{"id":51013,"date":"2026-07-07T14:57:00","date_gmt":"2026-07-07T17:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=51013"},"modified":"2026-07-07T13:06:55","modified_gmt":"2026-07-07T16:06:55","slug":"preco-da-carne-vai-disparar-no-brasil-apos-novo-comunicado-da-anvisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/preco-da-carne-vai-disparar-no-brasil-apos-novo-comunicado-da-anvisa\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7o da carne vai disparar no Brasil, ap\u00f3s novo comunicado da Anvisa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Representantes do setor agropecu\u00e1rio avaliam que o pre\u00e7o da carne pode sofrer novos reajustes nos pr\u00f3ximos meses em raz\u00e3o das mudan\u00e7as nas regras para o uso de antimicrobianos na produ\u00e7\u00e3o animal. As novas exig\u00eancias sanit\u00e1rias est\u00e3o previstas para entrar em vigor em <strong>3 de setembro<\/strong> e j\u00e1 geram preocupa\u00e7\u00e3o entre produtores, frigor\u00edficos e integrantes do governo federal devido aos poss\u00edveis reflexos sobre a infla\u00e7\u00e3o dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos bastidores, lideran\u00e7as do agroneg\u00f3cio t\u00eam alertado que o aumento dos custos de produ\u00e7\u00e3o poder\u00e1 chegar ao consumidor, principalmente no caso da carne de frango, atualmente a prote\u00edna animal mais consumida pelos brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo c\u00e1lculos apresentados pelo setor, o impacto pode representar um acr\u00e9scimo de aproximadamente <strong>R$ 0,15 por quilo<\/strong> da carne de frango caso n\u00e3o seja constru\u00edda uma solu\u00e7\u00e3o negociada entre produtores, governo brasileiro e Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"612\" height=\"408\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-214.png\" alt=\"carne de porco\" class=\"wp-image-29615\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-214.png 612w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-214-300x200.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-214-150x100.png 150w\" sizes=\"(max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">(Reprodu\u00e7\u00e3o\/Shutterstock)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mercado interno permanece cauteloso<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados do Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que o mercado dom\u00e9stico iniciou o segundo semestre com baixa liquidez e negocia\u00e7\u00f5es limitadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em S\u00e3o Paulo, principal pra\u00e7a pecu\u00e1ria do pa\u00eds, frigor\u00edficos reduziram as ofertas de compra, enquanto muitos pecuaristas optaram por adiar as vendas por n\u00e3o aceitarem os pre\u00e7os oferecidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Par\u00e1, as negocia\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m permaneceram restritas, com a arroba do boi gordo sendo comercializada entre <strong>R$ 315 e R$ 320<\/strong> e escalas de abate variando de tr\u00eas a sete dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 no Rio Grande do Sul, a oferta reduzida de animais prontos para o abate, influenciada pelo inverno e pela piora das pastagens, manteve as cota\u00e7\u00f5es firmes. As negocia\u00e7\u00f5es ocorreram entre <strong>R$ 24 e R$ 27 por quilo de carca\u00e7a<\/strong>, enquanto os frigor\u00edficos encontraram dificuldades para completar suas escalas de abate.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No atacado, a carca\u00e7a casada bovina foi negociada, em m\u00e9dia, por <strong>R$ 23,84 o quilo \u00e0 vista<\/strong>, mas o ritmo das vendas continua considerado lento devido ao consumo dom\u00e9stico ainda moderado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Regras sanit\u00e1rias e exporta\u00e7\u00f5es preocupam produtores<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m das mudan\u00e7as relacionadas ao uso de antimicrobianos, o setor acompanha com aten\u00e7\u00e3o a decis\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia de suspender, a partir de setembro, as compras de carne bovina brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O embargo foi justificado pelas autoridades europeias com a alega\u00e7\u00e3o de que ainda n\u00e3o existem garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a participa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia nas exporta\u00e7\u00f5es nacionais tenha diminu\u00eddo nos \u00faltimos anos, o bloco continua entre os principais compradores da carne bovina brasileira. Em 2025, os 27 pa\u00edses europeus adquiriram cerca de <strong>128,9 mil toneladas<\/strong>, volume equivalente a <strong>3,7%<\/strong> das exporta\u00e7\u00f5es do produto, ocupando a quarta posi\u00e7\u00e3o entre os maiores mercados consumidores da carne brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, o setor tamb\u00e9m monitora a proximidade do limite das exporta\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0 China, principal destino da carne bovina nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo com a possibilidade de maior oferta no mercado interno em raz\u00e3o dessas restri\u00e7\u00f5es externas, especialistas avaliam que isso n\u00e3o significa, necessariamente, redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os ao consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representantes do setor agropecu\u00e1rio avaliam que o pre\u00e7o da carne pode sofrer novos reajustes nos pr\u00f3ximos meses em raz\u00e3o das mudan\u00e7as nas regras para o uso de antimicrobianos na produ\u00e7\u00e3o animal. 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