{"id":38376,"date":"2026-03-13T13:51:51","date_gmt":"2026-03-13T16:51:51","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=38376"},"modified":"2026-03-13T13:51:53","modified_gmt":"2026-03-13T16:51:53","slug":"rodovia-mais-letal-do-brasil-liga-o-ceara-ao-rio-grande-do-sul-e-registra-milhares-de-mortes-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/rodovia-mais-letal-do-brasil-liga-o-ceara-ao-rio-grande-do-sul-e-registra-milhares-de-mortes-por-ano\/","title":{"rendered":"Rodovia mais letal do Brasil liga o Cear\u00e1 ao Rio Grande do Sul e registra milhares de mortes por ano"},"content":{"rendered":"\n<p>A <strong>BR-116<\/strong>, uma das principais rodovias do pa\u00eds, passou a ser considerada a estrada mais perigosa do Brasil, segundo estudos recentes baseados em dados da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Com cerca de <strong>4.660 quil\u00f4metros de extens\u00e3o<\/strong>, a via liga <strong>Fortaleza (CE) a Jaguar\u00e3o (RS)<\/strong>, atravessando dez estados e funcionando como um dos principais corredores log\u00edsticos do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da import\u00e2ncia econ\u00f4mica, a rodovia tamb\u00e9m acumula n\u00fameros preocupantes de acidentes. Em <strong>2023, foram registrados 87.063 ocorr\u00eancias<\/strong>, de acordo com dados da PRF e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT). Trechos em pista simples, intenso tr\u00e1fego de caminh\u00f5es e cruzamentos urbanos est\u00e3o entre os fatores que contribuem para o alto \u00edndice de sinistros.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradicionalmente, a <strong>BR-101<\/strong> liderava o ranking das rodovias com mais acidentes no pa\u00eds. Em 2025, por exemplo, foram <strong>10.235 ocorr\u00eancias<\/strong> na via, contra <strong>8.912 na BR-116<\/strong>. No entanto, quando especialistas analisam indicadores mais complexos, que consideram o fluxo de ve\u00edculos e a gravidade dos acidentes, o cen\u00e1rio muda.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudo da <strong>Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral (FDC)<\/strong> aponta que a BR-116 apresenta <strong>maior taxa de severidade<\/strong>, ou seja, proporcionalmente registra mais mortes e feridos graves.<\/p>\n\n\n\n<p>Para realizar a compara\u00e7\u00e3o, o levantamento utiliza dois indicadores t\u00e9cnicos: a <strong>Taxa de Acidentes (TAc)<\/strong>, que considera o volume de tr\u00e1fego, e a <strong>Taxa de Severidade de Acidentes (TSAc)<\/strong>, que atribui pesos diferentes \u00e0s ocorr\u00eancias \u2014 1 para acidentes sem v\u00edtimas, 6 para casos com feridos graves e 13 para acidentes com mortes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Trechos de pista simples aumentam riscos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos principais fatores que elevam o risco na BR-116 \u00e9 a presen\u00e7a de <strong>longos trechos em pista simples<\/strong>, especialmente entre os estados de <strong>Minas Gerais e Bahia<\/strong>. Nesse tipo de rodovia, os dois sentidos de circula\u00e7\u00e3o s\u00e3o separados apenas por pintura no asfalto, o que aumenta a probabilidade de <strong>colis\u00f5es frontais<\/strong>, geralmente mais fatais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mapas elaborados pela Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral indicam que os trechos com maior \u00edndice de gravidade formam um corredor que come\u00e7a no <strong>Rio de Janeiro<\/strong>, atravessa <strong>Minas Gerais<\/strong> e segue at\u00e9 a <strong>Bahia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Rodovia lidera n\u00famero de mortes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Dados do <strong>Painel CNT de Consultas Din\u00e2micas de Acidentes Rodovi\u00e1rios<\/strong> apontam que a BR-116 tamb\u00e9m lidera o ranking de mortes em rodovias federais. Em <strong>2020, foram 690 v\u00edtimas fatais<\/strong> registradas na estrada. Na sequ\u00eancia aparece a BR-101, com <strong>627 mortes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Somadas, as duas rodovias concentraram <strong>quase 25% das 5.287 mortes<\/strong> registradas nas rodovias federais brasileiras naquele ano.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto econ\u00f4mico dos acidentes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das perdas humanas, os acidentes tamb\u00e9m geram impactos econ\u00f4micos significativos. Estimativas indicam que os sinistros em rodovias federais custaram <strong>cerca de R$ 10,22 bilh\u00f5es ao Brasil em 2020<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os estados com maiores gastos relacionados a acidentes est\u00e3o <strong>Minas Gerais<\/strong>, com cerca de <strong>R$ 1,36 bilh\u00e3o<\/strong>, seguido por <strong>Paran\u00e1<\/strong>, com <strong>R$ 1,10 bilh\u00e3o<\/strong>, e <strong>Santa Catarina<\/strong>, com aproximadamente <strong>R$ 1,03 bilh\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A BR-116, uma das principais rodovias do pa\u00eds, passou a ser considerada a estrada mais perigosa do Brasil, segundo estudos recentes baseados em dados da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). 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