{"id":39046,"date":"2026-03-22T10:13:00","date_gmt":"2026-03-22T13:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=39046"},"modified":"2026-03-19T12:09:15","modified_gmt":"2026-03-19T15:09:15","slug":"postar-fotos-nas-redes-enquanto-esta-de-atestado-medico-pode-levar-a-demissao-imediata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/postar-fotos-nas-redes-enquanto-esta-de-atestado-medico-pode-levar-a-demissao-imediata\/","title":{"rendered":"Postar fotos nas redes enquanto est\u00e1 de atestado m\u00e9dico pode levar \u00e0 demiss\u00e3o imediata"},"content":{"rendered":"\n<p>Publica\u00e7\u00f5es em redes sociais durante o per\u00edodo de afastamento por atestado m\u00e9dico podem resultar em demiss\u00e3o por justa causa, desde que fique comprovado que a conduta do trabalhador \u00e9 incompat\u00edvel com o estado de sa\u00fade alegado. O entendimento vem sendo refor\u00e7ado por decis\u00f5es recentes da Justi\u00e7a do Trabalho, que analisam caso a caso antes de validar ou reverter a penalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo ocorreu em Santa Helena de Goi\u00e1s, onde a 2\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18\u00aa Regi\u00e3o (TRT-GO) manteve a demiss\u00e3o por justa causa de um vigilante que publicou fotos em um churrasco enquanto estava afastado por recomenda\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. O trabalhador havia apresentado atestado por sinusite e rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica, com orienta\u00e7\u00e3o de repouso por dois dias, mas compartilhou imagens de um encontro familiar no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator do caso, desembargador Daniel Viana J\u00fanior, a participa\u00e7\u00e3o em evento social com exposi\u00e7\u00e3o de bebidas e som automotivo demonstrou comportamento incompat\u00edvel com o estado de convalescen\u00e7a, configurando quebra de confian\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>An\u00e1lise depende das circunst\u00e2ncias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar do entendimento rigoroso em alguns casos, a Justi\u00e7a tamb\u00e9m reconhece situa\u00e7\u00f5es em que a demiss\u00e3o por justa causa \u00e9 considerada indevida. Em Porto Alegre, uma trabalhadora conseguiu reverter a penalidade ap\u00f3s comprovar que fotos publicadas durante o afastamento eram antigas, repostadas na internet por meio da tend\u00eancia conhecida como #TBT.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, a ju\u00edza Camila Tesser Wilhelms concluiu que n\u00e3o houve simula\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a, determinando a convers\u00e3o da demiss\u00e3o em dispensa sem justa causa, al\u00e9m do pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas destacam que o ponto central dessas a\u00e7\u00f5es \u00e9 a coer\u00eancia entre o afastamento m\u00e9dico e o comportamento do trabalhador. Quando h\u00e1 ind\u00edcios de que o empregado desrespeitou a orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica ou agiu de forma incompat\u00edvel com a condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade declarada, a empresa pode aplicar a justa causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, se n\u00e3o houver prova de irregularidade ou se o conte\u00fado publicado n\u00e3o estiver relacionado ao per\u00edodo do afastamento, a penalidade pode ser revertida judicialmente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publica\u00e7\u00f5es em redes sociais durante o per\u00edodo de afastamento por atestado m\u00e9dico podem resultar em demiss\u00e3o por justa causa, desde que fique comprovado que a conduta do trabalhador \u00e9 incompat\u00edvel com o estado de sa\u00fade alegado. 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