{"id":45128,"date":"2026-05-14T08:27:00","date_gmt":"2026-05-14T11:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=45128"},"modified":"2026-05-14T06:04:06","modified_gmt":"2026-05-14T09:04:06","slug":"nova-lei-pode-reduzir-muito-o-preco-da-passagem-de-onibus-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/nova-lei-pode-reduzir-muito-o-preco-da-passagem-de-onibus-no-brasil\/","title":{"rendered":"Nova lei pode reduzir muito o pre\u00e7o da passagem de \u00f4nibus no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (13) o projeto que cria o novo Marco Legal do Transporte P\u00fablico no Brasil. A proposta reformula as regras do transporte coletivo urbano e abre caminho para a redu\u00e7\u00e3o do valor das passagens de \u00f4nibus por meio de subs\u00eddios p\u00fablicos e novas fontes de financiamento para o setor.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto foi aprovado em vota\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica e agora segue para san\u00e7\u00e3o presidencial. Entre as principais mudan\u00e7as est\u00e1 a autoriza\u00e7\u00e3o para utiliza\u00e7\u00e3o de recursos da Cide Combust\u00edveis no subs\u00eddio das tarifas, mecanismo que pode aliviar os custos pagos pelos passageiros em diversas cidades do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta estabelece ainda que Uni\u00e3o, estados, Distrito Federal e munic\u00edpios ter\u00e3o prazo de cinco anos para adaptar suas legisla\u00e7\u00f5es e garantir que gratuidades concedidas a determinados grupos, como idosos e estudantes, n\u00e3o sejam compensadas diretamente no valor da tarifa paga pelos demais usu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado altera a l\u00f3gica tradicional do transporte p\u00fablico brasileiro, em que a maior parte da receita das empresas depende diretamente do valor pago nas passagens.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a nova legisla\u00e7\u00e3o, o poder p\u00fablico poder\u00e1 criar fundos de estabiliza\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria e utilizar diferentes fontes de arrecada\u00e7\u00e3o para custear parte da opera\u00e7\u00e3o dos sistemas de transporte coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as possibilidades previstas est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>recursos obtidos com a Cide Combust\u00edveis;<\/li>\n\n\n\n<li>comercializa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de carbono;<\/li>\n\n\n\n<li>opera\u00e7\u00f5es financiadas por fundos p\u00fablicos e privados;<\/li>\n\n\n\n<li>receitas publicit\u00e1rias em \u00f4nibus, terminais e esta\u00e7\u00f5es;<\/li>\n\n\n\n<li>explora\u00e7\u00e3o comercial de \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0s esta\u00e7\u00f5es;<\/li>\n\n\n\n<li>cobran\u00e7a de estacionamentos p\u00fablicos e privados;<\/li>\n\n\n\n<li>contrapartidas de empreendimentos imobili\u00e1rios;<\/li>\n\n\n\n<li>recursos ligados a programas ambientais e de sustentabilidade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Segundo o projeto, pelo menos 60% dos recursos obtidos pela Cide sobre gasolina dever\u00e3o ser destinados \u00e0s \u00e1reas urbanas. O texto tamb\u00e9m determina prioridade para munic\u00edpios que adotarem programas de modicidade tarif\u00e1ria, voltados especificamente \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o das passagens.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u00d4nibus poder\u00e3o ficar isentos de ped\u00e1gio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Outra mudan\u00e7a prevista no Marco Legal \u00e9 a isen\u00e7\u00e3o de ped\u00e1gio para \u00f4nibus de transporte coletivo urbano, incluindo linhas intermunicipais, interestaduais e internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo \u00e9 reduzir custos operacionais das empresas e permitir que parte dessa economia seja revertida \u00e0 melhoria dos servi\u00e7os ou \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das tarifas.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta tamb\u00e9m torna obrigat\u00f3ria a realiza\u00e7\u00e3o de licita\u00e7\u00e3o para explora\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de transporte p\u00fablico, proibindo modelos considerados prec\u00e1rios de contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto tamb\u00e9m altera a forma de remunera\u00e7\u00e3o das operadoras de transporte coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela nova regra, a remunera\u00e7\u00e3o das empresas deixar\u00e1 de depender exclusivamente da tarifa cobrada do usu\u00e1rio. O pagamento poder\u00e1 ser vinculado a metas de desempenho, qualidade do servi\u00e7o e efici\u00eancia operacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso as receitas alternativas superem o valor necess\u00e1rio para remunera\u00e7\u00e3o das empresas, a diferen\u00e7a dever\u00e1 ser revertida para melhorias no sistema ou redu\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto prev\u00ea ainda metas de produtividade e efici\u00eancia nos contratos, mantendo exig\u00eancias de qualidade e desempenho para as operadoras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Transporte p\u00fablico ainda \u00e9 essencial para milh\u00f5es de brasileiros<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Dados do Censo 2022 mostram que o \u00f4nibus segue entre os principais meios de transporte utilizados pelos brasileiros no deslocamento ao trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O autom\u00f3vel lidera com 32,3% dos deslocamentos, seguido por \u00f4nibus (21,4%), caminhada (17,8%) e motocicleta (16,4%). Juntos, esses quatro meios representam quase 88% dos deslocamentos no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento tamb\u00e9m aponta diferen\u00e7as no perfil dos usu\u00e1rios. Entre pessoas pretas, o \u00f4nibus aparece como principal meio de transporte para o trabalho, utilizado por 29,5% da popula\u00e7\u00e3o. J\u00e1 entre pessoas brancas, o autom\u00f3vel lidera com ampla vantagem.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso de metr\u00f4s e trens ainda \u00e9 baixo no Brasil, representando apenas 1,6% dos deslocamentos, enquanto sistemas de BRT respondem por somente 0,3%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (13) o projeto que cria o novo Marco Legal do Transporte P\u00fablico no Brasil. A proposta reformula as regras do transporte coletivo urbano e abre caminho para a redu\u00e7\u00e3o do valor das passagens de \u00f4nibus por meio de subs\u00eddios p\u00fablicos e novas fontes de financiamento para o setor. 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