{"id":51776,"date":"2026-07-19T13:07:00","date_gmt":"2026-07-19T16:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=51776"},"modified":"2026-07-14T13:49:23","modified_gmt":"2026-07-14T16:49:23","slug":"adeus-ar-condicionado-tradicional-nova-tecnologia-de-resfriamento-vira-febre-na-europa-e-promete-substituir-os-modelos-atuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/adeus-ar-condicionado-tradicional-nova-tecnologia-de-resfriamento-vira-febre-na-europa-e-promete-substituir-os-modelos-atuais\/","title":{"rendered":"Adeus, ar-condicionado tradicional: nova tecnologia de resfriamento vira febre na Europa e promete substituir os modelos atuais"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma nova gera\u00e7\u00e3o de tecnologias de resfriamento come\u00e7a a sair dos laborat\u00f3rios e avan\u00e7ar para os primeiros testes em condi\u00e7\u00f5es reais na Europa. O objetivo \u00e9 substituir os aparelhos de ar-condicionado convencionais por sistemas que dispensam os gases refrigerantes de alto impacto ambiental e utilizam princ\u00edpios f\u00edsicos para controlar a temperatura dos ambientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as solu\u00e7\u00f5es em desenvolvimento, a que mais desperta aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a tecnologia elastocal\u00f3rica, considerada pela Comiss\u00e3o Europeia uma das alternativas mais promissoras para o futuro da climatiza\u00e7\u00e3o. O m\u00e9todo utiliza fios de n\u00edquel-tit\u00e2nio, uma liga met\u00e1lica com mem\u00f3ria de forma, capazes de absorver e liberar calor quando s\u00e3o submetidos a deforma\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o material \u00e9 esticado ou comprimido, sua estrutura cristalina muda temporariamente, liberando calor para o ambiente. Ao retornar \u00e0 condi\u00e7\u00e3o original, ocorre o processo inverso: o metal absorve calor, produzindo o efeito de resfriamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo pesquisadores da Universidade de Saarland, na Alemanha, essa tecnologia j\u00e1 demonstrou capacidade de reduzir a temperatura de ambientes entre <strong>5\u00b0C e 10\u00b0C<\/strong>, sem utilizar gases refrigerantes e sem depender de combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o sistema utiliza apenas \u00e1gua ou ar como meio de transfer\u00eancia t\u00e9rmica, eliminando o uso dos fluidos fluorados presentes nos aparelhos convencionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto \u00e9 liderado pelo professor Paul Motzki, especialista em sistemas inteligentes de materiais, que pesquisa o efeito elastocal\u00f3rico h\u00e1 mais de 15 anos com foco na climatiza\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios, ve\u00edculos e instala\u00e7\u00f5es industriais.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"400\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-80.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-51777\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-80.png 640w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-80-300x188.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-80-150x94.png 150w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Saarland University)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Europa busca alternativas aos aparelhos tradicionais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O avan\u00e7o dessas pesquisas ocorre em um momento de mudan\u00e7as importantes na legisla\u00e7\u00e3o ambiental europeia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Historicamente, apenas cerca de <strong>20% das resid\u00eancias europeias possuem ar-condicionado<\/strong>, percentual muito inferior aos aproximadamente <strong>90% registrados nos Estados Unidos<\/strong>. Entretanto, as ondas de calor cada vez mais intensas elevaram rapidamente a demanda por sistemas de climatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, a Uni\u00e3o Europeia endureceu as regras para os chamados gases fluorados (F-gases), utilizados nos equipamentos atuais. A partir de <strong>2025<\/strong>, novos aparelhos do tipo split deixar\u00e3o de poder utilizar refrigerantes com elevado potencial de aquecimento global. Em <strong>2035<\/strong>, as restri\u00e7\u00f5es ser\u00e3o ampliadas para outros equipamentos de climatiza\u00e7\u00e3o de pequeno porte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo especialistas do setor energ\u00e9tico, a ind\u00fastria ter\u00e1 de encontrar novas tecnologias para substituir os modelos atuais nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tecnologia ainda enfrenta desafios<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos avan\u00e7os, todas as alternativas permanecem em fase de prot\u00f3tipos ou demonstra\u00e7\u00f5es experimentais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Universidade de Saarland, os pesquisadores trabalham agora em estruturas tridimensionais produzidas por impress\u00e3o 3D com ligas de n\u00edquel-tit\u00e2nio. O objetivo \u00e9 aumentar a \u00e1rea de troca t\u00e9rmica e melhorar a efici\u00eancia do equipamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro desafio \u00e9 garantir durabilidade suficiente para uso comercial. A meta da equipe \u00e9 desenvolver componentes capazes de suportar <strong>mais de um milh\u00e3o de ciclos de funcionamento<\/strong>, al\u00e9m de facilitar futuras manuten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto recebeu financiamento de <strong>4 milh\u00f5es de euros<\/strong> por meio do programa europeu EIC Pathfinder e conta com parceria da startup irlandesa Exergyn. A expectativa \u00e9 construir um demonstrador em escala para edif\u00edcios nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quatro caminhos para substituir os gases refrigerantes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tecnologia elastocal\u00f3rica \u00e9 apenas uma das solu\u00e7\u00f5es estudadas atualmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores tamb\u00e9m trabalham com outras tr\u00eas fam\u00edlias de sistemas de resfriamento em estado s\u00f3lido:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Elastocal\u00f3ricos<\/strong>, que utilizam deforma\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica de metais;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Eletrocal\u00f3ricos<\/strong>, baseados em campos el\u00e9tricos aplicados a materiais semicondutores;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Magnetocal\u00f3ricos<\/strong>, que transferem calor por meio de campos magn\u00e9ticos;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Barocal\u00f3ricos<\/strong>, que utilizam materiais sens\u00edveis \u00e0 press\u00e3o para promover a troca t\u00e9rmica.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Alemanha, o Instituto Fraunhofer desenvolve bombas de calor eletrocal\u00f3ricas que utilizam \u00e1gua em vez de gases refrigerantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 a startup alem\u00e3 Magnotherm testa sistemas magnetocal\u00f3ricos voltados inicialmente para refrigera\u00e7\u00e3o comercial, enquanto a empresa brit\u00e2nica Barocal desenvolve uma tecnologia baseada em cristais pl\u00e1sticos comprimidos para transportar calor sem qualquer fluido refrigerante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova gera\u00e7\u00e3o de tecnologias de resfriamento come\u00e7a a sair dos laborat\u00f3rios e avan\u00e7ar para os primeiros testes em condi\u00e7\u00f5es reais na Europa. O objetivo \u00e9 substituir os aparelhos de ar-condicionado convencionais por sistemas que dispensam os gases refrigerantes de alto impacto ambiental e utilizam princ\u00edpios f\u00edsicos para controlar a temperatura dos ambientes. Entre as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":51778,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-51776","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51776","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51776"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51776\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51779,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51776\/revisions\/51779"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51778"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51776"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51776"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}