{"id":34219,"date":"2026-02-03T09:06:43","date_gmt":"2026-02-03T12:06:43","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=34219"},"modified":"2026-02-03T09:06:45","modified_gmt":"2026-02-03T12:06:45","slug":"quem-sofre-com-essa-doenca-tem-mais-chance-de-infartar-revela-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/quem-sofre-com-essa-doenca-tem-mais-chance-de-infartar-revela-estudo\/","title":{"rendered":"Quem sofre com essa doen\u00e7a tem mais chance de infartar, revela estudo"},"content":{"rendered":"\n<p>Pessoas com&nbsp;<strong>doen\u00e7a renal cr\u00f4nica<\/strong>&nbsp;t\u00eam um risco significativamente maior de sofrer&nbsp;<strong>infarto e insufici\u00eancia card\u00edaca<\/strong>, e agora cientistas afirmam ter encontrado uma explica\u00e7\u00e3o direta para essa liga\u00e7\u00e3o. Um estudo publicado na revista cient\u00edfica&nbsp;<em>Circulation<\/em>&nbsp;revelou que&nbsp;<strong>rins doentes liberam part\u00edculas microsc\u00f3picas t\u00f3xicas na corrente sangu\u00ednea<\/strong>, capazes de provocar danos graves ao cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta ajuda a esclarecer um mist\u00e9rio que h\u00e1 anos intriga a medicina: por que pacientes com problemas renais frequentemente morrem por complica\u00e7\u00f5es cardiovasculares, mesmo quando outros fatores de risco est\u00e3o controlados. As informa\u00e7\u00f5es foram destacadas pelo\u00a0<em>The Washington Post<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa foi conduzida por cientistas da&nbsp;<strong>UVA Health<\/strong>&nbsp;e do&nbsp;<strong>Mount Sinai<\/strong>, que identificaram o papel das chamadas&nbsp;<strong>ves\u00edculas extracelulares circulantes<\/strong>. Essas part\u00edculas s\u00e3o produzidas naturalmente pelas c\u00e9lulas e funcionam como mensageiras no organismo.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, em pessoas com doen\u00e7a renal cr\u00f4nica, essas ves\u00edculas passam a transportar&nbsp;<strong>microRNAs t\u00f3xicos<\/strong>, capazes de causar inflama\u00e7\u00e3o e les\u00f5es no tecido card\u00edaco.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSab\u00edamos que rim e cora\u00e7\u00e3o estavam conectados, mas n\u00e3o entend\u00edamos exatamente como essa comunica\u00e7\u00e3o causava tanto dano\u201d, explicou a m\u00e9dica e pesquisadora&nbsp;<strong>Uta Erdbr\u00fcgger<\/strong>, da Universidade da Virg\u00ednia. \u201cAgora mostramos que essas part\u00edculas saem do rim e chegam diretamente ao cora\u00e7\u00e3o, onde se tornam t\u00f3xicas.\u201d<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-17.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-34222\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-17.png 700w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-17-300x169.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-17-150x84.png 150w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">(Reprodu\u00e7\u00e3o\/Unsplash)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Evid\u00eancias em laborat\u00f3rio e em pacientes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em testes realizados com camundongos, os cientistas conseguiram&nbsp;<strong>bloquear a circula\u00e7\u00e3o dessas ves\u00edculas<\/strong>, o que resultou em melhora significativa da fun\u00e7\u00e3o card\u00edaca e redu\u00e7\u00e3o dos sinais de insufici\u00eancia card\u00edaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, an\u00e1lises de sangue mostraram que essas part\u00edculas nocivas estavam presentes&nbsp;<strong>apenas em pacientes com doen\u00e7a renal cr\u00f4nica<\/strong>, e n\u00e3o em pessoas saud\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O achado refor\u00e7a que o dano ao cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorre apenas por fatores indiretos, como hipertens\u00e3o ou obesidade, mas tamb\u00e9m por um&nbsp;<strong>mecanismo espec\u00edfico provocado pelos rins doentes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto para diagn\u00f3stico e tratamento<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A descoberta abre caminho para avan\u00e7os importantes na medicina. No futuro, um&nbsp;<strong>exame de sangue<\/strong>&nbsp;poder\u00e1 identificar quais pacientes com doen\u00e7a renal t\u00eam maior risco de desenvolver problemas card\u00edacos graves. Al\u00e9m disso, terapias voltadas a&nbsp;<strong>neutralizar ou bloquear essas ves\u00edculas t\u00f3xicas<\/strong>&nbsp;podem ajudar a prevenir infartos e insufici\u00eancia card\u00edaca.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDoen\u00e7a renal e doen\u00e7a card\u00edaca costumam evoluir de forma silenciosa. Quando os sintomas aparecem, o dano j\u00e1 est\u00e1 avan\u00e7ado\u201d, alerta Erdbr\u00fcgger. \u201cDetectar esse risco mais cedo pode salvar vidas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Instituto Nacional de Sa\u00fade dos EUA, a doen\u00e7a renal cr\u00f4nica afeta cerca de&nbsp;<strong>35 milh\u00f5es de pessoas<\/strong>&nbsp;no pa\u00eds e \u00e9 comum entre pacientes com&nbsp;<strong>diabetes e hipertens\u00e3o<\/strong>&nbsp;\u2014 justamente dois dos principais fatores de risco para doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os pesquisadores, entender essa comunica\u00e7\u00e3o entre \u00f3rg\u00e3os representa um passo decisivo rumo \u00e0&nbsp;<strong>medicina de precis\u00e3o<\/strong>, oferecendo tratamentos mais eficazes e personalizados para pacientes renais e card\u00edacos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoas com&nbsp;doen\u00e7a renal cr\u00f4nica&nbsp;t\u00eam um risco significativamente maior de sofrer&nbsp;infarto e insufici\u00eancia card\u00edaca, e agora cientistas afirmam ter encontrado uma explica\u00e7\u00e3o direta para essa liga\u00e7\u00e3o. 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