{"id":50832,"date":"2026-07-11T13:18:00","date_gmt":"2026-07-11T16:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=50832"},"modified":"2026-07-06T11:34:45","modified_gmt":"2026-07-06T14:34:45","slug":"pratica-comum-pode-retardar-o-envelhecimento-do-cerebro-em-ate-13-anos-segundo-a-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/pratica-comum-pode-retardar-o-envelhecimento-do-cerebro-em-ate-13-anos-segundo-a-ciencia\/","title":{"rendered":"Pr\u00e1tica comum pode retardar o envelhecimento do c\u00e9rebro em at\u00e9 13 anos, segundo a ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Falar mais de um idioma pode trazer benef\u00edcios que v\u00e3o muito al\u00e9m da comunica\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa apresentada durante o F\u00f3rum da Federa\u00e7\u00e3o das Sociedades Europeias de Neuroci\u00eancia (FENS), em Barcelona, aponta que o multilinguismo est\u00e1 associado a um envelhecimento mais lento do c\u00e9rebro, com diferen\u00e7as que podem chegar a at\u00e9 13 anos em compara\u00e7\u00e3o com pessoas que falam apenas uma l\u00edngua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo os pesquisadores, quanto maior o n\u00famero de idiomas dominados e quanto mais cedo ocorrer o aprendizado, maiores tendem a ser os benef\u00edcios observados para a sa\u00fade cerebral. O estudo tamb\u00e9m indica que adultos que alcan\u00e7am alto n\u00edvel de flu\u00eancia em uma segunda l\u00edngua podem obter ganhos importantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O c\u00e9rebro humano \u00e9 formado por bilh\u00f5es de neur\u00f4nios que se comunicam continuamente. Com o avan\u00e7o da idade, essa conectividade tende a diminuir, afetando fun\u00e7\u00f5es como mem\u00f3ria, velocidade de racioc\u00ednio e processamento de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para investigar se o dom\u00ednio de diferentes idiomas influencia esse processo, cientistas da Espanha, Chile, Argentina e Irlanda analisaram moradores da regi\u00e3o do Pa\u00eds Basco, conhecida pela elevada taxa de pessoas multil\u00edngues, que utilizam combina\u00e7\u00f5es de espanhol, basco, franc\u00eas e ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores criaram inicialmente um &#8220;rel\u00f3gio de envelhecimento cerebral&#8221; utilizando exames de 728 participantes. A ferramenta foi desenvolvida por meio da magnetoencefalografia, t\u00e9cnica que registra a atividade cerebral a partir dos campos magn\u00e9ticos produzidos pelos neur\u00f4nios, com aux\u00edlio de intelig\u00eancia artificial para estimar a idade biol\u00f3gica do c\u00e9rebro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seguida, o modelo foi aplicado a um segundo grupo composto por 144 volunt\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados mostraram uma rela\u00e7\u00e3o direta entre o n\u00famero de idiomas falados e a idade estimada do c\u00e9rebro. Pessoas bil\u00edngues apresentaram c\u00e9rebros com apar\u00eancia, em m\u00e9dia, seis anos mais jovem do que indiv\u00edduos monol\u00edngues. Entre aqueles que falavam tr\u00eas idiomas, a diferen\u00e7a chegou a aproximadamente sete anos. J\u00e1 os participantes capazes de se comunicar em quatro l\u00ednguas apresentaram c\u00e9rebros que aparentavam cerca de 13 anos menos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Aprender cedo potencializa os benef\u00edcios<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas observaram que os efeitos positivos n\u00e3o dependem apenas da quantidade de idiomas conhecidos. O n\u00edvel de profici\u00eancia e a idade em que a segunda l\u00edngua foi aprendida tamb\u00e9m exerceram papel importante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a coordenadora do estudo, a pesquisadora Lucia Amoruso, a experi\u00eancia lingu\u00edstica funciona como uma escala cont\u00ednua. Ou seja, n\u00e3o basta apenas ser bil\u00edngue: quanto maior a exposi\u00e7\u00e3o ao aprendizado de idiomas ao longo da vida e quanto mais elevado o dom\u00ednio dessas l\u00ednguas, maior tende a ser o impacto sobre a sa\u00fade cerebral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar disso, os pesquisadores destacam que iniciar o aprendizado na fase adulta tamb\u00e9m pode trazer benef\u00edcios, desde que a pessoa alcance boa flu\u00eancia no novo idioma.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pesquisadores querem investigar rela\u00e7\u00e3o com doen\u00e7as neurodegenerativas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipe respons\u00e1vel pelo estudo pretende agora aprofundar as pesquisas para verificar se o multilinguismo tamb\u00e9m pode ajudar a reduzir o risco ou retardar o desenvolvimento de doen\u00e7as neurodegenerativas, como o Alzheimer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Especialistas independentes lembram, no entanto, que a sa\u00fade do c\u00e9rebro depende de diversos fatores combinados. H\u00e1bitos como n\u00e3o fumar, manter alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada, praticar atividades f\u00edsicas, preservar a vida social e estimular constantemente a mente por meio de novos aprendizados tamb\u00e9m s\u00e3o considerados fundamentais para favorecer um envelhecimento cerebral saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falar mais de um idioma pode trazer benef\u00edcios que v\u00e3o muito al\u00e9m da comunica\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa apresentada durante o F\u00f3rum da Federa\u00e7\u00e3o das Sociedades Europeias de Neuroci\u00eancia (FENS), em Barcelona, aponta que o multilinguismo est\u00e1 associado a um envelhecimento mais lento do c\u00e9rebro, com diferen\u00e7as que podem chegar a at\u00e9 13 anos em compara\u00e7\u00e3o com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":50836,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-50832","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50832","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50832"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50832\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50839,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50832\/revisions\/50839"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50836"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}