{"id":35492,"date":"2026-02-13T10:40:26","date_gmt":"2026-02-13T13:40:26","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=35492"},"modified":"2026-02-13T10:40:29","modified_gmt":"2026-02-13T13:40:29","slug":"antes-de-virar-potencia-global-china-aprendeu-com-o-brasil-tudo-sobre-a-tecnologia-do-seculo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/antes-de-virar-potencia-global-china-aprendeu-com-o-brasil-tudo-sobre-a-tecnologia-do-seculo\/","title":{"rendered":"Antes de virar pot\u00eancia global, China aprendeu com o Brasil tudo sobre a tecnologia do s\u00e9culo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje protagonista da nova corrida espacial e concorrente direta dos Estados Unidos, a China nem sempre ocupou posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a no setor. Nos anos 1980, quando ainda estruturava seu programa espacial, o pa\u00eds asi\u00e1tico buscou no Brasil parte do conhecimento que ajudaria a impulsionar sua trajet\u00f3ria tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cientistas chineses vieram ao Brasil para aprender com pesquisadores que haviam feito est\u00e1gio na Nasa. O interc\u00e2mbio marcou o in\u00edcio de uma coopera\u00e7\u00e3o que se tornaria refer\u00eancia internacional em parcerias entre pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A aproxima\u00e7\u00e3o ganhou for\u00e7a com a assinatura do&nbsp;<strong>Acordo de Coopera\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica<\/strong>, em 1984. A iniciativa foi considerada pioneira dentro do modelo de coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul, envolvendo principalmente Brasil, China e, em outros projetos, a Argentina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O marco mais conhecido dessa parceria \u00e9 o programa&nbsp;<strong>CBERS (Sat\u00e9lite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres)<\/strong>. Ap\u00f3s pouco mais de uma d\u00e9cada de trabalho conjunto, o primeiro sat\u00e9lite foi lan\u00e7ado com sucesso em 1999, a partir da China.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-140.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-35494\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-140.png 1024w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-140-300x225.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-140-768x576.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-140-150x113.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-140-750x563.png 750w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">CBERS 4A (Reprodu\u00e7\u00e3o\/MundoGEO)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 hoje, os sat\u00e9lites desenvolvidos pelos dois pa\u00edses s\u00e3o utilizados no monitoramento do desmatamento da Amaz\u00f4nia, na previs\u00e3o meteorol\u00f3gica e no apoio ao agroneg\u00f3cio. Segundo Marco Antonio Chamon \u00e0 CNN, presidente da Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB), o CBERS continua sendo uma refer\u00eancia mundial de coopera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica entre pa\u00edses do Sul Global.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Caminhos diferentes ao longo das d\u00e9cadas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde os anos 1980, Brasil e China passaram por transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas profundas. A China se consolidou como a segunda maior economia do mundo, alcan\u00e7ando um PIB de US$ 17,73 trilh\u00f5es em 2021, com crescimento robusto mesmo ap\u00f3s a pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil, por sua vez, registrou expans\u00e3o at\u00e9 2011, mas enfrentou forte retra\u00e7\u00e3o entre 2015 e 2016 e nova queda em 2020, impactado pela crise sanit\u00e1ria. Embora tenha apresentado recupera\u00e7\u00e3o em 2021, o pa\u00eds permaneceu em patamar inferior ao dos anos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o professor da UERJ e especialista em rela\u00e7\u00f5es China-Brasil, Maur\u00edcio Santoro, o programa espacial chin\u00eas recebeu prioridade estrat\u00e9gica do governo e investimentos crescentes ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO programa espacial se manteve como algo importante para o governo chin\u00eas e ganhou mais recursos. A China foi capaz de prosperar. O Brasil manteve seu programa, que \u00e9 relevante, mas n\u00e3o alcan\u00e7ou o n\u00edvel de sofistica\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que os chineses atingiram nas \u00faltimas d\u00e9cadas\u201d, afirmou em entrevista \u00e0 CNN Brasil.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ele, um diferencial foi a capacidade dos cientistas chineses de se articularem politicamente dentro do governo do Partido Comunista Chin\u00eas, garantindo continuidade e financiamento aos projetos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Parceria continua no s\u00e9culo XXI<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar das diferen\u00e7as no ritmo de avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, a coopera\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses segue ativa. Em 2025, Brasil e China anunciaram a constru\u00e7\u00e3o de um novo laborat\u00f3rio conjunto voltado ao desenvolvimento de tecnologias espaciais, com participa\u00e7\u00e3o da estatal chinesa CETC.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"984\" height=\"656\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-139.png\" alt=\"acordo Brasil-China\" class=\"wp-image-35493\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-139.png 984w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-139-300x200.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-139-768x512.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-139-150x100.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-139-750x500.png 750w\" sizes=\"(max-width: 984px) 100vw, 984px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">(Reprodu\u00e7\u00e3o\/AFP)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto est\u00e1 ligado a iniciativas cient\u00edficas mais amplas na Am\u00e9rica do Sul, incluindo planos para grandes telesc\u00f3pios na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje protagonista da nova corrida espacial e concorrente direta dos Estados Unidos, a China nem sempre ocupou posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a no setor. 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