{"id":47944,"date":"2026-06-14T10:52:00","date_gmt":"2026-06-14T13:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=47944"},"modified":"2026-06-09T12:41:34","modified_gmt":"2026-06-09T15:41:34","slug":"novo-criterio-revela-quanto-e-preciso-ganhar-para-ser-considerado-classe-media-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/novo-criterio-revela-quanto-e-preciso-ganhar-para-ser-considerado-classe-media-no-brasil\/","title":{"rendered":"Novo crit\u00e9rio revela quanto \u00e9 preciso ganhar para ser considerado classe m\u00e9dia no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entender quem faz parte da classe m\u00e9dia brasileira vai muito al\u00e9m da renda individual. Novos levantamentos mostram que a classifica\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica considera a renda total das fam\u00edlias e o n\u00famero de moradores em cada resid\u00eancia, revelando um retrato mais detalhado do poder de compra e das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo dados atualizados da FGV Social, a maior parte dos brasileiros est\u00e1 atualmente concentrada na classe C, grupo tradicionalmente associado \u00e0 classe m\u00e9dia. O estudo tamb\u00e9m aponta um crescimento da participa\u00e7\u00e3o das classes mais altas e uma redu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da popula\u00e7\u00e3o nas faixas de menor renda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A metodologia utilizada pela FGV Social considera a renda domiciliar per capita, calculada pela divis\u00e3o da soma dos rendimentos da casa pelo n\u00famero de moradores. O objetivo \u00e9 evitar distor\u00e7\u00f5es provocadas pelo tamanho das fam\u00edlias e medir de forma mais precisa a capacidade de consumo dos brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para facilitar a compreens\u00e3o, os pesquisadores convertem esse valor em renda domiciliar total, utilizando o tamanho m\u00e9dio dos domic\u00edlios brasileiros. Os dados s\u00e3o corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o medida pelo IPCA e expressos em valores equivalentes aos pre\u00e7os m\u00e9dios de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o estudo \u201cEvolu\u00e7\u00e3o das Classes Econ\u00f4micas Brasileiras: 1976 a 2024\u201d, coordenado pelo economista Marcelo Neri, os limites atuais para cada faixa econ\u00f4mica s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Classe E: renda domiciliar de at\u00e9 R$ 1.580;<\/li>\n\n\n\n<li>Classe D: entre R$ 1.580 e R$ 2.525;<\/li>\n\n\n\n<li>Classe C: entre R$ 2.525 e R$ 10.885;<\/li>\n\n\n\n<li>Classe B: entre R$ 10.885 e R$ 14.191;<\/li>\n\n\n\n<li>Classe A: acima de R$ 14.191.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses valores funcionam como refer\u00eancia estat\u00edstica e n\u00e3o levam em considera\u00e7\u00e3o fatores como patrim\u00f4nio acumulado, im\u00f3veis ou diferen\u00e7as no custo de vida entre cidades e regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Classe m\u00e9dia re\u00fane maioria da popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados mostram que a classe C concentra atualmente cerca de 60,9% dos brasileiros, tornando-se o maior grupo econ\u00f4mico do pa\u00eds. J\u00e1 as classes A e B, somadas, representam aproximadamente 17,2% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na outra ponta, as classes D e E correspondem juntas a cerca de 21,8% dos brasileiros, o menor percentual registrado desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1976.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro indicador analisado pela FGV \u00e9 o chamado grupo ABC, que re\u00fane as classes A, B e C. Em 2024, esse conjunto passou a representar 78,1% da popula\u00e7\u00e3o nacional, o maior patamar j\u00e1 registrado. Entre 2022 e 2024, cerca de 17,4 milh\u00f5es de pessoas migraram para esse segmento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mercado adota divis\u00f5es mais espec\u00edficas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da metodologia da FGV, proje\u00e7\u00f5es utilizadas pelo mercado financeiro e por empresas de consumo trabalham com classifica\u00e7\u00f5es mais detalhadas para avaliar o comportamento dos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse modelo, fam\u00edlias com renda bruta mensal entre R$ 3.500 e R$ 8.300 s\u00e3o consideradas integrantes da classe m\u00e9dia tradicional. J\u00e1 aquelas com rendimentos entre R$ 8.300 e R$ 26 mil s\u00e3o enquadradas como classe m\u00e9dia alta. Acima desse patamar encontra-se a classe alta, formada por uma parcela reduzida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo estimativas, a classe m\u00e9dia tradicional representa cerca de 31,2% dos brasileiros, enquanto a classe m\u00e9dia alta corresponde a aproximadamente 15% dos lares do pa\u00eds. A faixa de renda superior a R$ 26 mil mensais re\u00fane apenas cerca de 4% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Crescimento econ\u00f4mico n\u00e3o se traduziu em maior poder de compra<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao consumo nas \u00faltimas d\u00e9cadas, estudos recentes apontam que muitos brasileiros t\u00eam a percep\u00e7\u00e3o de que trabalham mais e conseguem comprar menos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Levantamento da Kinea Investimentos indica que o Brasil registrou crescimento econ\u00f4mico m\u00e9dio de apenas 2,2% ao ano entre 1981 e 2024. Segundo a an\u00e1lise, o avan\u00e7o da produtividade n\u00e3o acompanhou a expans\u00e3o do consumo observada em diferentes per\u00edodos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo destaca que entre 2003 e 2013 milh\u00f5es de brasileiros passaram a ter acesso a bens antes considerados t\u00edpicos da classe m\u00e9dia consolidada, como autom\u00f3veis, im\u00f3veis financiados e viagens a\u00e9reas. Esse movimento foi impulsionado pela valoriza\u00e7\u00e3o das commodities, expans\u00e3o do cr\u00e9dito, aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo e pol\u00edticas de est\u00edmulo econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entender quem faz parte da classe m\u00e9dia brasileira vai muito al\u00e9m da renda individual. 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