{"id":42956,"date":"2026-04-26T11:14:00","date_gmt":"2026-04-26T14:14:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=42956"},"modified":"2026-04-23T13:32:46","modified_gmt":"2026-04-23T16:32:46","slug":"criatura-de-47-metros-vive-nas-aguas-profundas-dos-oceanos-desde-1800","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/criatura-de-47-metros-vive-nas-aguas-profundas-dos-oceanos-desde-1800\/","title":{"rendered":"Criatura de 47 metros vive nas \u00e1guas profundas dos oceanos desde 1800"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma estrutura marinha com cerca de 47 metros de extens\u00e3o, registrada em \u00e1guas profundas do Oceano \u00cdndico, voltou a chamar a aten\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica para organismos gigantes que habitam regi\u00f5es abissais. Apesar de o fen\u00f4meno n\u00e3o ser recente, o registro refor\u00e7a hip\u00f3teses sobre a exist\u00eancia de formas de vida complexas, extensas e altamente adaptadas a ambientes extremos.<\/p>\n\n\n\n<p>O organismo identificado pertence ao g\u00eanero <em>Apolemia<\/em> e integra o grupo dos sifon\u00f3foros, criaturas que, apesar da apar\u00eancia de um \u00fanico animal, s\u00e3o na verdade col\u00f4nias formadas por milhares de organismos interdependentes. Cada uma dessas unidades, chamadas zooides, desempenha fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como alimenta\u00e7\u00e3o, locomo\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o, atuando de forma coordenada.<\/p>\n\n\n\n<p>O exemplar observado foi descrito por pesquisadores como uma estrutura em espiral flutuante, semelhante a um \u201canel\u201d no fundo do oceano. A estimativa inicial aponta cerca de 47 metros de comprimento apenas em sua parte externa, mas cientistas acreditam que o tamanho total pode chegar a at\u00e9 119 metros, o que o colocaria como um dos maiores organismos j\u00e1 registrados no planeta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Weird and Wonderful: This spectacular deep-sea siphonophore is a sight to see\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UUy8gVG_FRc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Sifon\u00f3foros s\u00e3o predadores marinhos e possuem tent\u00e1culos capazes de capturar pequenas presas. Visualmente, lembram \u00e1guas-vivas, embora estejam mais pr\u00f3ximos de corais e an\u00eamonas do ponto de vista biol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta foi feita por uma equipe de pesquisadores ligada ao Schmidt Ocean Institute, durante uma expedi\u00e7\u00e3o nos c\u00e2nions de Ningaloo, na costa oeste da Austr\u00e1lia. Segundo os cientistas, o tamanho do organismo surpreendeu at\u00e9 especialistas experientes.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"674\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-163.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-42958\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-163.png 720w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-163-300x281.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-163-150x140.png 150w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/<strong>Schmidt Ocean Institute<\/strong>)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Vida em condi\u00e7\u00f5es extremas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a desse tipo de organismo refor\u00e7a a complexidade da vida em regi\u00f5es profundas dos oceanos, onde h\u00e1 aus\u00eancia total de luz, temperaturas extremamente baixas e press\u00e3o intensa. Essas condi\u00e7\u00f5es tornam a explora\u00e7\u00e3o um desafio t\u00e9cnico e cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com especialistas, mais de 80% dos oceanos do planeta ainda permanecem inexplorados, o que indica que descobertas como essa podem ser apenas uma pequena amostra da biodiversidade desconhecida existente nessas \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o crescimento cont\u00ednuo observado em sifon\u00f3foros levanta hip\u00f3teses sobre sua longevidade, j\u00e1 que essas col\u00f4nias podem se expandir indefinidamente em ambientes com baixa disponibilidade de energia.<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta tamb\u00e9m traz a informa\u00e7\u00e3o sobre a necessidade de ampliar a pesquisa e a prote\u00e7\u00e3o dos oceanos. Atualmente, apenas cerca de 7% das \u00e1reas marinhas do mundo s\u00e3o consideradas protegidas, o que preocupa cientistas diante da dificuldade de preservar ecossistemas ainda pouco compreendidos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma estrutura marinha com cerca de 47 metros de extens\u00e3o, registrada em \u00e1guas profundas do Oceano \u00cdndico, voltou a chamar a aten\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica para organismos gigantes que habitam regi\u00f5es abissais. 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