{"id":40372,"date":"2026-03-31T14:48:00","date_gmt":"2026-03-31T17:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=40372"},"modified":"2026-03-31T14:38:52","modified_gmt":"2026-03-31T17:38:52","slug":"1-300-brasileiros-sofrem-com-consequencias-irreversiveis-de-desastre-que-ocorreu-ha-39-anos-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/1-300-brasileiros-sofrem-com-consequencias-irreversiveis-de-desastre-que-ocorreu-ha-39-anos-no-pais\/","title":{"rendered":"1.300 brasileiros sofrem com consequ\u00eancias irrevers\u00edveis de desastre que ocorreu h\u00e1 39 anos no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<p>Quase quatro d\u00e9cadas ap\u00f3s o Acidente com C\u00e9sio-137 em Goi\u00e2nia, cerca de 1.300 brasileiros ainda convivem com consequ\u00eancias da contamina\u00e7\u00e3o e seguem sob acompanhamento m\u00e9dico. O caso, considerado o maior desastre radiol\u00f3gico do pa\u00eds, voltou ao debate p\u00fablico ap\u00f3s produ\u00e7\u00f5es recentes reacenderem a mem\u00f3ria da trag\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo associa\u00e7\u00f5es de v\u00edtimas, parte dos atingidos enfrenta dificuldades para acessar medicamentos e tratamentos adequados, evidenciando que os impactos do epis\u00f3dio ainda persistem.<\/p>\n\n\n\n<p>O acidente ocorreu em setembro de 1987, na cidade de Goi\u00e2nia, quando uma c\u00e1psula contendo c\u00e9sio-137 foi retirada de um aparelho de radioterapia abandonado em um hospital desativado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem conhecimento dos riscos, o material foi levado para um ferro-velho, onde acabou sendo aberto. O p\u00f3 azul luminoso que havia no interior despertou curiosidade e foi manuseado e compartilhado entre familiares e vizinhos, espalhando a contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o resultou em sintomas graves, como queimaduras, n\u00e1useas e fal\u00eancia de \u00f3rg\u00e3os, que inicialmente foram confundidos com doen\u00e7as comuns.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"705\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-234-1200x705.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-40376\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-234-1200x705.png 1200w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-234-300x176.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-234-768x451.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-234-1536x902.png 1536w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-234-150x88.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-234-750x441.png 750w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-234-1140x670.png 1140w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-234.png 1920w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Jornal UFG)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mortes e contamina\u00e7\u00e3o em larga escala<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Dados oficiais reconhecem quatro mortes diretamente causadas pela radia\u00e7\u00e3o, embora especialistas e associa\u00e7\u00f5es apontem que o n\u00famero real de v\u00edtimas fatais pode ser maior ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, mais de 112 mil pessoas foram monitoradas pelas autoridades na \u00e9poca, devido ao risco de contamina\u00e7\u00e3o. Centenas apresentaram n\u00edveis significativos de exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os casos mais emblem\u00e1ticos est\u00e1 o da menina Leide das Neves Ferreira, de 6 anos, que morreu ap\u00f3s contato com o material e se tornou s\u00edmbolo da trag\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impactos duradouros e debate sobre assist\u00eancia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Atualmente, parte das v\u00edtimas ainda enfrenta sequelas f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas, al\u00e9m de doen\u00e7as associadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o. Entidades que acompanham os afetados afirmam que o suporte oferecido nem sempre \u00e9 suficiente para atender \u00e0s necessidades de longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso tamb\u00e9m levanta discuss\u00f5es sobre responsabilidade e repara\u00e7\u00e3o. Institui\u00e7\u00f5es como a Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear foram responsabilizadas na esfera civil, mas as puni\u00e7\u00f5es e indeniza\u00e7\u00f5es s\u00e3o consideradas limitadas diante da dimens\u00e3o do desastre.<\/p>\n\n\n\n<p>A trag\u00e9dia voltou a ganhar visibilidade ap\u00f3s o lan\u00e7amento da miniss\u00e9rie Emerg\u00eancia Radioativa, que reconstitui o acidente e seus desdobramentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase quatro d\u00e9cadas ap\u00f3s o Acidente com C\u00e9sio-137 em Goi\u00e2nia, cerca de 1.300 brasileiros ainda convivem com consequ\u00eancias da contamina\u00e7\u00e3o e seguem sob acompanhamento m\u00e9dico. O caso, considerado o maior desastre radiol\u00f3gico do pa\u00eds, voltou ao debate p\u00fablico ap\u00f3s produ\u00e7\u00f5es recentes reacenderem a mem\u00f3ria da trag\u00e9dia. 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