{"id":41473,"date":"2026-04-12T14:11:00","date_gmt":"2026-04-12T17:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=41473"},"modified":"2026-04-09T14:27:41","modified_gmt":"2026-04-09T17:27:41","slug":"demissao-por-whatsapp-esta-liberada-no-brasil-e-funcionario-nao-tem-direito-a-dano-moral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/demissao-por-whatsapp-esta-liberada-no-brasil-e-funcionario-nao-tem-direito-a-dano-moral\/","title":{"rendered":"Demiss\u00e3o por WhatsApp est\u00e1 liberada no Brasil e funcion\u00e1rio n\u00e3o tem direito a dano moral"},"content":{"rendered":"\n<p>A Justi\u00e7a do Trabalho decidiu que a demiss\u00e3o comunicada por aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, n\u00e3o gera, por si s\u00f3, direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. O entendimento foi firmado pela 7\u00aa turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o, ao analisar o caso de uma assistente administrativa dispensada dessa forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a trabalhadora alegou que a comunica\u00e7\u00e3o da dispensa por mensagem foi desrespeitosa e que houve atraso no pagamento das verbas rescis\u00f3rias. Com base nesses argumentos, solicitou indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, sustentando que sofreu preju\u00edzos e constrangimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado, no entanto, decidiu por unanimidade afastar o pedido, mantendo a senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia. Para os magistrados, n\u00e3o houve comprova\u00e7\u00e3o de abalo \u00e0 personalidade da empregada, requisito essencial para a caracteriza\u00e7\u00e3o do dano moral.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entendimento jur\u00eddico e limites da indeniza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com a relatora do caso, a ju\u00edza convocada Ana Ilca Harter Saalfeld, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o admite a presun\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de dano moral em situa\u00e7\u00f5es como essa. Segundo o entendimento, \u00e9 necess\u00e1rio demonstrar, de forma concreta, que houve viola\u00e7\u00e3o a direitos da personalidade, como honra, imagem ou integridade psicol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o tamb\u00e9m destacou que o atraso no pagamento das verbas rescis\u00f3rias j\u00e1 possui penalidades espec\u00edficas previstas na legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, o que afasta a possibilidade de indeniza\u00e7\u00e3o adicional sem comprova\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo efetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 forma de comunica\u00e7\u00e3o da demiss\u00e3o, o tribunal reconheceu que o uso de meios eletr\u00f4nicos pode n\u00e3o ser o mais adequado, mas entendeu que isso n\u00e3o configura, por si s\u00f3, abuso de direito por parte do empregador.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os magistrados, a dispensa por mensagem representa um \u201cdissabor inerente \u00e0 din\u00e2mica moderna das rela\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d, insuficiente para justificar repara\u00e7\u00e3o moral.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de negar a indeniza\u00e7\u00e3o, a Justi\u00e7a reconheceu a responsabilidade subsidi\u00e1ria do ente p\u00fablico envolvido no caso, que poder\u00e1 ser acionado para quitar os valores devidos caso a empresa contratante n\u00e3o cumpra suas obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a do Trabalho decidiu que a demiss\u00e3o comunicada por aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, n\u00e3o gera, por si s\u00f3, direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. 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