{"id":47303,"date":"2026-06-06T13:16:00","date_gmt":"2026-06-06T16:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=47303"},"modified":"2026-06-02T13:31:06","modified_gmt":"2026-06-02T16:31:06","slug":"pesquisadores-descobrem-animal-imortal-que-pode-continuar-crescendo-mesmo-apos-falecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/pesquisadores-descobrem-animal-imortal-que-pode-continuar-crescendo-mesmo-apos-falecer\/","title":{"rendered":"Pesquisadores descobrem animal imortal, que pode continuar crescendo mesmo ap\u00f3s falecer"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma descoberta surpreendente est\u00e1 levando cientistas a repensarem os limites da vida animal. Pesquisadores identificaram que fragmentos de uma esp\u00e9cie de pepino-do-mar do Atl\u00e2ntico Norte conseguem permanecer biologicamente ativos por anos ap\u00f3s serem separados do corpo principal, continuando a crescer, se regenerar e at\u00e9 absorver nutrientes do ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fen\u00f4meno foi observado na esp\u00e9cie Psolus fabricii e descrito em um estudo publicado na revista cient\u00edfica Science Advances. Segundo os autores, trata-se do primeiro caso conhecido de \u201cimortalidade tecidual\u201d observado em condi\u00e7\u00f5es naturais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta chamou aten\u00e7\u00e3o porque os tecidos amputados n\u00e3o seguiram o comportamento esperado de degrada\u00e7\u00e3o e morte. Em vez disso, passaram por processos de cicatriza\u00e7\u00e3o, reorganiza\u00e7\u00e3o celular e crescimento cont\u00ednuo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tecidos sobreviveram por mais de tr\u00eas anos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa come\u00e7ou quando cientistas perceberam que partes destacadas dos tent\u00e1culos e dos chamados p\u00e9s tubulares do animal n\u00e3o estavam apodrecendo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para investigar o fen\u00f4meno, os pesquisadores removeram fragmentos adicionais de diferentes regi\u00f5es do corpo e os mantiveram em tanques contendo \u00e1gua do mar natural, sem qualquer tratamento especial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado surpreendeu a equipe. Mesmo sem boca ou sistema digestivo, os tecidos continuaram absorvendo nutrientes dissolvidos na \u00e1gua, preservando fun\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas, imunol\u00f3gicas e celulares.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"642\" height=\"361\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-14.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-47305\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-14.png 642w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-14-300x169.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-14-640x361.png 640w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-14-150x84.png 150w\" sizes=\"(max-width: 642px) 100vw, 642px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Psolus fabricii &#8211; Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/<a href=\"https:\/\/www.marinespecies.org\/aphia.php?p=image&amp;pic=31930&amp;tid=124703\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Noz\u00e8res, Claude\/CC-BY-NC-SA 4.0<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s mais de tr\u00eas anos de observa\u00e7\u00e3o, os fragmentos seguem vivos e apresentam sinais de crescimento e diferencia\u00e7\u00e3o celular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a pesquisadora Sara Jobson, ningu\u00e9m havia analisado o destino desses tecidos separados porque os cientistas simplesmente presumiam que eles morreriam rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cientistas observam regenera\u00e7\u00e3o in\u00e9dita<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os experimentos mostraram que os fragmentos iniciaram rapidamente processos de repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As c\u00e9lulas de defesa eliminaram tecidos danificados e, em seguida, deram in\u00edcio \u00e0 regenera\u00e7\u00e3o. Com o passar do tempo, novas estruturas come\u00e7aram a surgir, acompanhadas por mudan\u00e7as vis\u00edveis na colora\u00e7\u00e3o e na organiza\u00e7\u00e3o dos tecidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores tamb\u00e9m verificaram que tent\u00e1culos removidos continuaram respondendo ao toque anos depois da amputa\u00e7\u00e3o, indicando que parte da rede nervosa permaneceu funcional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a equipe, esse comportamento nunca havia sido registrado em tecidos de nenhum outro animal conhecido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisadora Rachel Sipler comparou a descoberta a um lagarto que perde a cauda. No entanto, neste caso, a situa\u00e7\u00e3o seria ainda mais impressionante.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Descoberta desafia conceitos sobre vida e morte<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas afirmam que o caso desafia a compreens\u00e3o tradicional sobre o que significa estar vivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora existam organismos conhecidos por sua longevidade extrema, como certas \u00e1guas-vivas, hidras, esponjas e moluscos que podem viver s\u00e9culos ou at\u00e9 mil\u00eanios, nenhum havia demonstrado a capacidade observada nos tecidos do Psolus fabricii.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"642\" height=\"428\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-16.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-47307\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-16.png 642w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-16-300x200.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-16-640x428.png 640w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-16-150x100.png 150w\" sizes=\"(max-width: 642px) 100vw, 642px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem microsc\u00f3pica. Tonalidades mais intensas \u00e9 \u00e1reas onde os processos celulares s\u00e3o mais ativos. Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/<a href=\"https:\/\/www.bigelow.org\/news\/articles\/2026-05-27.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sara Jobson<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante d\u00e9cadas, pesquisadores conseguiram manter c\u00e9lulas vivas em laborat\u00f3rio por per\u00edodos prolongados, mas normalmente isso exige ambientes altamente controlados e livres de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso do pepino-do-mar, ocorreu exatamente o contr\u00e1rio. Os fragmentos sobreviveram em \u00e1gua do mar natural, repleta de microrganismos e mat\u00e9ria org\u00e2nica. Em vez de prejudicar os tecidos, esse ambiente parece ter contribu\u00eddo para sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Capacidade pode ser \u00fanica na natureza<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para verificar se o fen\u00f4meno era comum entre pepinos-do-mar, os pesquisadores realizaram testes com outras esp\u00e9cies. Nenhuma delas apresentou comportamento semelhante. Em todos os outros casos, os tecidos sobreviveram por no m\u00e1ximo tr\u00eas meses e meio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso sugere que a capacidade observada no Psolus fabricii pode ser \u00fanica dentro do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora os cientistas ainda n\u00e3o tenham conseguido observar a forma\u00e7\u00e3o de um novo organismo completo a partir dos fragmentos, os resultados j\u00e1 s\u00e3o considerados extraordin\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma descoberta surpreendente est\u00e1 levando cientistas a repensarem os limites da vida animal. Pesquisadores identificaram que fragmentos de uma esp\u00e9cie de pepino-do-mar do Atl\u00e2ntico Norte conseguem permanecer biologicamente ativos por anos ap\u00f3s serem separados do corpo principal, continuando a crescer, se regenerar e at\u00e9 absorver nutrientes do ambiente. 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