quantidade,  \u00e9 criada uma aus\u00eancia que cobra seu pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"612\" height=\"408\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-245.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-32990\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-245.png 612w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-245-300x200.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-245-150x100.png 150w\" sizes=\"(max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Conchas (Reprodu\u00e7\u00e3o\/IStock)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto ambiental vai al\u00e9m do que se v\u00ea<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Embora muitas pessoas recolham poucas conchas, o problema est\u00e1 na&nbsp;<strong>escala da pr\u00e1tica<\/strong>, especialmente em regi\u00f5es tur\u00edsticas. Milhares de visitantes fazendo o mesmo gesto ao longo do tempo resultam em um empobrecimento do ambiente costeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo pesquisadores, al\u00e9m de funcionarem como abrigo, as conchas atuam como verdadeiras \u201c\u00e2ncoras\u201d naturais, ajudando a estabilizar sedimentos e servindo como suporte para organismos marinhos. Em alguns casos, elas chegam a desempenhar o papel da pr\u00f3pria areia, contribuindo para a forma\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da praia.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, \u00f3rg\u00e3os ambientais como o\u00a0<strong>Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio)<\/strong> recomendam explicitamente que visitantes\u00a0<strong>n\u00e3o retirem conchas das praias<\/strong>. A orienta\u00e7\u00e3o oficial \u00e9: levar do ambiente natural \u201c<strong>apenas mem\u00f3rias e fotografias<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O ICMBio tamb\u00e9m desaconselha pr\u00e1ticas como coleta de corais, turismo desordenado, pesca predat\u00f3ria e descarte de res\u00edduos t\u00f3xicos em \u00e1reas costeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o&nbsp;<strong>Minist\u00e9rio do Meio Ambiente<\/strong>, a compra, venda e comercializa\u00e7\u00e3o de restos de conchas, corais e estrelas-do-mar configuram&nbsp;<strong>crime ambiental<\/strong>, com penas que podem incluir multa e at\u00e9&nbsp;<strong>tr\u00eas anos de deten\u00e7\u00e3o<\/strong>. A Lei de Crimes Ambientais tamb\u00e9m pune quem transporta, comercializa ou industrializa esp\u00e9cies oriundas de coleta proibida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Existe puni\u00e7\u00e3o para quem s\u00f3 recolhe conchas vazias?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Alguns especialistas apontam que a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 totalmente expl\u00edcita quanto ao turista que recolhe conchas vazias, sem animais acoplados. Nessa interpreta\u00e7\u00e3o, o ato isolado de catar uma concha poderia n\u00e3o gerar consequ\u00eancias criminais diretas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, ambientalistas refor\u00e7am que, mesmo quando n\u00e3o h\u00e1 puni\u00e7\u00e3o imediata, a pr\u00e1tica contribui para a degrada\u00e7\u00e3o do ecossistema. Por isso, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar a retirada e ajudar na preserva\u00e7\u00e3o das praias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caminhar pela praia e levar conchas como lembran\u00e7a \u00e9 um h\u00e1bito antigo e aparentemente inofensivo. No entanto, especialistas alertam que a retirada dessas estruturas do ambiente natural pode causar\u00a0impactos s\u00e9rios ao ecossistema marinho, prejudicando animais, alterando o equil\u00edbrio qu\u00edmico do mar e, em alguns casos, resultando em penalidades previstas em lei. As conchas n\u00e3o est\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":32991,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32988","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32988","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32988"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32988\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32992,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32988\/revisions\/32992"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32991"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32988"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32988"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32988"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}