{"id":50209,"date":"2026-07-05T11:38:00","date_gmt":"2026-07-05T14:38:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=50209"},"modified":"2026-06-30T11:38:18","modified_gmt":"2026-06-30T14:38:18","slug":"criatura-marinha-da-antartida-elimina-o-cancer-de-pele-em-testes-e-anima-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/criatura-marinha-da-antartida-elimina-o-cancer-de-pele-em-testes-e-anima-cientistas\/","title":{"rendered":"Criatura marinha da Ant\u00e1rtida elimina o c\u00e2ncer de pele em testes e anima cientistas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma descoberta feita nas \u00e1guas geladas da Ant\u00e1rtida pode abrir caminho para um novo tratamento contra o melanoma, considerado o tipo mais agressivo de c\u00e2ncer de pele. Pesquisadores da Universidade do Sul da Fl\u00f3rida (USF), nos Estados Unidos, identificaram uma subst\u00e2ncia produzida por bact\u00e9rias presentes em pequenos organismos marinhos que conseguiu eliminar c\u00e9lulas cancer\u00edgenas em testes realizados com camundongos, sem provocar efeitos t\u00f3xicos nos animais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos resultados promissores, os cientistas alertam que a pesquisa ainda est\u00e1 em fase inicial e que ser\u00e3o necess\u00e1rios novos estudos para comprovar a seguran\u00e7a e a efic\u00e1cia da subst\u00e2ncia antes do in\u00edcio de testes cl\u00ednicos em seres humanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta \u00e9 resultado de uma expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de seis semanas realizada na Ant\u00e1rtida. Durante a miss\u00e3o, pesquisadores coletaram amostras de asc\u00eddias, pequenos invertebrados marinhos conhecidos popularmente como &#8220;esguichos-do-mar&#8221;, que vivem fixados no fundo do oceano em \u00e1guas extremamente frias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo os pesquisadores, esses organismos abrigam bact\u00e9rias capazes de produzir compostos t\u00f3xicos utilizados como mecanismo natural de defesa contra predadores e doen\u00e7as. Foi justamente uma dessas toxinas que chamou a aten\u00e7\u00e3o da equipe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o professor de qu\u00edmica Bill Baker, da USF, os testes demonstraram que o composto conseguiu destruir c\u00e9lulas de melanoma em camundongos sem afetar os animais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O composto eliminou o c\u00e2ncer, mas n\u00e3o prejudicou os camundongos&#8221;, explicou o pesquisador. Segundo ele, essa seletividade representa uma caracter\u00edstica essencial para o desenvolvimento de medicamentos, j\u00e1 que o objetivo \u00e9 atacar apenas as c\u00e9lulas doentes, preservando os tecidos saud\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"USF expedition to Antarctica advances research on potential melanoma treatment\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mqQIvwDMBBg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Longo caminho at\u00e9 um poss\u00edvel medicamento<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora os resultados sejam considerados animadores, os pr\u00f3prios pesquisadores ressaltam que ainda h\u00e1 um extenso processo pela frente antes que a subst\u00e2ncia possa se transformar em um tratamento dispon\u00edvel para pacientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipe precisa produzir quantidades maiores do composto para ampliar os estudos em animais, testar sua efic\u00e1cia em outros modelos experimentais e comprovar sua seguran\u00e7a. Somente ap\u00f3s essas etapas poder\u00e3o ser autorizados os primeiros ensaios cl\u00ednicos em humanos, processo que costuma levar v\u00e1rios anos e depende da aprova\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os reguladores.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/8c824b13-0923-4760-b630-2bd17f21b827-1200x800.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-50213\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/8c824b13-0923-4760-b630-2bd17f21b827-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/8c824b13-0923-4760-b630-2bd17f21b827-300x200.jpg 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/8c824b13-0923-4760-b630-2bd17f21b827-768x512.jpg 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/8c824b13-0923-4760-b630-2bd17f21b827-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/8c824b13-0923-4760-b630-2bd17f21b827-150x100.jpg 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/8c824b13-0923-4760-b630-2bd17f21b827-750x500.jpg 750w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/8c824b13-0923-4760-b630-2bd17f21b827-1140x760.jpg 1140w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/8c824b13-0923-4760-b630-2bd17f21b827.jpg 1800w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Sam Affoullouss\/USF)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, os cientistas tamb\u00e9m investigam a composi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, qu\u00edmica e biol\u00f3gica das asc\u00eddias para compreender exatamente como o composto \u00e9 produzido e de que forma ele atua contra as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Melanoma causa milhares de mortes todos os anos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O melanoma \u00e9 considerado a forma mais grave de c\u00e2ncer de pele devido \u00e0 alta capacidade de se espalhar para outras partes do organismo. Estimativas internacionais apontam que cerca de <strong>57 mil pessoas morrem anualmente<\/strong> em decorr\u00eancia da doen\u00e7a, n\u00famero que pode chegar a <strong>96 mil mortes por ano at\u00e9 2040<\/strong>, caso a tend\u00eancia de crescimento seja mantida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As maiores taxas da doen\u00e7a s\u00e3o registradas entre pessoas de pele clara, especialmente na Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia e pa\u00edses da Europa Ocidental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores destacam que a biodiversidade da Ant\u00e1rtida continua sendo uma importante fonte de compostos naturais com potencial farmac\u00eautico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma descoberta feita nas \u00e1guas geladas da Ant\u00e1rtida pode abrir caminho para um novo tratamento contra o melanoma, considerado o tipo mais agressivo de c\u00e2ncer de pele. 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