{"id":36812,"date":"2026-02-27T14:21:44","date_gmt":"2026-02-27T17:21:44","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=36812"},"modified":"2026-02-27T14:21:46","modified_gmt":"2026-02-27T17:21:46","slug":"supermercado-vai-ficar-muito-mais-caro-em-2026-com-o-fim-da-escala-6x1-alertam-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/supermercado-vai-ficar-muito-mais-caro-em-2026-com-o-fim-da-escala-6x1-alertam-especialistas\/","title":{"rendered":"Supermercado vai ficar muito mais caro em 2026 com o fim da escala 6&#215;1, alertam especialistas"},"content":{"rendered":"\n<p>A poss\u00edvel aprova\u00e7\u00e3o do fim da escala 6&#215;1 e a redu\u00e7\u00e3o da jornada semanal de 44 para 36 horas sem diminui\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios podem provocar alta nos pre\u00e7os ao consumidor a partir de 2026, especialmente no com\u00e9rcio e no setor de servi\u00e7os. Levantamento da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC) aponta que a adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 jornada menor pode elevar em at\u00e9 21% a folha salarial do com\u00e9rcio, com impacto estimado de R$ 122,4 bilh\u00f5es por ano. No setor de servi\u00e7os, o custo adicional pode alcan\u00e7ar R$ 235 bilh\u00f5es anuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da dificuldade de absorver esse aumento de despesas, o repasse ao consumidor pode chegar a at\u00e9 13%, segundo proje\u00e7\u00f5es do setor. Segmentos intensivos em m\u00e3o de obra, como servi\u00e7os para edif\u00edcios, vigil\u00e2ncia e agenciamento de trabalhadores, est\u00e3o entre os mais sens\u00edveis \u00e0 mudan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a est\u00e1 prevista na Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 148\/2015, j\u00e1 aprovada na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) do Senado. O texto amplia de um para dois dias o descanso semanal \u2014 preferencialmente aos s\u00e1bados e domingos \u2014 e mant\u00e9m o limite di\u00e1rio de oito horas de trabalho, permitindo reorganiza\u00e7\u00e3o da carga hor\u00e1ria por meio de acordos coletivos, desde que respeitado o novo teto de 36 horas semanais.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"612\" height=\"408\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-63.png\" alt=\"Clt tempo\" class=\"wp-image-12549\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-63.png 612w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-63-300x200.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-63-150x100.png 150w\" sizes=\"(max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">(Reprodu\u00e7\u00e3o\/IStock)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A proposta estabelece que n\u00e3o poder\u00e1 haver redu\u00e7\u00e3o salarial para compensar a diminui\u00e7\u00e3o da jornada. A implementa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 gradual: no ano de publica\u00e7\u00e3o da emenda, n\u00e3o haver\u00e1 mudan\u00e7as. No ano seguinte, come\u00e7ar\u00e1 a amplia\u00e7\u00e3o do descanso semanal e a redu\u00e7\u00e3o progressiva da jornada. O novo modelo s\u00f3 entrar\u00e1 plenamente em vigor ap\u00f3s seis anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (RAIS) de 2023 mostram que 31,7 milh\u00f5es de trabalhadores \u2014 o equivalente a 74% dos celetistas com jornada informada \u2014 cumprem atualmente 44 horas semanais. Em 31 dos 87 setores econ\u00f4micos analisados, <strong>mais de 90%<\/strong> dos empregados trabalham acima de 40 horas por semana, o que amplia o alcance da medida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Diverg\u00eancia entre mercado e pesquisadores<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar das proje\u00e7\u00f5es de aumento de custos, estudos acad\u00eamicos contestam a vis\u00e3o de impacto negativo generalizado. Pesquisa coordenada pela economista Marilane Teixeira, do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp, indica que a redu\u00e7\u00e3o da jornada para 36 horas pode gerar at\u00e9 4,5 milh\u00f5es de novos empregos e elevar a produtividade do pa\u00eds em cerca de 4%.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento integra o chamado Dossi\u00ea 6&#215;1, elaborado por 63 autores e composto por 37 artigos que analisam os efeitos econ\u00f4micos e sociais da proposta. A conclus\u00e3o central do documento sustenta que o Brasil tem condi\u00e7\u00f5es estruturais de trabalhar menos sem comprometer o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em linha semelhante, nota t\u00e9cnica do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) afirma que os custos de uma eventual redu\u00e7\u00e3o para 40 horas semanais seriam compar\u00e1veis aos impactos observados em reajustes hist\u00f3ricos do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Segundo o estudo, o impacto direto nos grandes setores, como ind\u00fastria e com\u00e9rcio \u2014 que concentram mais de 13 milh\u00f5es de trabalhadores \u2014 seria inferior a 1% do custo operacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise, baseada nos microdados da RAIS de 2023, considera que a redu\u00e7\u00e3o da jornada, mantida a remunera\u00e7\u00e3o nominal, eleva o custo da hora trabalhada na mesma propor\u00e7\u00e3o do aumento do sal\u00e1rio-hora. Ainda assim, os pesquisadores apontam que a maioria dos setores produtivos teria capacidade de absorver o aumento, embora alguns segmentos espec\u00edficos demandem aten\u00e7\u00e3o e poss\u00edveis medidas de mitiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A poss\u00edvel aprova\u00e7\u00e3o do fim da escala 6&#215;1 e a redu\u00e7\u00e3o da jornada semanal de 44 para 36 horas sem diminui\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios podem provocar alta nos pre\u00e7os ao consumidor a partir de 2026, especialmente no com\u00e9rcio e no setor de servi\u00e7os. 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