{"id":36196,"date":"2026-02-23T13:37:00","date_gmt":"2026-02-23T16:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=36196"},"modified":"2026-02-23T13:37:03","modified_gmt":"2026-02-23T16:37:03","slug":"pais-pouco-conhecido-possui-a-terceira-marinha-mais-forte-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/pais-pouco-conhecido-possui-a-terceira-marinha-mais-forte-do-mundo\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds pouco conhecido possui a terceira Marinha mais forte do mundo"},"content":{"rendered":"\n<p>Um dos pa\u00edses mais fechados do planeta, a Coreia do Norte figura como a&nbsp;<strong>terceira maior for\u00e7a naval do mundo<\/strong>, segundo o ranking de 2024 do site internacional Global Fire Power. O levantamento considera o n\u00famero total de navios de guerra e submarinos em opera\u00e7\u00e3o \u2014 e coloca o regime de Pyongyang \u00e0 frente, inclusive, dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os dados, a R\u00fassia lidera a lista, com 781 embarca\u00e7\u00f5es militares. Na sequ\u00eancia aparecem China (730 navios), Coreia do Norte (505), Estados Unidos (472) e Su\u00e9cia (353). O Brasil ocupa a 23\u00aa posi\u00e7\u00e3o, com 134 navios.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da posi\u00e7\u00e3o de destaque no ranking, a Marinha norte-coreana \u00e9 cercada de mist\u00e9rio. O pa\u00eds imp\u00f5e severas restri\u00e7\u00f5es \u00e0 imprensa internacional, o que dificulta a obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre sua estrutura militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Historicamente, o regime concentrou esfor\u00e7os no desenvolvimento de armas nucleares e m\u00edsseis bal\u00edsticos. No entanto, nos \u00faltimos anos, Pyongyang tem ampliado investimentos em sua capacidade naval, especialmente em submarinos com potencial para lan\u00e7amento de m\u00edsseis bal\u00edsticos (SLBMs).<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas avaliam que o movimento faz parte de uma estrat\u00e9gia de dissuas\u00e3o militar, sobretudo diante das tens\u00f5es com Estados Unidos, Coreia do Sul e Jap\u00e3o. Uma capacidade nuclear baseada no mar aumentaria o poder de resposta do regime em caso de ataque.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-194-1200x800.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-36197\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-194-1200x800.png 1200w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-194-300x200.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-194-768x512.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-194-1536x1024.png 1536w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-194-150x100.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-194-750x500.png 750w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-194-1140x760.png 1140w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-194.png 1892w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">(Reprodu\u00e7\u00e3o\/Korean Central News Agency via AP)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estrutura numerosa, mas limitada<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Embora o n\u00famero de embarca\u00e7\u00f5es impressione, a maior parte da frota norte-coreana \u00e9 composta por embarca\u00e7\u00f5es menores, como barcos-patrulha, lanchas lan\u00e7adoras de m\u00edsseis e submarinos antigos movidos a diesel.<\/p>\n\n\n\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de navios mais modernos e submarinos nucleares enfrenta obst\u00e1culos tecnol\u00f3gicos e econ\u00f4micos, agravados por san\u00e7\u00f5es internacionais que limitam o acesso a materiais e componentes avan\u00e7ados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, a quantidade expressiva de meios navais garante \u00e0 Coreia do Norte um papel relevante no equil\u00edbrio militar do Leste Asi\u00e1tico, especialmente em \u00e1guas pr\u00f3ximas \u00e0 Pen\u00ednsula Coreana.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Alian\u00e7a estrat\u00e9gica com a R\u00fassia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O fortalecimento militar ocorre em meio a uma aproxima\u00e7\u00e3o in\u00e9dita entre Coreia do Norte e R\u00fassia. Em junho de 2024, os dois pa\u00edses assinaram um Tratado de Parceria Estrat\u00e9gica Abrangente, prevendo assist\u00eancia m\u00fatua em caso de ataque.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos meses seguintes, Pyongyang enviou milhares de militares e engenheiros para apoiar esfor\u00e7os russos, aprofundando uma coopera\u00e7\u00e3o que remete aos tempos da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse alinhamento refor\u00e7a o peso geopol\u00edtico da Coreia do Norte e amplia preocupa\u00e7\u00f5es internacionais sobre uma poss\u00edvel escalada militar na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impactos globais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O crescimento da capacidade naval norte-coreana pode intensificar uma corrida armamentista no Nordeste Asi\u00e1tico. Pa\u00edses como Coreia do Sul e Jap\u00e3o j\u00e1 v\u00eam ampliando seus investimentos em defesa mar\u00edtima, enquanto os Estados Unidos mant\u00eam forte presen\u00e7a militar na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, as \u00e1guas pr\u00f3ximas \u00e0 Pen\u00ednsula Coreana concentram rotas estrat\u00e9gicas do com\u00e9rcio internacional. Um eventual aumento de tens\u00f5es pode afetar cadeias log\u00edsticas globais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos pa\u00edses mais fechados do planeta, a Coreia do Norte figura como a&nbsp;terceira maior for\u00e7a naval do mundo, segundo o ranking de 2024 do site internacional Global Fire Power. O levantamento considera o n\u00famero total de navios de guerra e submarinos em opera\u00e7\u00e3o \u2014 e coloca o regime de Pyongyang \u00e0 frente, inclusive, dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":36198,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-36196","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36196"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36196\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36199,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36196\/revisions\/36199"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36198"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36196"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}