{"id":45467,"date":"2026-05-18T12:01:32","date_gmt":"2026-05-18T15:01:32","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=45467"},"modified":"2026-05-18T12:01:34","modified_gmt":"2026-05-18T15:01:34","slug":"nova-lei-vai-garantir-aumento-de-6-no-salario-de-brasileiros-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/nova-lei-vai-garantir-aumento-de-6-no-salario-de-brasileiros-em-2026\/","title":{"rendered":"Nova lei vai garantir aumento de 6% no sal\u00e1rio de brasileiros em 2026"},"content":{"rendered":"\n<p>Um projeto de lei que tramita na C\u00e2mara dos Deputados pode aumentar indiretamente o sal\u00e1rio de milh\u00f5es de trabalhadores brasileiros a partir de 2026. A proposta prev\u00ea o fim do desconto de at\u00e9 6% aplicado atualmente sobre o sal\u00e1rio de funcion\u00e1rios que utilizam vale-transporte.<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 4177\/2025 determina que o custo do benef\u00edcio passe a ser integralmente pago pelas empresas, sem qualquer participa\u00e7\u00e3o financeira do trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, caso a medida seja aprovada pelo Congresso e sancionada pelo governo federal, empregados que hoje sofrem descontos mensais para custear o transporte p\u00fablico passariam a receber o sal\u00e1rio integral, sem abatimentos relacionados ao benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelas regras em vigor desde 1985, empresas podem descontar at\u00e9 6% do sal\u00e1rio-base do funcion\u00e1rio para ajudar no pagamento do vale-transporte.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o valor gasto com passagens \u00e9 inferior a esse percentual, o desconto aplicado corresponde apenas ao valor efetivamente utilizado pelo trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a nova proposta, esse modelo seria alterado completamente. O texto prev\u00ea que:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>o trabalhador deixe de participar do custeio;<\/li>\n\n\n\n<li>a empresa arque integralmente com o benef\u00edcio;<\/li>\n\n\n\n<li>o desconto desapare\u00e7a da folha salarial.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Os autores do projeto defendem que o transporte deve ser tratado como custo operacional da atividade econ\u00f4mica e n\u00e3o como despesa compartilhada entre empregador e empregado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Trabalhadores de baixa renda podem ser os mais beneficiados<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Especialistas apontam que a mudan\u00e7a pode gerar impacto maior entre trabalhadores de baixa renda e pessoas que dependem diariamente do transporte coletivo em grandes centros urbanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), em cidades como S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, os gastos com deslocamento podem consumir at\u00e9 20% do or\u00e7amento mensal das fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta tamb\u00e9m ganha for\u00e7a em meio ao avan\u00e7o de debates sobre:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>tarifa zero;<\/li>\n\n\n\n<li>subs\u00eddios ao transporte coletivo;<\/li>\n\n\n\n<li>mobilidade urbana;<\/li>\n\n\n\n<li>redu\u00e7\u00e3o de custos indiretos para trabalhadores.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) aponta que mais de 170 cidades brasileiras j\u00e1 possuem algum modelo de gratuidade no transporte p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Empresas podem sentir impacto nos custos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Embora a proposta represente aumento indireto de renda para trabalhadores, economistas avaliam que a mudan\u00e7a tamb\u00e9m pode pressionar os custos das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Setores intensivos em m\u00e3o de obra, como com\u00e9rcio e servi\u00e7os, tendem a ser os mais afetados pela transfer\u00eancia integral do custo do transporte ao empregador.<\/p>\n\n\n\n<p>Estimativas da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) indicam que a medida pode elevar entre 1% e 2% os encargos trabalhistas das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em pequenos neg\u00f3cios, o peso pode ser ainda maior. Em alguns casos, os gastos com transporte representam at\u00e9 18% dos custos operacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas tamb\u00e9m apontam poss\u00edveis reflexos indiretos, como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>reajustes de pre\u00e7os ao consumidor;<\/li>\n\n\n\n<li>maior cautela nas contrata\u00e7\u00f5es;<\/li>\n\n\n\n<li>revis\u00e3o de pol\u00edticas salariais.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Projeto ainda depende de aprova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar da repercuss\u00e3o nas redes sociais e entre trabalhadores, nenhuma altera\u00e7\u00e3o entrou em vigor at\u00e9 o momento.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto ainda est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o nas comiss\u00f5es da C\u00e2mara dos Deputados e precisar\u00e1 ser aprovado pelo Congresso Nacional antes de seguir para eventual san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um projeto de lei que tramita na C\u00e2mara dos Deputados pode aumentar indiretamente o sal\u00e1rio de milh\u00f5es de trabalhadores brasileiros a partir de 2026. 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