{"id":44209,"date":"2026-05-06T12:48:00","date_gmt":"2026-05-06T15:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=44209"},"modified":"2026-05-06T12:12:08","modified_gmt":"2026-05-06T15:12:08","slug":"governo-anuncia-o-fim-do-chocolate-amargo-e-meio-amargo-em-todo-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/governo-anuncia-o-fim-do-chocolate-amargo-e-meio-amargo-em-todo-o-brasil\/","title":{"rendered":"Governo anuncia o fim do chocolate amargo e meio amargo em todo o Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>O mercado de chocolates no Brasil pode passar por uma transforma\u00e7\u00e3o significativa nos pr\u00f3ximos meses. Um projeto de lei aprovado pelo Senado Federal estabelece novas regras para a rotulagem de produtos derivados de cacau e elimina o uso de termos tradicionais como \u201camargo\u201d e \u201cmeio amargo\u201d. Apesar do impacto no vocabul\u00e1rio do setor, os produtos continuar\u00e3o existindo, a principal mudan\u00e7a ser\u00e1 a forma como s\u00e3o apresentados ao consumidor, com destaque obrigat\u00f3rio para o percentual de cacau.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta, que tamb\u00e9m j\u00e1 passou pela C\u00e2mara dos Deputados, ainda depende da san\u00e7\u00e3o do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva para entrar em vigor. Caso seja aprovada, haver\u00e1 um prazo de um ano para adapta\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto cria classifica\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas no mercado brasileiro. O chamado \u201cchocolate intenso\u201d dever\u00e1 conter mais de 35% de cacau, enquanto o \u201cchocolate doce\u201d ter\u00e1 m\u00ednimo de 25%. J\u00e1 o chocolate ao leite precisar\u00e1 manter pelo menos 25% de cacau e 14% de leite, e o chocolate branco dever\u00e1 conter 20% de manteiga de cacau, al\u00e9m de 14% de leite.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra mudan\u00e7a relevante \u00e9 o limite de at\u00e9 5% de gordura vegetal hidrogenada na composi\u00e7\u00e3o, uma restri\u00e7\u00e3o considerada alinhada aos padr\u00f5es internacionais. Atualmente, a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o estabelece um m\u00ednimo obrigat\u00f3rio de manteiga de cacau, o que abre espa\u00e7o para produtos com menor qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ao menos 15% da parte frontal das embalagens dever\u00e1 informar claramente o percentual de cacau, uma tentativa de tornar mais transparente a composi\u00e7\u00e3o dos produtos para o consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, segundo a Anvisa, o m\u00ednimo exigido \u00e9 de 25% de s\u00f3lidos de cacau para chocolates em geral, com exce\u00e7\u00e3o do branco.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fim dos termos tradicionais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O projeto n\u00e3o pro\u00edbe diretamente o consumo ou a produ\u00e7\u00e3o de chocolates mais intensos, mas elimina a utiliza\u00e7\u00e3o das express\u00f5es \u201camargo\u201d e \u201cmeio amargo\u201d, que n\u00e3o possuem regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e s\u00e3o consideradas estrat\u00e9gias de marketing. Com as novas regras, esses produtos passar\u00e3o a ser classificados conforme o teor de cacau, especialmente dentro da categoria \u201cintenso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a busca padronizar a comunica\u00e7\u00e3o e evitar que consumidores sejam induzidos ao erro sobre a qualidade do produto.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta enfrenta resist\u00eancia de entidades do setor, como associa\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria aliment\u00edcia e de chocolates, que alegam j\u00e1 ter passado recentemente por mudan\u00e7as significativas nas embalagens, especialmente ap\u00f3s as atualiza\u00e7\u00f5es na rotulagem nutricional implementadas em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, especialistas avaliam que as novas regras representam um avan\u00e7o na transpar\u00eancia e qualidade dos produtos dispon\u00edveis no mercado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mercado em alta e press\u00e3o nos pre\u00e7os<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>As mudan\u00e7as ocorrem em um momento de crescimento do consumo de chocolate no Brasil. Dados indicam que cerca de 92,9% dos lares brasileiros possuem o produto, ante 85,5% em 2020. O mercado movimentou aproximadamente US$ 3,8 bilh\u00f5es em 2023 e deve continuar em expans\u00e3o at\u00e9 2033.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a alta recente do cacau no mercado internacional, impulsionada por problemas clim\u00e1ticos na Costa do Marfim, respons\u00e1vel por cerca de 40% da produ\u00e7\u00e3o global, o consumo segue aquecido. O pre\u00e7o da tonelada chegou a US$ 3.883 em maio, ap\u00f3s oscila\u00e7\u00f5es intensas nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisas mostram que 59% dos brasileiros gostam de chocolate, e 41% consomem ao menos uma vez por semana. O tipo mais popular ainda \u00e9 o chocolate ao leite (42%), seguido pelo amargo (30%) e branco (20%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado de chocolates no Brasil pode passar por uma transforma\u00e7\u00e3o significativa nos pr\u00f3ximos meses. 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