{"id":34138,"date":"2026-02-07T15:33:00","date_gmt":"2026-02-07T18:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=34138"},"modified":"2026-02-02T16:30:04","modified_gmt":"2026-02-02T19:30:04","slug":"com-quase-1-milhao-de-pessoas-morando-na-rua-esse-e-o-pais-mais-rico-do-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/com-quase-1-milhao-de-pessoas-morando-na-rua-esse-e-o-pais-mais-rico-do-planeta\/","title":{"rendered":"Com quase 1 milh\u00e3o de pessoas morando na rua, esse \u00e9 o pa\u00eds mais rico do planeta"},"content":{"rendered":"\n<p>Os\u00a0<strong>Estados Unidos<\/strong>, pa\u00eds mais rico do planeta e dono de um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em cerca de\u00a0<strong>R$ 162 trilh\u00f5es<\/strong>, convivem com uma contradi\u00e7\u00e3o cada vez mais vis\u00edvel: quase\u00a0<strong>1 milh\u00e3o de pessoas vivem em situa\u00e7\u00e3o de rua<\/strong>. Em 2024, o n\u00famero de cidad\u00e3os sem moradia atingiu o maior patamar desde o in\u00edcio das medi\u00e7\u00f5es oficiais, escancarando uma crise estrutural em uma das economias mais poderosas do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados do Departamento de Habita\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Urbano dos EUA (HUD) apontam que\u00a0<strong>771.480 americanos<\/strong> estavam em situa\u00e7\u00e3o de rua em uma \u00fanica noite de 2024. O n\u00famero representa cerca de\u00a0<strong>23 pessoas a cada 10 mil habitantes<\/strong>\u00a0vivendo em abrigos, ve\u00edculos ou completamente desabrigadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Estados como&nbsp;<strong>Calif\u00f3rnia<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Nova York<\/strong>&nbsp;concentram os maiores contingentes. A Calif\u00f3rnia registra 187 mil pessoas sem-teto, enquanto Nova York ultrapassa 158 mil \u2014 propor\u00e7\u00e3o ainda mais elevada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. No Hava\u00ed, a situa\u00e7\u00e3o se agravou rapidamente: a taxa quase dobrou entre 2019 e 2024.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Falta de moradia acess\u00edvel \u00e9 o n\u00facleo do problema<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Especialistas apontam que a crise da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua nos Estados Unidos est\u00e1 diretamente ligada \u00e0&nbsp;<strong>escassez de habita\u00e7\u00e3o acess\u00edvel<\/strong>. Segundo o economista Sam Khater, da Freddie Mac, o pa\u00eds acumulava, no fim de 2020, um&nbsp;<strong>d\u00e9ficit de 3,8 milh\u00f5es de unidades habitacionais<\/strong>, n\u00famero que cresceu de forma acelerada nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os principais fatores est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Escassez de m\u00e3o de obra na constru\u00e7\u00e3o civil<\/strong>, o que elevou os custos do setor;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Alta no pre\u00e7o dos materiais<\/strong>, com a madeira chegando a registrar aumento superior a 150% durante a pandemia;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Demanda crescente por moradia<\/strong>, que pressiona pre\u00e7os e reduz ainda mais a oferta.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O impacto \u00e9 mais severo no segmento de im\u00f3veis populares. Na d\u00e9cada de 1980, cerca de 40% das novas casas constru\u00eddas nos EUA eram consideradas de entrada. Em 2019, esse percentual caiu para aproximadamente 7%.<\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o da crise tamb\u00e9m derruba estigmas hist\u00f3ricos. Ao contr\u00e1rio da imagem associada exclusivamente a depend\u00eancia qu\u00edmica ou transtornos mentais, uma parcela crescente da popula\u00e7\u00e3o sem-teto \u00e9 formada por&nbsp;<strong>trabalhadores formais<\/strong>&nbsp;que n\u00e3o conseguem pagar aluguel ou comprar um im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo fam\u00edlias com renda est\u00e1vel enfrentam dificuldades diante da combina\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios estagnados, infla\u00e7\u00e3o e alugu\u00e9is recordes. Em muitos casos, a moradia simplesmente n\u00e3o existe no mercado, independentemente da capacidade de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um problema global que atinge at\u00e9 pa\u00edses ricos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas estima que, no mundo, entre&nbsp;<strong>1,6 bilh\u00e3o e 3 bilh\u00f5es de pessoas<\/strong>&nbsp;n\u00e3o tenham acesso a moradia adequada, e mais de&nbsp;<strong>330 milh\u00f5es<\/strong>&nbsp;vivam em situa\u00e7\u00e3o de rua extrema. Embora conflitos armados expliquem parte do problema em pa\u00edses como S\u00edria, Sud\u00e3o e I\u00eamen, o crescimento da popula\u00e7\u00e3o sem-teto em economias desenvolvidas revela uma falha sist\u00eamica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Alemanha, o fen\u00f4meno mostra que riqueza nacional n\u00e3o se traduz automaticamente em seguran\u00e7a social.<\/p>\n\n\n\n<p>Autoridades e especialistas concordam que n\u00e3o h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica. A crise envolve pol\u00edticas habitacionais, sa\u00fade mental, mercado de trabalho, planejamento urbano e financiamento p\u00fablico. Desastres naturais, crises sanit\u00e1rias e deslocamentos for\u00e7ados tamb\u00e9m contribuem para agravar o cen\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os\u00a0Estados Unidos, pa\u00eds mais rico do planeta e dono de um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em cerca de\u00a0R$ 162 trilh\u00f5es, convivem com uma contradi\u00e7\u00e3o cada vez mais vis\u00edvel: quase\u00a01 milh\u00e3o de pessoas vivem em situa\u00e7\u00e3o de rua. 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