{"id":44713,"date":"2026-05-11T11:04:04","date_gmt":"2026-05-11T14:04:04","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=44713"},"modified":"2026-05-11T11:04:07","modified_gmt":"2026-05-11T14:04:07","slug":"ia-vai-parar-de-inventar-fatos-quando-nao-souber-a-resposta-correta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/ia-vai-parar-de-inventar-fatos-quando-nao-souber-a-resposta-correta\/","title":{"rendered":"IA vai parar de inventar fatos quando n\u00e3o souber a resposta correta"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisadores da Coreia do Sul anunciaram um avan\u00e7o que pode mudar o funcionamento das intelig\u00eancias artificiais generativas ao redor do mundo. Um novo m\u00e9todo desenvolvido por cientistas do Instituto Avan\u00e7ado de Ci\u00eancia e Tecnologia da Coreia (KAIST) promete fazer modelos de IA reconhecerem quando n\u00e3o sabem uma resposta, reduzindo drasticamente os casos de informa\u00e7\u00f5es inventadas pelos sistemas.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema, conhecido no setor como \u201calucina\u00e7\u00e3o\u201d, acontece quando ferramentas de intelig\u00eancia artificial criam respostas falsas ou imprecisas com aparente confian\u00e7a, mesmo sem possuir conhecimento suficiente sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta foi apresentada em um estudo publicado na revista cient\u00edfica <em>Nature Machine Intelligence<\/em> e pode impactar diretamente \u00e1reas consideradas sens\u00edveis, como medicina, diagn\u00f3sticos cl\u00ednicos, seguran\u00e7a p\u00fablica e dire\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os pesquisadores, uma das principais causas da chamada \u201csuperconfian\u00e7a\u201d das intelig\u00eancias artificiais est\u00e1 na forma como os modelos s\u00e3o treinados desde o in\u00edcio. Pequenos erros surgidos na fase inicial do aprendizado acabam sendo propagados durante todo o treinamento da rede neural.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas identificaram que, quando dados aleat\u00f3rios eram inseridos logo no come\u00e7o do processo, os sistemas apresentavam respostas altamente confiantes mesmo sem terem aprendido praticamente nada. Esse comportamento acabava favorecendo a cria\u00e7\u00e3o de respostas incorretas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tentar resolver o problema, os pesquisadores buscaram inspira\u00e7\u00e3o no funcionamento do c\u00e9rebro humano.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o estudo, seres humanos desenvolvem sinais cerebrais ainda antes do nascimento, mesmo sem est\u00edmulos externos. Beb\u00eas tamb\u00e9m passam por fases de movimentos aleat\u00f3rios antes de aprender habilidades espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse princ\u00edpio, os cientistas criaram um sistema de \u201caquecimento\u201d da IA. Antes de come\u00e7ar o aprendizado real, a rede neural \u00e9 submetida a um breve treinamento com ru\u00eddos aleat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse processo ajuda o sistema a entender inicialmente um estado semelhante ao \u201ceu ainda n\u00e3o sei nada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>IA passa a reconhecer incerteza<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores afirmam que o novo m\u00e9todo reduz significativamente o excesso de confian\u00e7a das intelig\u00eancias artificiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, os modelos passam a diferenciar melhor aquilo que realmente conhecem daquilo que n\u00e3o aprenderam ainda, reduzindo respostas falsas dadas com seguran\u00e7a exagerada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEnquanto modelos convencionais tendem a fornecer respostas incorretas com alta confian\u00e7a at\u00e9 para dados nunca vistos durante o treinamento, os modelos com esse aquecimento mostraram melhora clara na capacidade de reconhecer que \u2018n\u00e3o sabem\u2019\u201d, explicaram os autores do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Se-Bum Paik, um dos respons\u00e1veis pela pesquisa, afirmou que a tecnologia aproxima o comportamento da IA do funcionamento humano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEste estudo demonstra que, ao incorporar princ\u00edpios fundamentais do desenvolvimento cerebral, a intelig\u00eancia artificial consegue reconhecer seu pr\u00f3prio estado de conhecimento de forma mais semelhante aos humanos\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Crescimento global da IA acelera preocupa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o sobre confiabilidade dos sistemas acontece em meio ao crescimento acelerado do uso de intelig\u00eancia artificial no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relat\u00f3rio Global AI Diffusion Report, o uso de ferramentas de IA generativa cresceu globalmente no primeiro trimestre de 2026. A taxa mundial de ado\u00e7\u00e3o passou de 16,3% para 17,8% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Emirados \u00c1rabes Unidos lideram o ranking mundial de uso de IA, com taxa de ado\u00e7\u00e3o superior a 70%. Os Estados Unidos tamb\u00e9m avan\u00e7aram nas posi\u00e7\u00f5es globais, atingindo cerca de 31% de uso entre a popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio aponta ainda forte crescimento da intelig\u00eancia artificial em pa\u00edses asi\u00e1ticos, impulsionado principalmente pela melhora dos modelos em idiomas locais, como coreano e japon\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, ferramentas como OpenAI ChatGPT, Google Gemini, Claude, Perplexity e Grok j\u00e1 somam centenas de milh\u00f5es de usu\u00e1rios ativos em todo o mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Coreia do Sul anunciaram um avan\u00e7o que pode mudar o funcionamento das intelig\u00eancias artificiais generativas ao redor do mundo. 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