{"id":33902,"date":"2026-01-30T09:49:14","date_gmt":"2026-01-30T12:49:14","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=33902"},"modified":"2026-01-30T09:49:16","modified_gmt":"2026-01-30T12:49:16","slug":"pesquisa-aponta-que-esse-comportamento-pode-elevar-o-risco-de-avc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/pesquisa-aponta-que-esse-comportamento-pode-elevar-o-risco-de-avc\/","title":{"rendered":"Pesquisa aponta que esse comportamento pode elevar o risco de AVC"},"content":{"rendered":"\n<p>Dormir e acordar mais tarde de forma habitual pode ir al\u00e9m de uma simples prefer\u00eancia pessoal e representar um risco real \u00e0 sa\u00fade. \u00c9 o que indica uma ampla pesquisa internacional que associou o perfil noturno de sono a uma maior incid\u00eancia de problemas cardiovasculares, incluindo&nbsp;<strong>infarto e acidente vascular cerebral (AVC)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo analisou dados do\u00a0<strong>UK Biobank<\/strong>, um dos maiores bancos de informa\u00e7\u00f5es de sa\u00fade do mundo, e acompanhou\u00a0<strong>mais de 300 mil adultos<\/strong>\u00a0ao longo de aproximadamente\u00a0<strong>14 anos<\/strong>. Os pesquisadores avaliaram o chamado\u00a0<strong>cronotipo<\/strong>, que define se uma pessoa tende a funcionar melhor pela manh\u00e3, \u00e0 noite ou em um padr\u00e3o intermedi\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados mostraram que pessoas com cronotipo claramente noturno \u2014 aquelas que costumam dormir e acordar tarde \u2014 apresentaram&nbsp;<strong>piores indicadores de sa\u00fade cardiovascular<\/strong>&nbsp;ao longo do tempo. Em compara\u00e7\u00e3o com indiv\u00edduos matutinos ou de rotina intermedi\u00e1ria, esse grupo teve&nbsp;<strong>maior incid\u00eancia de eventos como infarto e AVC<\/strong>&nbsp;durante o per\u00edodo de acompanhamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os autores, o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas no hor\u00e1rio de dormir, mas no&nbsp;<strong>desalinhamento entre o rel\u00f3gio biol\u00f3gico e as exig\u00eancias sociais<\/strong>, como trabalho e compromissos matinais. Esse descompasso pode levar \u00e0 priva\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica de sono, altera\u00e7\u00f5es hormonais, inflama\u00e7\u00e3o e aumento da press\u00e3o arterial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Qualidade e dura\u00e7\u00e3o do sono tamb\u00e9m influenciam<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Outros estudos refor\u00e7am essa associa\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa publicada em 2023 na revista&nbsp;<strong>Neurology<\/strong>&nbsp;apontou que a presen\u00e7a de m\u00faltiplos dist\u00farbios do sono \u2014 como ronco intenso, despertares noturnos frequentes, sonol\u00eancia excessiva durante o dia e dormir pouco ou demais \u2014 pode&nbsp;<strong>aumentar significativamente o risco de AVC<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A neurologista Karin Johnson, da American Academy of Neurology, destaca que tanto a&nbsp;<strong>falta quanto o excesso de sono<\/strong>, al\u00e9m da m\u00e1 qualidade do descanso, est\u00e3o ligados a fatores que favorecem o AVC, como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Hipertens\u00e3o arterial<\/li>\n\n\n\n<li>Obesidade<\/li>\n\n\n\n<li>Diabetes<\/li>\n\n\n\n<li>Colesterol elevado<\/li>\n\n\n\n<li>Inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica<\/li>\n\n\n\n<li>Maior forma\u00e7\u00e3o de co\u00e1gulos<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o sono inadequado prejudica a limpeza de toxinas no c\u00e9rebro, processo relacionado tamb\u00e9m a doen\u00e7as neurodegenerativas, como Alzheimer e dem\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Apneia do sono \u00e9 um fator de alerta<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos dist\u00farbios mais associados ao AVC \u00e9 a&nbsp;<strong>apneia obstrutiva do sono<\/strong>. Estudos indicam que cerca de&nbsp;<strong>70% dos pacientes que sofreram AVC<\/strong>&nbsp;apresentam esse problema, muitas vezes sem diagn\u00f3stico pr\u00e9vio. A condi\u00e7\u00e3o provoca interrup\u00e7\u00f5es repetidas da respira\u00e7\u00e3o durante a noite, reduzindo a oxigena\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro e elevando a press\u00e3o arterial.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo ap\u00f3s ajustes para outros fatores de risco, pessoas com apneia do sono chegam a ter\u00a0<strong>o dobro de chance de sofrer um AVC<\/strong>, segundo especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, dormir em excesso n\u00e3o \u00e9 necessariamente protetor. Uma pesquisa de 2019 mostrou que pessoas que dormem&nbsp;<strong>nove horas ou mais por noite<\/strong>&nbsp;apresentaram&nbsp;<strong>23% mais risco de AVC<\/strong>&nbsp;em compara\u00e7\u00e3o \u00e0quelas que dormem menos de oito horas. Cochilos diurnos prolongados \u2014 acima de 90 minutos \u2014 tamb\u00e9m foram associados a maior risco.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com especialistas, esses h\u00e1bitos podem indicar a presen\u00e7a de&nbsp;<strong>dist\u00farbios do sono n\u00e3o tratados<\/strong>, como a pr\u00f3pria apneia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dormir e acordar mais tarde de forma habitual pode ir al\u00e9m de uma simples prefer\u00eancia pessoal e representar um risco real \u00e0 sa\u00fade. \u00c9 o que indica uma ampla pesquisa internacional que associou o perfil noturno de sono a uma maior incid\u00eancia de problemas cardiovasculares, incluindo&nbsp;infarto e acidente vascular cerebral (AVC). 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