{"id":40519,"date":"2026-04-01T20:12:00","date_gmt":"2026-04-01T23:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=40519"},"modified":"2026-04-01T10:08:07","modified_gmt":"2026-04-01T13:08:07","slug":"gas-de-cozinha-fica-mais-caro-no-brasil-apos-guerra-no-oriente-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/gas-de-cozinha-fica-mais-caro-no-brasil-apos-guerra-no-oriente-medio\/","title":{"rendered":"G\u00e1s de cozinha fica mais caro no Brasil, ap\u00f3s guerra no Oriente M\u00e9dio"},"content":{"rendered":"\n<p>O pre\u00e7o do g\u00e1s de cozinha no Brasil entrou em rota de press\u00e3o ap\u00f3s a escalada do conflito no Oriente M\u00e9dio, com reflexos diretos nas cota\u00e7\u00f5es internacionais do petr\u00f3leo e do g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP). A Petrobras j\u00e1 comercializa parte do produto com valores significativamente acima da tabela tradicional, o que pode levar a aumentos ao consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>Em leil\u00e3o realizado nesta semana, a estatal ofertou cerca de 70 mil toneladas de GLP com \u00e1gio elevado. Em alguns casos, os pre\u00e7os chegaram a dobrar. Em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, por exemplo, o botij\u00e3o de 13 kg, que tem pre\u00e7o de refer\u00eancia de R$ 33,37, foi negociado por R$ 72,77.<\/p>\n\n\n\n<p>A alta est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 disparada das cota\u00e7\u00f5es no mercado global, intensificada pela guerra envolvendo pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio. Segundo a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s e Biocombust\u00edveis, a paridade de importa\u00e7\u00e3o do GLP no Brasil subiu cerca de 60% desde o in\u00edcio do conflito.<\/p>\n\n\n\n<p>No porto de Santos, o custo estimado por botij\u00e3o saltou de R$ 32,21 para R$ 51,40 em poucas semanas. J\u00e1 em Suape, passou de R$ 31,56 para R$ 50,67. O movimento evidencia o impacto direto da crise internacional sobre o abastecimento nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil depende de importa\u00e7\u00f5es para cerca de 20% do consumo interno de g\u00e1s de cozinha, o que torna o mercado mais vulner\u00e1vel a oscila\u00e7\u00f5es externas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reajustes indiretos j\u00e1 come\u00e7am a aparecer<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de a Petrobras manter o pre\u00e7o oficial do GLP est\u00e1vel desde julho de 2024, a estrat\u00e9gia de vender parte do produto por meio de leil\u00f5es com \u00e1gio tem permitido repassar gradualmente os aumentos ao mercado, sem um reajuste direto nas refinarias.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, empresas privadas j\u00e1 come\u00e7am a reajustar seus pre\u00e7os. A refinaria operada pela Acelen, na Bahia, anunciou aumento de 16% no GLP, o equivalente a cerca de R$ 7 por botij\u00e3o, o que pode antecipar uma tend\u00eancia de alta em outras regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto ao consumidor ainda \u00e9 limitado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, o pre\u00e7o m\u00e9dio do botij\u00e3o de 13 kg ao consumidor final segue relativamente est\u00e1vel, em torno de R$ 110, segundo dados da ANP. No entanto, especialistas apontam que a manuten\u00e7\u00e3o desse patamar pode n\u00e3o se sustentar diante da press\u00e3o crescente nos custos.<\/p>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o de alta internacional, depend\u00eancia de importa\u00e7\u00f5es e ajustes indiretos no mercado interno indica que o g\u00e1s de cozinha pode ficar mais caro nas pr\u00f3ximas semanas, reacendendo o debate sobre pol\u00edticas de subs\u00eddio e controle de pre\u00e7os no pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pre\u00e7o do g\u00e1s de cozinha no Brasil entrou em rota de press\u00e3o ap\u00f3s a escalada do conflito no Oriente M\u00e9dio, com reflexos diretos nas cota\u00e7\u00f5es internacionais do petr\u00f3leo e do g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP). 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