{"id":40417,"date":"2026-03-31T18:48:24","date_gmt":"2026-03-31T21:48:24","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=40417"},"modified":"2026-03-31T18:48:26","modified_gmt":"2026-03-31T21:48:26","slug":"vitima-de-golpe-no-pix-podera-receber-ate-50-do-valor-de-volta-com-reembolso-do-banco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/vitima-de-golpe-no-pix-podera-receber-ate-50-do-valor-de-volta-com-reembolso-do-banco\/","title":{"rendered":"V\u00edtima de golpe no Pix poder\u00e1 receber at\u00e9 50% do valor de volta com reembolso do banco"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma decis\u00e3o recente do Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina trouxe o debate sobre a responsabilidade dos bancos em casos de golpe via Pix. O entendimento da Corte aponta que v\u00edtimas podem ter direito ao ressarcimento parcial dos valores perdidos, mesmo quando h\u00e1 participa\u00e7\u00e3o indireta no preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso analisado envolve uma cliente que caiu no chamado \u201cgolpe do bilhete premiado\u201d e realizou uma transfer\u00eancia de cerca de R$ 20 mil. Em primeira inst\u00e2ncia, o banco havia sido condenado a devolver integralmente o valor e pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. No entanto, a decis\u00e3o foi parcialmente reformada.<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de votos, os desembargadores entenderam que houve culpa concorrente. Isso significa que tanto a cliente quanto a institui\u00e7\u00e3o financeira contribu\u00edram para o preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>De um lado, a v\u00edtima realizou a transfer\u00eancia voluntariamente, sem ind\u00edcios de invas\u00e3o da conta ou falha direta de seguran\u00e7a. De outro, o banco foi considerado parcialmente respons\u00e1vel por n\u00e3o identificar, em tempo h\u00e1bil, que a movimenta\u00e7\u00e3o fugia do padr\u00e3o habitual da correntista.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, o ressarcimento pode ser limitado, em alguns casos, chegando a cerca de 50% do valor perdido. A decis\u00e3o n\u00e3o cria uma regra autom\u00e1tica, mas abre precedente para situa\u00e7\u00f5es semelhantes serem analisadas com base nesse entendimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como funciona o reembolso no Pix<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Atualmente, v\u00edtimas de golpes podem recorrer ao chamado Mecanismo Especial de Devolu\u00e7\u00e3o (MED), regulamentado pelo Banco Central do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo segue algumas etapas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A v\u00edtima deve comunicar o banco imediatamente ap\u00f3s perceber o golpe;<\/li>\n\n\n\n<li>A institui\u00e7\u00e3o aciona o MED e notifica o banco recebedor;<\/li>\n\n\n\n<li>Os valores podem ser bloqueados preventivamente;<\/li>\n\n\n\n<li>A an\u00e1lise do caso ocorre em at\u00e9 sete dias;<\/li>\n\n\n\n<li>Confirmada a fraude, o dinheiro pode ser devolvido em at\u00e9 96 horas ap\u00f3s a conclus\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Desde 2026, uma vers\u00e3o aprimorada do sistema busca acelerar esse processo, com prazo total que pode chegar a at\u00e9 11 dias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Crescimento das fraudes preocupa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o dos golpes financeiros tem pressionado autoridades e institui\u00e7\u00f5es. Dados do Banco Central indicam que, apenas em 2024, foram registradas cerca de 4,7 milh\u00f5es de fraudes envolvendo Pix, com preju\u00edzos que somam R$ 6,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, a taxa de recupera\u00e7\u00e3o dos valores ainda \u00e9 baixa, com cerca de 7% do total sendo efetivamente devolvido \u00e0s v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas recomendam que, ao identificar uma fraude, o usu\u00e1rio aja rapidamente:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Entre em contato com o banco imediatamente;<\/li>\n\n\n\n<li>Registre um boletim de ocorr\u00eancia;<\/li>\n\n\n\n<li>Formalize a contesta\u00e7\u00e3o pelo aplicativo ou canais oficiais;<\/li>\n\n\n\n<li>Procure \u00f3rg\u00e3os como Procon ou o pr\u00f3prio Banco Central, se necess\u00e1rio.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o da Justi\u00e7a catarinense refor\u00e7a que cada caso ser\u00e1 analisado individualmente, mas indica uma tend\u00eancia de maior responsabiliza\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es financeiras, especialmente quando houver falhas na detec\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es at\u00edpicas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma decis\u00e3o recente do Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina trouxe o debate sobre a responsabilidade dos bancos em casos de golpe via Pix. 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