{"id":50549,"date":"2026-07-03T07:09:00","date_gmt":"2026-07-03T10:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=50549"},"modified":"2026-07-02T18:35:19","modified_gmt":"2026-07-02T21:35:19","slug":"excesso-de-proteina-pode-levar-ao-alzheimer-revela-novo-estudo-da-universidade-de-utah","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/excesso-de-proteina-pode-levar-ao-alzheimer-revela-novo-estudo-da-universidade-de-utah\/","title":{"rendered":"Excesso de prote\u00edna pode levar ao Alzheimer, revela novo estudo da Universidade de Utah"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudo liderado por pesquisadores da <strong>Universidade de Utah<\/strong>, nos Estados Unidos, revelou um mecanismo que pode explicar como o Alzheimer se espalha pelo c\u00e9rebro. Publicada na revista cient\u00edfica <em>Cell<\/em>, a pesquisa identificou que uma prote\u00edna chamada <strong>Arc<\/strong> atua no transporte da prote\u00edna <strong>tau<\/strong>, principal respons\u00e1vel pelos danos causados pela doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de manchetes sugerirem que o &#8220;excesso de prote\u00edna&#8221; estaria ligado ao Alzheimer, os cientistas destacam que o estudo trata de <strong>prote\u00ednas produzidas naturalmente pelo organismo<\/strong>, e n\u00e3o do consumo de prote\u00ednas na alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta pode abrir caminho para o desenvolvimento de tratamentos capazes de impedir a progress\u00e3o da doen\u00e7a ao bloquear a dissemina\u00e7\u00e3o da prote\u00edna tau entre as c\u00e9lulas cerebrais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Alzheimer est\u00e1 associado ao ac\u00famulo anormal da prote\u00edna tau dentro dos neur\u00f4nios. Quando sofre altera\u00e7\u00f5es, essa prote\u00edna forma emaranhados t\u00f3xicos que comprometem o funcionamento das c\u00e9lulas nervosas e provocam sua morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 agora, um dos maiores desafios da ci\u00eancia era entender como a tau conseguia passar de um neur\u00f4nio doente para outro saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores descobriram que a prote\u00edna Arc funciona como uma esp\u00e9cie de transportadora. Ela empacota a tau em pequenas ves\u00edculas extracelulares, estruturas microsc\u00f3picas semelhantes a c\u00e1psulas, que s\u00e3o liberadas pelos neur\u00f4nios. Essas ves\u00edculas podem ser absorvidas por c\u00e9lulas vizinhas, permitindo que a prote\u00edna t\u00f3xica continue se espalhando pelo c\u00e9rebro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em experimentos com modelos animais, a retirada da prote\u00edna Arc reduziu significativamente essa transfer\u00eancia da tau entre os neur\u00f4nios.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Bloquear a prote\u00edna pode n\u00e3o ser a solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do resultado promissor, os pesquisadores alertam que eliminar completamente a prote\u00edna Arc n\u00e3o seria necessariamente ben\u00e9fico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo mostrou que, nos est\u00e1gios iniciais da doen\u00e7a, a Arc tamb\u00e9m desempenha uma fun\u00e7\u00e3o protetora ao ajudar a remover o excesso de prote\u00edna tau acumulada dentro dos neur\u00f4nios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem essa prote\u00edna, a tau permanece presa nas c\u00e9lulas e pode atingir n\u00edveis ainda mais t\u00f3xicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, os autores defendem que uma estrat\u00e9gia mais eficiente seria impedir que a prote\u00edna tau liberada alcance neur\u00f4nios saud\u00e1veis, em vez de bloquear totalmente sua libera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Descoberta pode orientar novos tratamentos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo os pesquisadores, compreender esse mecanismo representa um passo importante para o desenvolvimento de terapias capazes de desacelerar a evolu\u00e7\u00e3o do Alzheimer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A expectativa \u00e9 criar medicamentos que impe\u00e7am a entrada da prote\u00edna tau nas c\u00e9lulas saud\u00e1veis, reduzindo a propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a sem interferir nas fun\u00e7\u00f5es ben\u00e9ficas desempenhadas pela prote\u00edna Arc.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Alzheimer cresce no mundo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dem\u00eancia, da qual o Alzheimer \u00e9 a principal causa, representa um dos maiores desafios de sa\u00fade p\u00fablica do envelhecimento populacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estimativas internacionais indicam que <strong>mais de 55 milh\u00f5es de pessoas<\/strong> conviviam com algum tipo de dem\u00eancia em 2020. A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 que esse n\u00famero alcance <strong>78 milh\u00f5es em 2030<\/strong> e <strong>139 milh\u00f5es em 2050<\/strong>, impulsionado principalmente pelo envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, revelou um mecanismo que pode explicar como o Alzheimer se espalha pelo c\u00e9rebro. Publicada na revista cient\u00edfica Cell, a pesquisa identificou que uma prote\u00edna chamada Arc atua no transporte da prote\u00edna tau, principal respons\u00e1vel pelos danos causados pela doen\u00e7a. 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