{"id":39827,"date":"2026-03-29T11:12:00","date_gmt":"2026-03-29T14:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=39827"},"modified":"2026-03-26T12:47:09","modified_gmt":"2026-03-26T15:47:09","slug":"nova-lei-pode-favorecer-bancos-e-piorar-a-vida-financeira-dos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/nova-lei-pode-favorecer-bancos-e-piorar-a-vida-financeira-dos-brasileiros\/","title":{"rendered":"Nova lei pode favorecer bancos e piorar a vida financeira dos brasileiros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>superendividamento<\/strong>, conforme defini\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica do Distrito Federal (DPDF), configura-se quando o consumidor perde a capacidade de quitar seus compromissos financeiros sem comprometer a pr\u00f3pria subsist\u00eancia, diferindo-se, assim, da mera exist\u00eancia de d\u00edvidas pontuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em entrevista ao <strong>Correio Braziliense<\/strong>, o defensor p\u00fablico Ant\u00f4nio Carlos Cintra, do N\u00facleo de Defesa do Consumidor da DPDF, explicou que o superendividamento n\u00e3o se caracteriza por um ou outro d\u00e9bito isolado, mas pela impossibilidade estrutural de honrar a totalidade das obriga\u00e7\u00f5es assumidas, situa\u00e7\u00e3o que acaba por afetar as condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de sobreviv\u00eancia do indiv\u00edduo e de sua fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde o m\u00eas passado, a Defensoria tem alertado para os riscos de a <strong>Lei n\u00ba 15.252\/2025<\/strong>, caso regulamentada nos termos atuais, agravar significativamente o quadro de superendividamento no pa\u00eds. Ao Correio Braziliense, Cintra afirmou que, sem as altera\u00e7\u00f5es propostas pela institui\u00e7\u00e3o, a eleva\u00e7\u00e3o dos \u00edndices seria n\u00e3o uma possibilidade, mas um desfecho praticamente certo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A posi\u00e7\u00e3o foi formalizada em nota t\u00e9cnica da Comiss\u00e3o Especial de Defesa do Consumidor da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Defensoras e dos Defensores P\u00fablicos (ANADEP), encaminhada ao Banco Central do Brasil (Bacen) e ao Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN). O documento solicita ajustes na regulamenta\u00e7\u00e3o para proteger consumidores vulner\u00e1veis e evitar pr\u00e1ticas que comprometam a subsist\u00eancia das fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cr\u00edticas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cr\u00edtica concentra-se em dois dispositivos do texto legal. Em sua entrevista ao Correio Braziliense, Cintra afirmou que, em 22 anos de atua\u00e7\u00e3o, nunca viu instrumentos com potencial t\u00e3o lesivo quanto os previstos na atual reda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para entender a controv\u00e9rsia, \u00e9 necess\u00e1rio retomar o modelo vigente. Atualmente, os bancos iniciam a oferta pelo consignado, modalidade em que as parcelas s\u00e3o descontadas diretamente da folha de pagamento. O defensor observou na entrevista que esse formato \u00e9 mais seguro para as institui\u00e7\u00f5es porque o pagamento ocorre de forma autom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cr\u00e9dito consignado tem limites: compromete at\u00e9 35% da renda e conta com teto de juros, especialmente para aposentados, fixado pela Previd\u00eancia Social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando essa margem se esgota, os bancos passam a ofertar empr\u00e9stimos com desconto em conta corrente. A Lei n\u00ba 15.252\/2025 estabelece que essa modalidade poder\u00e1 ocorrer com juros mais favor\u00e1veis, mas n\u00e3o fixa qualquer limite para essas taxas.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cr\u00edtica concentra-se em dois dispositivos do texto legal.<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":10888,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39827","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39827","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39827"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39827\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39841,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39827\/revisions\/39841"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10888"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39827"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39827"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39827"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}