{"id":35338,"date":"2026-02-15T11:17:00","date_gmt":"2026-02-15T14:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=35338"},"modified":"2026-02-12T10:44:45","modified_gmt":"2026-02-12T13:44:45","slug":"brasileira-cria-vacina-que-cura-pessoas-tetraplegicas-e-pode-ganhar-o-nobel-da-medicina-por-isso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/brasileira-cria-vacina-que-cura-pessoas-tetraplegicas-e-pode-ganhar-o-nobel-da-medicina-por-isso\/","title":{"rendered":"Brasileira cria vacina que cura pessoas tetrapl\u00e9gicas e pode ganhar o Nobel da Medicina por isso"},"content":{"rendered":"\n<p>Les\u00f5es na medula espinhal sempre foram tratadas pela medicina como praticamente irrevers\u00edveis. Quando os neur\u00f4nios s\u00e3o rompidos, o corpo tem capacidade limitada de regenera\u00e7\u00e3o, o que torna a paralisia, em muitos casos, permanente. Uma pesquisa liderada por uma cientista brasileira, no entanto, pode mudar esse cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveu uma prote\u00edna experimental chamada&nbsp;<strong>polilaminina<\/strong>, capaz de estimular a reconex\u00e3o de neur\u00f4nios danificados. O avan\u00e7o j\u00e1 permitiu que pacientes parapl\u00e9gicos e tetrapl\u00e9gicos recuperassem movimentos, resultado considerado in\u00e9dito em casos graves de les\u00e3o medular.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s quase 30 anos de pesquisa, Tatiana coordenou uma equipe que criou a polilaminina a partir de prote\u00ednas extra\u00eddas da placenta humana \u2014 subst\u00e2ncias que desempenham papel fundamental no desenvolvimento do sistema nervoso.<\/p>\n\n\n\n<p>Aplicada por inje\u00e7\u00e3o diretamente na \u00e1rea lesionada da medula espinhal, a mol\u00e9cula atua como uma esp\u00e9cie de \u201ccola biol\u00f3gica\u201d, criando um ambiente favor\u00e1vel para o crescimento dos ax\u00f4nios e a reconstru\u00e7\u00e3o dos circuitos nervosos.<\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento est\u00e1 sendo desenvolvido em parceria com o laborat\u00f3rio brasileiro Crist\u00e1lia e j\u00e1 teve a&nbsp;<strong>fase 1 dos testes cl\u00ednicos aprovada pela Anvisa<\/strong>, etapa que avalia a seguran\u00e7a da subst\u00e2ncia e os primeiros sinais de efic\u00e1cia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"560\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-313.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-33785\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-313.png 800w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-313-300x210.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-313-768x538.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-313-150x105.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-313-750x525.png 750w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pacientes voltaram a se movimentar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, ao menos 16 pacientes brasileiros conseguiram na Justi\u00e7a autoriza\u00e7\u00e3o para receber a aplica\u00e7\u00e3o experimental. Desses, pelo menos cinco apresentaram recupera\u00e7\u00e3o parcial dos movimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro paciente tratado foi Luiz Fernando Mozer, de 37 anos, que ficou tetrapl\u00e9gico ap\u00f3s um acidente em uma apresenta\u00e7\u00e3o de motocross no Esp\u00edrito Santo. Menos de 48 horas ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o, ele relatou retorno da sensibilidade e conseguiu contrair m\u00fasculos das coxas e da regi\u00e3o anal.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro paciente, de 35 anos, que sofreu queda de moto, voltou a apresentar movimentos no p\u00e9 e sensibilidade nas pernas. J\u00e1 Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, diagnosticado com tetraplegia, conseguiu voltar a andar ap\u00f3s o tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os procedimentos foram realizados sob coordena\u00e7\u00e3o m\u00e9dica especializada, incluindo o neurocirurgi\u00e3o Bruno Alexandre C\u00f4rtes, do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reconhecimento internacional<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o vem sendo apontado por parte da comunidade cient\u00edfica como um dos mais promissores da medicina regenerativa nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Embora ainda esteja em fase inicial de testes cl\u00ednicos, o potencial da pesquisa j\u00e1 \u00e9 citado como poss\u00edvel candidato ao Pr\u00eamio Nobel de Medicina no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas destacam, no entanto, que estudos mais amplos e fases cl\u00ednicas posteriores ser\u00e3o fundamentais para confirmar a efic\u00e1cia e seguran\u00e7a do tratamento em maior escala.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Les\u00f5es na medula espinhal sempre foram tratadas pela medicina como praticamente irrevers\u00edveis. Quando os neur\u00f4nios s\u00e3o rompidos, o corpo tem capacidade limitada de regenera\u00e7\u00e3o, o que torna a paralisia, em muitos casos, permanente. Uma pesquisa liderada por uma cientista brasileira, no entanto, pode mudar esse cen\u00e1rio. 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