{"id":37090,"date":"2026-03-03T10:42:00","date_gmt":"2026-03-03T13:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=37090"},"modified":"2026-03-03T11:22:31","modified_gmt":"2026-03-03T14:22:31","slug":"o-que-significa-esquecer-uma-palavra-na-ponta-da-lingua-segundo-a-medicina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/o-que-significa-esquecer-uma-palavra-na-ponta-da-lingua-segundo-a-medicina\/","title":{"rendered":"O que significa esquecer uma palavra \u201cna ponta da l\u00edngua\u201d, segundo a medicina"},"content":{"rendered":"\n<p>Quem nunca travou no meio de uma frase por n\u00e3o conseguir lembrar uma palavra que parecia estar \u201cna ponta da l\u00edngua\u201d? A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 universal: a pessoa tem certeza de que sabe o termo, consegue at\u00e9 descrever seu significado ou dizer com que letra come\u00e7a, mas simplesmente n\u00e3o consegue pronunci\u00e1-lo naquele momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a medicina e a ci\u00eancia da linguagem, esse fen\u00f4meno \u00e9 conhecido como \u201cestado de ponta da l\u00edngua\u201d (<em>tip-of-the-tongue<\/em>) e, na maioria das vezes, \u00e9 normal.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente do esquecimento definitivo, a palavra n\u00e3o foi apagada da mem\u00f3ria. Ela apenas est\u00e1 temporariamente inacess\u00edvel. O problema ocorre por uma falha moment\u00e2nea na comunica\u00e7\u00e3o entre as \u00e1reas do c\u00e9rebro respons\u00e1veis pelo significado da palavra e aquelas ligadas \u00e0 sua forma sonora, ou seja, \u00e0 sua pron\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas explicam que a dificuldade geralmente acontece na fase de recupera\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o sonoro da palavra. Por isso, \u00e9 comum que a pessoa consiga dar pistas como: \u201c\u00e9 aquele neg\u00f3cio que voc\u00ea usa para bater prego\u201d ou \u201ccome\u00e7a com M!\u201d, mas n\u00e3o consiga completar a frase.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo t\u00e9cnico para esse tipo de esquecimento \u00e9 <strong>letol\u00f3gica<\/strong> (<em>lethologica<\/em>), palavra derivada do grego: <em>lethe<\/em> (esquecimento) e <em>logos<\/em> (palavra). O conceito aparece em registros m\u00e9dicos desde 1915, quando foi descrito como a \u201cincapacidade de lembrar a palavra adequada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que isso acontece?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Estudos mostram que alguns tipos de palavras s\u00e3o mais propensos a provocar esse \u201cbranco\u201d, como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Nomes pr\u00f3prios (de pessoas e lugares);<\/li>\n\n\n\n<li>Substantivos concretos (como \u201ccachorro\u201d ou \u201cpr\u00e9dio\u201d);<\/li>\n\n\n\n<li>Substantivos abstratos (como \u201cbeleza\u201d ou \u201cverdade\u201d).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Palavras menos usadas tamb\u00e9m s\u00e3o mais dif\u00edceis de recuperar. Isso ocorre porque possuem conex\u00f5es mais fracas entre o significado e o som dentro da rede de mem\u00f3ria do c\u00e9rebro.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisas indicam ainda que situa\u00e7\u00f5es de estresse social, como entrevistas de emprego ou apresenta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, aumentam a chance de o fen\u00f4meno acontecer, independentemente da idade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Envelhecimento e preocupa\u00e7\u00e3o com dem\u00eancia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>As dificuldades de encontrar palavras podem ocorrer em qualquer idade, mas tornam-se mais frequentes com o envelhecimento. Em idosos, isso pode gerar ansiedade e medo de dem\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, especialistas alertam que epis\u00f3dios ocasionais s\u00e3o normais. O sinal de alerta surge quando a dificuldade \u00e9 muito frequente, envolve uma grande variedade de palavras, nomes e n\u00fameros, e vem acompanhada de outros sintomas cognitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, pode ser indicado procurar avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica para descartar poss\u00edveis dist\u00farbios neurol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Nosso c\u00e9rebro n\u00e3o funciona como um computador<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Diferentemente de um sistema digital, o c\u00e9rebro humano armazena palavras em redes associativas. Um adulto pode ter vocabul\u00e1rio ativo superior a 50 mil palavras, al\u00e9m de um conjunto ainda maior de termos que entende, mas raramente usa.<\/p>\n\n\n\n<p>Como essas palavras menos frequentes possuem menos conex\u00f5es com outras informa\u00e7\u00f5es relevantes, tornam-se mais dif\u00edceis de acessar rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A letol\u00f3gica, portanto, n\u00e3o \u00e9 apenas o esquecimento de uma palavra \u2014 mas a prova de que ela ainda est\u00e1 guardada em algum lugar da mem\u00f3ria, aguardando que as conex\u00f5es certas sejam ativadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem nunca travou no meio de uma frase por n\u00e3o conseguir lembrar uma palavra que parecia estar \u201cna ponta da l\u00edngua\u201d? A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 universal: a pessoa tem certeza de que sabe o termo, consegue at\u00e9 descrever seu significado ou dizer com que letra come\u00e7a, mas simplesmente n\u00e3o consegue pronunci\u00e1-lo naquele momento. 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