{"id":48553,"date":"2026-06-15T14:21:00","date_gmt":"2026-06-15T17:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=48553"},"modified":"2026-06-15T13:54:39","modified_gmt":"2026-06-15T16:54:39","slug":"atletico-mg-acertou-a-contratacao-do-melhor-goleiro-da-copa-do-mundo-relembre-a-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/atletico-mg-acertou-a-contratacao-do-melhor-goleiro-da-copa-do-mundo-relembre-a-historia\/","title":{"rendered":"Atl\u00e9tico-MG acertou a contrata\u00e7\u00e3o do melhor goleiro da Copa do Mundo; relembre a hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muito antes de Victor, Everson e Jo\u00e3o Leite se consolidarem como refer\u00eancias da meta atleticana, o Atl\u00e9tico-MG contou com um goleiro que carregava um feito \u00fanico em sua hist\u00f3ria. Contratado em 1972, o uruguaio Ladislao Mazurkiewicz desembarcou em Belo Horizonte ap\u00f3s ser reconhecido pela Fifa como o melhor goleiro da Copa do Mundo de 1970, disputada no M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Filho de imigrantes poloneses e nascido no Uruguai, o arqueiro chegou ao clube mineiro cercado de prest\u00edgio e rapidamente se tornou um dos jogadores mais admirados pela torcida alvinegra. Entre 1972 e 1974, disputou 89 partidas pelo Galo e entrou para o Hall da Fama do Atl\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mazurkiewicz viveu o auge da carreira defendendo a sele\u00e7\u00e3o uruguaia na Copa do Mundo de 1970. Na semifinal diante do Brasil, protagonizou um dos lances mais marcantes da hist\u00f3ria dos Mundiais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aos 17 minutos do segundo tempo, Pel\u00e9 deixou a bola passar sem toc\u00e1-la, driblando o goleiro uruguaio em um movimento que ficou eternizado como o \u201cgol que Pel\u00e9 n\u00e3o fez\u201d. O camisa 10 brasileiro, no entanto, finalizou para fora ap\u00f3s contornar o arqueiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da derrota por 3 a 1 para a sele\u00e7\u00e3o brasileira, Mazurkiewicz teve grande desempenho ao longo do torneio e acabou reconhecido como o melhor goleiro daquela edi\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo, um feito que nenhum outro jogador que atuou pelo Atl\u00e9tico conseguiu repetir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do Mundial de 1970, o uruguaio participou das Copas de 1966 e 1974 e conquistou a Copa Am\u00e9rica de 1967 com a Celeste.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Carreira vitoriosa antes de chegar ao Galo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Revelado pelo Racing Club de Montevid\u00e9u, Mazurkiewicz construiu grande parte da carreira no Pe\u00f1arol, clube pelo qual conquistou tr\u00eas Campeonatos Uruguaios, uma Copa Libertadores em 1966, a Copa Intercontinental do mesmo ano diante do Real Madrid e a Recopa dos Campe\u00f5es Intercontinentais de 1969.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sua capacidade de posicionamento, os reflexos r\u00e1pidos e a coragem nas sa\u00eddas do gol compensavam a estatura considerada baixa para a posi\u00e7\u00e3o, 1,78 metro, rendendo ao goleiro o apelido de &#8220;El Chiquito&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"934\" height=\"754\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-53.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-48559\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-53.png 934w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-53-300x242.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-53-768x620.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-53-150x121.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-53-750x605.png 750w\" sizes=\"(max-width: 934px) 100vw, 934px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Atl\u00e9tico MG)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Atl\u00e9tico, campe\u00e3o brasileiro em 1971, buscava refor\u00e7os de peso para manter o protagonismo nacional. A diretoria comandada por Nelson Campos iniciou negocia\u00e7\u00f5es com Mazurkiewicz no come\u00e7o de 1972, mas o acordo quase fracassou em mais de uma oportunidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo registros hist\u00f3ricos do Centro Atleticano de Mem\u00f3ria, diverg\u00eancias financeiras e quest\u00f5es envolvendo impostos chegaram a interromper as conversas. No entanto, o uruguaio acabou aceitando a proposta final, sendo oficialmente apresentado em fevereiro daquele ano.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Idolatria sem t\u00edtulos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora n\u00e3o tenha conquistado trof\u00e9us com a camisa atleticana, Mazurkiewicz se transformou em um dos jogadores mais respeitados da hist\u00f3ria do clube. Em uma \u00e9poca marcada pelo forte time do Cruzeiro, o Galo acabou acumulando vice-campeonatos estaduais e n\u00e3o repetiu a conquista nacional de 1971.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"773\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-51.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-48557\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-51.png 1200w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-51-300x193.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-51-768x495.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-51-150x97.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-51-750x483.png 750w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-51-1140x734.png 1140w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Atl\u00e9tico MG)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda assim, as defesas decisivas e a seguran\u00e7a transmitida pelo uruguaio fizeram dele um \u00eddolo da torcida. Em 89 partidas pelo Atl\u00e9tico, sofreu 85 gols, mantendo m\u00e9dia inferior a um gol por jogo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sua despedida aconteceu em outubro de 1974, justamente em um cl\u00e1ssico contra o Cruzeiro, encerrado em empate sem gols. Ao deixar o gramado, foi aplaudido pelas duas torcidas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u00daltimos anos e legado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s deixar Belo Horizonte, Mazurkiewicz atuou pelo Granada, da Espanha, al\u00e9m de passar por clubes do Chile e da Col\u00f4mbia. Em 1981, retornou ao Pe\u00f1arol, onde conquistou mais um Campeonato Uruguaio antes de encerrar a carreira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ladislao Mazurkiewicz morreu em 2 de janeiro de 2013, em Montevid\u00e9u, aos 67 anos, em decorr\u00eancia de complica\u00e7\u00f5es renais. Na ocasi\u00e3o, o Atl\u00e9tico-MG prestou homenagens ao ex-goleiro, considerado at\u00e9 hoje um dos maiores nomes estrangeiros que j\u00e1 defenderam a camisa alvinegra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muito antes de Victor, Everson e Jo\u00e3o Leite se consolidarem como refer\u00eancias da meta atleticana, o Atl\u00e9tico-MG contou com um goleiro que carregava um feito \u00fanico em sua hist\u00f3ria. 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