{"id":35140,"date":"2026-02-11T09:49:22","date_gmt":"2026-02-11T12:49:22","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=35140"},"modified":"2026-02-11T09:49:25","modified_gmt":"2026-02-11T12:49:25","slug":"ambev-proibe-a-venda-de-bebida-queridinha-dos-brasileiros-no-carnaval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/ambev-proibe-a-venda-de-bebida-queridinha-dos-brasileiros-no-carnaval\/","title":{"rendered":"Ambev pro\u00edbe a venda de bebida queridinha dos brasileiros no Carnaval"},"content":{"rendered":"\n<p>Ambulantes flagrados vendendo latinhas de Xeque Mate nos circuitos oficiais do Carnaval de S\u00e3o Paulo correm o risco de perder o credenciamento. A restri\u00e7\u00e3o ocorre porque a Ambev, patrocinadora master da festa desde 2017, det\u00e9m o direito exclusivo de comercializar suas marcas nos blocos de rua da capital paulista \u2014 investimento que, neste ano, chegou a R$ 29,2 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No modelo adotado pela Prefeitura de S\u00e3o Paulo, toda a estrutura do Carnaval \u2014 incluindo seguran\u00e7a, limpeza urbana, postos m\u00e9dicos e log\u00edstica \u2014 \u00e9 financiada pela iniciativa privada. Em contrapartida, a patrocinadora principal passa a controlar a cadeia de venda de bebidas nos circuitos oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ambev \u00e9 respons\u00e1vel por credenciar cerca de 15 mil ambulantes autorizados a comercializar apenas produtos do seu portf\u00f3lio, como Skol, Beats, Corona, Budweiser e Guaran\u00e1 Antarctica. Quem for flagrado vendendo marcas fora da lista pode perder a autoriza\u00e7\u00e3o para trabalhar durante a festa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a fiscaliza\u00e7\u00e3o da Guarda Civil Metropolitana, muitos vendedores escondem latas de Xeque Mate sob camadas de gelo e outras bebidas oficiais, numa pr\u00e1tica que virou esp\u00e9cie de \u201ccontrabando informal\u201d dentro dos blocos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Xeque Mate vira s\u00edmbolo de resist\u00eancia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Produzida em Minas Gerais, a Xeque Mate ganhou popularidade nos \u00faltimos anos, especialmente no Carnaval, por ter teor alco\u00f3lico mais elevado \u2014 cerca de duas vezes maior que o da cerveja \u2014 e identidade alternativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Proibida oficialmente nos circuitos patrocinados, a bebida se espalhou de forma discreta entre os foli\u00f5es, transformando-se em s\u00edmbolo de resist\u00eancia ao modelo de exclusividade adotado na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento da marca evidencia uma contradi\u00e7\u00e3o: enquanto o Carnaval de S\u00e3o Paulo se consolida como o maior do pa\u00eds em p\u00fablico \u2014 com expectativa de 16 milh\u00f5es de foli\u00f5es em 2026 \u2014 o controle comercial r\u00edgido limita a diversidade de marcas nas ruas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-97.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-35143\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-97.png 1200w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-97-300x169.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-97-768x432.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-97-150x84.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-97-750x422.png 750w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-97-1140x641.png 1140w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bebida Xeque-Mate<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O modelo de exclusividade tamb\u00e9m influencia o financiamento dos blocos. Colocar um bloco m\u00e9dio ou grande na rua custa entre R$ 250 mil e R$ 450 mil, enquanto o fomento p\u00fablico cobre apenas parte desse valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a patrocinadora principal concentra a explora\u00e7\u00e3o comercial, blocos n\u00e3o podem negociar diretamente com marcas concorrentes para captar recursos. A maior parte do patroc\u00ednio privado acaba direcionada aos megablocos, impulsionados por artistas de grande alcance digital.<\/p>\n\n\n\n<p>Blocos tradicionais ou comunit\u00e1rios relatam dificuldade crescente para fechar parcerias e manter a estrutura, tornando-se cada vez mais dependentes do modelo centralizado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tentativas de compensa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Diante das cr\u00edticas, a patrocinadora lan\u00e7ou editais de apoio a blocos de pequeno e m\u00e9dio porte. No entanto, organizadores afirmam que os programas ainda representam uma fra\u00e7\u00e3o do custo real da festa.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, marcas independentes buscam alternativas, como apoiar blocos fora da programa\u00e7\u00e3o oficial \u2014 os chamados blocos independentes ou \u201csecretos\u201d \u2014 que n\u00e3o est\u00e3o submetidos \u00e0s regras de exclusividade.<\/p>\n\n\n\n<p>A gest\u00e3o compartilhada entre Prefeitura e patrocinadora garante escala log\u00edstica e organiza\u00e7\u00e3o ao Carnaval paulistano. A Ambev tamb\u00e9m explora outras cotas de patroc\u00ednio e comercializa espa\u00e7os para marcas parceiras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ambulantes flagrados vendendo latinhas de Xeque Mate nos circuitos oficiais do Carnaval de S\u00e3o Paulo correm o risco de perder o credenciamento. 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