{"id":33070,"date":"2026-01-23T08:55:27","date_gmt":"2026-01-23T11:55:27","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=33070"},"modified":"2026-01-23T08:55:41","modified_gmt":"2026-01-23T11:55:41","slug":"passar-o-cartao-na-propria-maquininha-e-crime-e-voce-pode-parar-na-cadeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/passar-o-cartao-na-propria-maquininha-e-crime-e-voce-pode-parar-na-cadeia\/","title":{"rendered":"Passar o cart\u00e3o na pr\u00f3pria maquininha \u00e9 crime e voc\u00ea pode parar na cadeia"},"content":{"rendered":"\n<p>Em momentos de aperto no caixa, muitos empreendedores veem na pr\u00f3pria m\u00e1quina de cart\u00e3o uma sa\u00edda r\u00e1pida para obter dinheiro. No entanto, passar o pr\u00f3prio cart\u00e3o \u2014 ou de pessoas ligadas ao neg\u00f3cio \u2014 na maquininha para antecipar recursos \u00e9 uma pr\u00e1tica proibida e pode trazer consequ\u00eancias graves, que v\u00e3o desde o bloqueio das vendas at\u00e9 processos judiciais e responsabiliza\u00e7\u00e3o criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>A opera\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecida no mercado como&nbsp;<strong>autofinanciamento<\/strong>. Na pr\u00e1tica, o empreendedor utiliza o cart\u00e3o de cr\u00e9dito da empresa, de s\u00f3cios, representantes legais ou pessoas relacionadas para simular uma venda e transferir o limite do cart\u00e3o para a conta banc\u00e1ria, pagando apenas as taxas da operadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de parecer simples, esse tipo de transa\u00e7\u00e3o&nbsp;<strong>n\u00e3o \u00e9 permitido<\/strong>. Isso porque pode ser interpretado como a concess\u00e3o irregular de cr\u00e9dito, atividade restrita a institui\u00e7\u00f5es financeiras autorizadas pelo&nbsp;<strong>Banco Central<\/strong>. Al\u00e9m disso, a pr\u00e1tica viola os&nbsp;<strong>termos de uso das credenciadoras<\/strong>, das bandeiras de cart\u00e3o e regras de autorregula\u00e7\u00e3o do setor de pagamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas do setor financeiro, a concess\u00e3o de cr\u00e9dito por meio do cart\u00e3o existe exclusivamente para a compra de produtos ou servi\u00e7os. Quando usada para gerar dinheiro ao pr\u00f3prio empreendedor, a opera\u00e7\u00e3o pode ser entendida como uso indevido do cr\u00e9dito concedido pelo emissor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quais s\u00e3o os riscos para o empreendedor<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>As consequ\u00eancias v\u00e3o al\u00e9m do simples cancelamento da transa\u00e7\u00e3o. A pr\u00e1tica pode resultar em:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Bloqueio da maquininha e reten\u00e7\u00e3o de valores<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cancelamento do contrato com a credenciadora<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Multas e penalidades administrativas<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Investiga\u00e7\u00e3o por fraude ou lavagem de dinheiro<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Responsabiliza\u00e7\u00e3o criminal<\/strong>, em casos mais graves<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Autoridades reguladoras alertam que o autofinanciamento compromete a seguran\u00e7a do sistema de pagamentos e pode abrir espa\u00e7o para golpes, fraudes financeiras e crimes como a lavagem de dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Passar o cart\u00e3o de parentes tamb\u00e9m pode dar problema?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Vender produtos ou servi\u00e7os para familiares&nbsp;<strong>n\u00e3o \u00e9 proibido<\/strong>, desde que exista uma opera\u00e7\u00e3o comercial real. O problema surge quando o cart\u00e3o de parentes \u00e9 usado apenas como alternativa para burlar as regras e obter dinheiro sem que haja venda de fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, muitas credenciadoras j\u00e1 adotam&nbsp;<strong>crit\u00e9rios de an\u00e1lise mais rigorosos<\/strong>&nbsp;para transa\u00e7\u00f5es entre partes relacionadas. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 clara: sempre emitir&nbsp;<strong>nota fiscal<\/strong>&nbsp;ou outro comprovante que demonstre a legitimidade da venda, garantindo seguran\u00e7a tanto para o comerciante quanto para o cliente.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra pr\u00e1tica irregular \u00e9 usar a maquininha como forma de empr\u00e9stimo. Nesse caso, a opera\u00e7\u00e3o simula uma venda inexistente e n\u00e3o passa pelas an\u00e1lises de cr\u00e9dito e tributa\u00e7\u00f5es exigidas pelo sistema financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O Banco Central \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel por autorizar quem pode conceder cr\u00e9dito no pa\u00eds. Opera\u00e7\u00f5es fora desse sistema podem configurar&nbsp;<strong>agiotagem<\/strong>, com cobran\u00e7a de taxas e comiss\u00f5es muito acima do permitido em lei, expondo o respons\u00e1vel a san\u00e7\u00f5es civis e criminais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Qual \u00e9 a alternativa legal<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Empreendedores que precisam de capital devem buscar&nbsp;<strong>linhas de cr\u00e9dito regulares<\/strong>, oferecidas por bancos, fintechs ou cooperativas autorizadas. O mercado vem ampliando op\u00e7\u00f5es de financiamento, justamente para garantir acesso ao cr\u00e9dito de forma segura e dentro da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 clara: usar a m\u00e1quina de cart\u00e3o apenas para aquilo que ela foi criada \u2014&nbsp;<strong>registrar vendas reais de produtos ou servi\u00e7os<\/strong>&nbsp;\u2014 e evitar pr\u00e1ticas que podem colocar o neg\u00f3cio, e o pr\u00f3prio empreendedor, em s\u00e9rio risco jur\u00eddico e financeiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em momentos de aperto no caixa, muitos empreendedores veem na pr\u00f3pria m\u00e1quina de cart\u00e3o uma sa\u00edda r\u00e1pida para obter dinheiro. 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