{"id":34817,"date":"2026-02-09T08:47:51","date_gmt":"2026-02-09T11:47:51","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=34817"},"modified":"2026-02-09T08:47:53","modified_gmt":"2026-02-09T11:47:53","slug":"adolescentes-de-ate-16-anos-recebem-a-pior-noticia-de-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/adolescentes-de-ate-16-anos-recebem-a-pior-noticia-de-2026\/","title":{"rendered":"Adolescentes de at\u00e9 16 anos recebem a pior not\u00edcia de 2026"},"content":{"rendered":"\n<p>Um projeto de lei protocolado nesta semana na C\u00e2mara dos Deputados pode mudar radicalmente a rela\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes com a internet no Brasil. A proposta, apresentada pelo deputado federal Maur\u00edcio Neves (PP-SP), pro\u00edbe o acesso de menores de 16 anos a redes sociais de qualquer natureza, impondo novas obriga\u00e7\u00f5es \u00e0s plataformas digitais e endurecendo as regras de verifica\u00e7\u00e3o de idade no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa altera a Lei n\u00ba 15.211\/2025, conhecida como ECA Digital, para incluir a veda\u00e7\u00e3o expressa ao uso de redes sociais por crian\u00e7as e adolescentes com menos de 16 anos. Caso seja aprovada, a nova regra obrigar\u00e1 as plataformas a adotar mecanismos mais rigorosos de verifica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria e controle de cadastro, indo al\u00e9m da simples autodeclara\u00e7\u00e3o de idade hoje utilizada.<\/p>\n\n\n\n<p>O descumprimento das exig\u00eancias poder\u00e1 resultar em san\u00e7\u00f5es administrativas j\u00e1 previstas na legisla\u00e7\u00e3o, que v\u00e3o desde advert\u00eancias at\u00e9 multas e outras penalidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Para adolescentes entre 16 e 18 anos, o projeto estabelece um regime intermedi\u00e1rio: o uso das redes sociais seria permitido, desde que as contas estejam vinculadas \u00e0s de seus respons\u00e1veis legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na justificativa, Maur\u00edcio Neves afirma que o objetivo \u00e9 garantir dignidade, privacidade, seguran\u00e7a e um desenvolvimento saud\u00e1vel de crian\u00e7as e adolescentes tamb\u00e9m no ambiente virtual. O parlamentar cita riscos como ansiedade, dist\u00farbios do sono, exposi\u00e7\u00e3o a conte\u00fados sens\u00edveis e a pr\u00e1tica de cyberbullying.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto aguarda despacho da Mesa Diretora para iniciar a tramita\u00e7\u00e3o nas comiss\u00f5es da C\u00e2mara dos Deputados. Caso avance, ainda precisar\u00e1 ser aprovado pelo plen\u00e1rio da Casa e pelo Senado antes de seguir para san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Press\u00e3o cient\u00edfica e contexto internacional<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A proposta surge em meio a uma crescente produ\u00e7\u00e3o de estudos que relacionam o uso excessivo de redes sociais a preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade mental dos jovens. Pesquisa da Universidade de Oxford, publicada em 2024, aponta que adolescentes que passam mais de tr\u00eas horas di\u00e1rias nessas plataformas t\u00eam 60% mais chances de desenvolver depress\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>A American Psychological Association tamb\u00e9m alerta para o aumento da ansiedade e a queda da autoestima associados \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o prolongada a conte\u00fados nocivos.<\/p>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio internacional, o debate avan\u00e7a em diferentes frentes. Pa\u00edses como Fran\u00e7a e Austr\u00e1lia j\u00e1 adotaram restri\u00e7\u00f5es ao uso de celulares em escolas, enquanto o Reino Unido discute limitar o acesso de menores \u00e0s redes sociais. <\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o Europeia, por sua vez, implementou o Digital Services Act, que exige maior transpar\u00eancia algor\u00edtmica e medidas espec\u00edficas de prote\u00e7\u00e3o a crian\u00e7as e adolescentes. Nos Estados Unidos, onde est\u00e3o sediadas as principais plataformas, tentativas de regula\u00e7\u00e3o enfrentam forte resist\u00eancia de lobbies do setor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como funciona hoje no Brasil<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Atualmente, n\u00e3o existe no pa\u00eds uma proibi\u00e7\u00e3o legal geral para o uso de redes sociais por menores de 16 anos. As principais plataformas \u2014 como Instagram, TikTok, Facebook e X \u2014 adotam regras pr\u00f3prias, em geral permitindo a cria\u00e7\u00e3o de contas a partir dos 13 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para usu\u00e1rios com menos de 18 anos, as empresas aplicam restri\u00e7\u00f5es adicionais, como perfis privados por padr\u00e3o, limita\u00e7\u00e3o de mensagens de desconhecidos e filtros de conte\u00fado. Ainda assim, o cadastro costuma depender apenas da data de nascimento informada pelo pr\u00f3prio usu\u00e1rio, sem verifica\u00e7\u00e3o documental obrigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisas sobre comportamento digital indicam que muitos jovens criam perfis antes mesmo da idade m\u00ednima permitida. Especialistas em prote\u00e7\u00e3o digital apontam que a autodeclara\u00e7\u00e3o facilita fraudes et\u00e1rias, o que ajuda a explicar a presen\u00e7a massiva de crian\u00e7as nas redes, apesar das regras formais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um projeto de lei protocolado nesta semana na C\u00e2mara dos Deputados pode mudar radicalmente a rela\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes com a internet no Brasil. 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