{"id":49317,"date":"2026-06-27T13:16:00","date_gmt":"2026-06-27T16:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=49317"},"modified":"2026-06-22T14:51:08","modified_gmt":"2026-06-22T17:51:08","slug":"uber-muda-algoritmo-e-comeca-a-pagar-menos-para-motoristas-revela-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/uber-muda-algoritmo-e-comeca-a-pagar-menos-para-motoristas-revela-estudo\/","title":{"rendered":"Uber muda algoritmo e come\u00e7a a pagar menos para motoristas, revela estudo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A forma como a Uber divide a receita das viagens entre a empresa e os motoristas voltou a ser alvo de debates ap\u00f3s um estudo apontar mudan\u00e7as significativas no modelo de remunera\u00e7\u00e3o adotado pela plataforma. De acordo com uma an\u00e1lise conduzida por Len Sherman, professor da Columbia Business School, a fatia retida pela companhia em diversas cidades dos Estados Unidos j\u00e1 supera 50% do valor pago pelos passageiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados indicam uma evolu\u00e7\u00e3o expressiva da participa\u00e7\u00e3o da empresa nas corridas. Em 2022, a reten\u00e7\u00e3o m\u00e9dia girava em torno de 32%. Em 2024, o percentual havia subido para aproximadamente 42%, chegando agora a patamares superiores \u00e0 metade do valor desembolsado pelos usu\u00e1rios em alguns mercados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o estudo, a mudan\u00e7a est\u00e1 relacionada \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, a partir de 2022, de sistemas de precifica\u00e7\u00e3o algor\u00edtmica. Desde ent\u00e3o, as tarifas cobradas dos passageiros e os valores repassados aos motoristas passaram a ser definidos em tempo real, com base em diferentes vari\u00e1veis processadas automaticamente pela plataforma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Sherman, o novo sistema ampliou a diferen\u00e7a entre o valor pago pelo usu\u00e1rio e a remunera\u00e7\u00e3o efetivamente recebida pelo motorista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pesquisador destaca que, nos primeiros anos de opera\u00e7\u00e3o, a Uber promovia a atividade ressaltando que os condutores ficariam com cerca de 80% do valor das corridas. Atualmente, segundo os dados analisados, a realidade seria bastante diferente, com a empresa absorvendo mais da metade da receita em diversas localidades.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como funciona a remunera\u00e7\u00e3o dos motoristas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, a plataforma utiliza uma taxa de servi\u00e7o vari\u00e1vel, substituindo o modelo antigo, no qual a empresa cobrava percentuais mais previs\u00edveis, geralmente entre 20% e 25% do valor das viagens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na composi\u00e7\u00e3o do ganho dos motoristas entram diversos fatores, como uma tarifa-base m\u00ednima, o tempo e a dist\u00e2ncia percorridos, al\u00e9m do pre\u00e7o din\u00e2mico aplicado em momentos de maior demanda, quando h\u00e1 mais passageiros solicitando corridas do que ve\u00edculos dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m fazem parte da remunera\u00e7\u00e3o taxas de espera, cobran\u00e7as por cancelamentos e gorjetas, que s\u00e3o integralmente destinadas aos motoristas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a pr\u00f3pria empresa, o objetivo \u00e9 manter sua taxa de servi\u00e7o pr\u00f3xima de 25% do valor da viagem. Entretanto, esse percentual pode variar e chegar a cerca de 40%, dependendo das caracter\u00edsticas de cada corrida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em trajetos com tr\u00e2nsito intenso ou dura\u00e7\u00e3o maior do que a prevista inicialmente, a plataforma pode reduzir sua participa\u00e7\u00e3o para compensar o tempo adicional do motorista. J\u00e1 em viagens mais r\u00e1pidas ou com tarifas mais elevadas, a fatia destinada \u00e0 empresa tende a aumentar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Brasil discute maior transpar\u00eancia sobre os repasses<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O debate sobre a distribui\u00e7\u00e3o dos ganhos tamb\u00e9m ganhou for\u00e7a no Brasil. Recentemente, a Uber atendeu a uma solicita\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica do Estado do Paran\u00e1 (DPE-PR) e passou a exibir aos passageiros, ao final das corridas, quanto ser\u00e1 destinado ao motorista, qual \u00e9 a taxa de servi\u00e7o e qual parcela permanece com a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A medida busca ampliar a transpar\u00eancia nas opera\u00e7\u00f5es das plataformas digitais e esclarecer aos usu\u00e1rios como ocorre a divis\u00e3o do valor pago pela viagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados da plataforma GigU, especializada em monitorar a rentabilidade dos motoristas de aplicativos, mostram ainda que os rendimentos podem variar significativamente entre regi\u00f5es de um mesmo estado, evidenciando diferen\u00e7as importantes nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e na lucratividade da atividade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Len Sherman, a evolu\u00e7\u00e3o das taxas cobradas pela Uber coloca a empresa em um patamar semelhante ao de outras gigantes da economia digital que j\u00e1 enfrentaram questionamentos regulat\u00f3rios em raz\u00e3o da parcela retida nas transa\u00e7\u00f5es realizadas em suas plataformas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A forma como a Uber divide a receita das viagens entre a empresa e os motoristas voltou a ser alvo de debates ap\u00f3s um estudo apontar mudan\u00e7as significativas no modelo de remunera\u00e7\u00e3o adotado pela plataforma. De acordo com uma an\u00e1lise conduzida por Len Sherman, professor da Columbia Business School, a fatia retida pela companhia em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":49318,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-49317","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49317"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49317\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49319,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49317\/revisions\/49319"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49318"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}