{"id":36301,"date":"2026-03-01T09:19:00","date_gmt":"2026-03-01T12:19:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=36301"},"modified":"2026-02-24T09:19:16","modified_gmt":"2026-02-24T12:19:16","slug":"adeus-bateria-comum-reino-unido-cria-pilha-de-diamante-que-nao-descarrega-nunca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/adeus-bateria-comum-reino-unido-cria-pilha-de-diamante-que-nao-descarrega-nunca\/","title":{"rendered":"Adeus, bateria comum: Reino Unido cria \u201cpilha de diamante\u201d que n\u00e3o descarrega nunca"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisadores do Reino Unido anunciaram o desenvolvimento da primeira bateria de diamante feita com carbono-14 do mundo. A tecnologia, criada por cientistas da Universidade de Bristol em parceria com a Autoridade de Energia At\u00f4mica do Reino Unido (UKAEA), promete gerar energia por milhares de anos sem necessidade de recarga.<\/p>\n\n\n\n<p>A chamada \u201cdiamond battery\u201d funciona a partir da decomposi\u00e7\u00e3o radioativa do carbono-14 (C14), is\u00f3topo com meia-vida de 5.700 anos, o que permite fornecimento cont\u00ednuo de micropot\u00eancia por per\u00edodos extremamente longos.<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo opera por meio de um processo conhecido como&nbsp;<strong>beta-voltaico<\/strong>. Durante o decaimento radioativo do carbono-14, part\u00edculas beta (el\u00e9trons) s\u00e3o liberadas e interagem com o diamante sint\u00e9tico, convertendo essa energia em pequenas correntes el\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"763\" height=\"504\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-201.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-36304\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-201.png 763w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-201-300x198.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-201-150x99.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-201-750x495.png 750w\" sizes=\"(max-width: 763px) 100vw, 763px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Segundo os pesquisadores, o pr\u00f3prio diamante atua como escudo de radia\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o carbono-14 emite radia\u00e7\u00e3o de curto alcance, rapidamente absorvida por materiais s\u00f3lidos. Isso impede vazamento significativo de radia\u00e7\u00e3o para o ambiente externo.<\/p>\n\n\n\n<p>O carbono-14 utilizado pode ser obtido a partir de res\u00edduos de grafite radioativo de reatores nucleares. J\u00e1 os diamantes sint\u00e9ticos s\u00e3o produzidos em laborat\u00f3rio por meio da t\u00e9cnica de deposi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica a vapor (CVD), que cria camadas capazes de encapsular o material radioativo com seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O prot\u00f3tipo atual mede cerca de&nbsp;<strong>10 mm por 10 mm<\/strong>, com at\u00e9&nbsp;<strong>0,5 mm de espessura<\/strong>, sem considerar os contatos met\u00e1licos necess\u00e1rios para fechar o circuito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Aplica\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Embora a bateria gere apenas n\u00edveis baixos de energia (microwatts), ela \u00e9 ideal para dispositivos que precisam de fornecimento cont\u00ednuo e de longa dura\u00e7\u00e3o, especialmente em locais onde a troca de bateria \u00e9 invi\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as aplica\u00e7\u00f5es estudadas est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Implantes m\u00e9dicos, como marca-passos<\/li>\n\n\n\n<li>Sensores remotos<\/li>\n\n\n\n<li>Dispositivos de seguran\u00e7a<\/li>\n\n\n\n<li>Sondas espaciais<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>De acordo com o professor Tom Scott, especialista em materiais da Universidade de Bristol, a tecnologia pode abrir caminho para uma nova gera\u00e7\u00e3o de dispositivos autossuficientes.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cNossa tecnologia de micropot\u00eancia pode apoiar uma ampla gama de aplica\u00e7\u00f5es importantes, de tecnologias espaciais a implantes m\u00e9dicos\u201d, afirmou.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desafios e escalabilidade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar do potencial, a produ\u00e7\u00e3o em larga escala ainda enfrenta desafios. O metano enriquecido com carbono-14, usado na fabrica\u00e7\u00e3o dos diamantes, \u00e9 caro \u2014 cerca de US$ 46 mil por litro \u2014 e radioativo, exigindo instala\u00e7\u00f5es especializadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para contornar essa limita\u00e7\u00e3o, a equipe desenvolveu um processo patenteado chamado \u201cstatic flow CVD\u201d, que permite produzir diamantes de alta qualidade utilizando volume fixo de gases isotopicamente puros.<\/p>\n\n\n\n<p>A bateria foi sintetizada em um reator especial instalado nas instala\u00e7\u00f5es da UKAEA em Culham, onde tamb\u00e9m s\u00e3o conduzidas pesquisas em energia de fus\u00e3o nuclear.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Reino Unido anunciaram o desenvolvimento da primeira bateria de diamante feita com carbono-14 do mundo. 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