{"id":35212,"date":"2026-02-14T16:23:00","date_gmt":"2026-02-14T19:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=35212"},"modified":"2026-02-11T15:37:10","modified_gmt":"2026-02-11T18:37:10","slug":"alemanha-cobre-lagos-com-2-500-paineis-solares-para-fornecer-energia-renovavel-a-populacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/alemanha-cobre-lagos-com-2-500-paineis-solares-para-fornecer-energia-renovavel-a-populacao\/","title":{"rendered":"Alemanha cobre lagos com 2.500 pain\u00e9is solares para fornecer energia renov\u00e1vel \u00e0 popula\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Para avan\u00e7ar na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica sem ocupar terras agr\u00edcolas ou \u00e1reas florestais, a Alemanha encontrou uma solu\u00e7\u00e3o inovadora: instalar pain\u00e9is solares sobre lagos artificiais. Na Baviera, um antigo lago de pedreira passou a abrigar 2.500 m\u00f3dulos fotovoltaicos flutuantes, formando a primeira usina solar vertical sobre a \u00e1gua do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto foi implantado no lago da pedreira de Jais, no sul da Alemanha, e tem capacidade instalada de 1,87 megawatt (MW). A expectativa \u00e9 que a estrutura gere cerca de 2 gigawatts-hora (GWh) por ano \u2014 volume suficiente para abastecer centenas de resid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>O diferencial est\u00e1 no formato: os pain\u00e9is s\u00e3o posicionados verticalmente, em fileiras orientadas no eixo leste-oeste, como se fossem cercas de vidro sobre a \u00e1gua. Mesmo com a estrutura, apenas 4,65% da superf\u00edcie do lago \u00e9 utilizada, bem abaixo do limite legal de 15% permitido para esse tipo de instala\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"850\" height=\"566\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-112.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-35215\" style=\"width:653px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-112.png 850w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-112-300x200.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-112-768x511.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-112-150x100.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-112-750x499.png 750w\" sizes=\"(max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">(Reprodu\u00e7\u00e3o\/Getty Images)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tecnologia flutuante e sustent\u00e1vel<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Desenvolvido pela empresa SINN Power, o sistema utiliza uma tecnologia patenteada chamada&nbsp;<em>Skipp Float<\/em>. Os m\u00f3dulos bifaciais captam luz solar dos dois lados e ficam apoiados em estruturas flutuantes com uma esp\u00e9cie de \u201cquilha\u201d submersa a cerca de 1,6 metro de profundidade, garantindo estabilidade mesmo com vento e varia\u00e7\u00f5es no n\u00edvel da \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as fileiras de pain\u00e9is h\u00e1 corredores de aproximadamente quatro metros, permitindo a circula\u00e7\u00e3o de ar e a incid\u00eancia de luz na superf\u00edcie do lago.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de economizar espa\u00e7o em terra firme, o modelo ajuda a reduzir a evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e aproveita \u00e1reas j\u00e1 impactadas pela atividade industrial, como minas e pedreiras desativadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Redu\u00e7\u00e3o de custos e menor depend\u00eancia da rede<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para a empresa respons\u00e1vel pela pedreira, o projeto vai al\u00e9m da sustentabilidade ambiental. M\u00e1quinas como britadores e esteiras consomem grande quantidade de energia, principalmente em dias ensolarados \u2014 justamente quando a produ\u00e7\u00e3o solar \u00e9 maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o, a planta j\u00e1 reduziu em cerca de 60% o consumo de energia da rede p\u00fablica. Com uma segunda fase prevista, que deve adicionar mais 1,7 MW de capacidade, a expectativa \u00e9 que at\u00e9 70% da eletricidade utilizada no local seja gerada ali mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria tamb\u00e9m protege a empresa das oscila\u00e7\u00f5es no pre\u00e7o da energia e reduz a conta de luz no longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Potencial ainda pouco explorado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo estudo do Instituto Fraunhofer de Sistemas de Energia Solar (ISE), a Alemanha possui mais de 6 mil lagos artificiais, somando cerca de 90 mil hectares de superf\u00edcie. Apesar desse potencial, apenas cerca de 21 MW de energia solar flutuante est\u00e3o atualmente em opera\u00e7\u00e3o, com outros 62 MW em constru\u00e7\u00e3o \u2014 n\u00famero ainda distante da estimativa de potencial entre 1,8 e 2,5 gigawatts.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto na Baviera \u00e9 visto como modelo para futuras iniciativas e mostra como \u00e1reas industriais desativadas podem ganhar nova fun\u00e7\u00e3o na matriz energ\u00e9tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para avan\u00e7ar na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica sem ocupar terras agr\u00edcolas ou \u00e1reas florestais, a Alemanha encontrou uma solu\u00e7\u00e3o inovadora: instalar pain\u00e9is solares sobre lagos artificiais. Na Baviera, um antigo lago de pedreira passou a abrigar 2.500 m\u00f3dulos fotovoltaicos flutuantes, formando a primeira usina solar vertical sobre a \u00e1gua do mundo. 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