{"id":5235,"date":"2025-04-18T14:45:00","date_gmt":"2025-04-18T17:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=5235"},"modified":"2025-04-15T09:54:18","modified_gmt":"2025-04-15T12:54:18","slug":"fenomeno-espacial-inedito-e-flagrado-pela-nasa-e-cientistas-temem-fim-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/fenomeno-espacial-inedito-e-flagrado-pela-nasa-e-cientistas-temem-fim-do-mundo\/","title":{"rendered":"Fen\u00f4meno espacial in\u00e9dito \u00e9 flagrado pela NASA e cientistas temem fim do mundo"},"content":{"rendered":"\n<p>Um fen\u00f4meno espacial in\u00e9dito foi registrado por cientistas da NASA: uma estrela engolindo um planeta gigante. O evento, observado pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb e batizado de ZTF SLRN-2020, representa o primeiro registro direto do tipo e reacende debates sobre o destino de planetas que orbitam muito pr\u00f3ximos de suas estrelas \u2014 incluindo uma reflex\u00e3o sobre o pr\u00f3prio futuro da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>O planeta engolido tinha propor\u00e7\u00f5es colossais, podendo chegar a at\u00e9 dez vezes a massa de J\u00fapiter. J\u00e1 a estrela, localizada a aproximadamente 12 mil anos-luz da Terra, \u00e9 do tipo K \u2014 ligeiramente menor e menos quente que o Sol \u2014 e ainda est\u00e1 em sua fase est\u00e1vel, o que torna o fen\u00f4meno ainda mais surpreendente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que se imaginava em investiga\u00e7\u00f5es anteriores, o planeta n\u00e3o foi consumido porque a estrela se expandiu com a idade, mas sim por causa de intera\u00e7\u00f5es gravitacionais que fizeram sua \u00f3rbita encolher at\u00e9 que ele mergulhasse no n\u00facleo estelar.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"803\" height=\"399\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/james-webb.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-5236\" style=\"width:573px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/james-webb.webp 803w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/james-webb-300x149.webp 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/james-webb-768x382.webp 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/james-webb-150x75.webp 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/james-webb-360x180.webp 360w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/james-webb-750x373.webp 750w\" sizes=\"(max-width: 803px) 100vw, 803px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (Reprodu\u00e7\u00e3o\/NASA)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Poeira, g\u00e1s e um novo alerta c\u00f3smico<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A colis\u00e3o c\u00f3smica foi t\u00e3o intensa que provocou uma violenta libera\u00e7\u00e3o de material. Utilizando espectroscopia infravermelha, os cientistas detectaram sinais de hidrog\u00eanio, mon\u00f3xido de carbono e at\u00e9 tra\u00e7os de fosfina \u2014 subst\u00e2ncia rara associada \u00e0s atmosferas de gigantes gasosos como J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o impacto, o sistema estelar passou a exibir duas camadas distintas de poeira: uma mais fria e distante, formada logo ap\u00f3s a explos\u00e3o, e outra mais quente, composta provavelmente por restos do planeta que caiu. Essa reorganiza\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria ao redor da estrela surpreendeu os astr\u00f4nomos, j\u00e1 que se assemelha ao tipo de disco encontrado em regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, embora nesse caso represente o exato oposto: o fim de um mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cAo observarmos isso com os olhos do Webb, estamos diante de um vislumbre do destino final de sistemas planet\u00e1rios \u2014 inclusive o nosso\u201d<\/em>, afirma o astr\u00f4nomo Ryan Lau, principal autor da pesquisa publicada no The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno levanta quest\u00f5es importantes sobre o futuro do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar. Planetas conhecidos como \u201cJ\u00fapiteres quentes\u201d \u2014 aqueles com \u00f3rbitas muito pr\u00f3ximas de suas estrelas \u2014 podem estar fadados ao mesmo fim: serem lentamente puxados at\u00e9 o interior estelar por efeitos gravitacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a Terra orbite a uma dist\u00e2ncia segura do Sol atualmente, o avan\u00e7o da ci\u00eancia mostra que, em escalas de tempo c\u00f3smicas, a estabilidade planet\u00e1ria pode ser muito mais fr\u00e1gil do que se imaginava. <\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas agora planejam usar futuros instrumentos, como o Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman e o Observat\u00f3rio Vera C. Rubin, para identificar outros eventos semelhantes \u2014 e ampliar o conhecimento sobre como os sistemas planet\u00e1rios nascem, evoluem e, um dia, desaparecem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um fen\u00f4meno espacial in\u00e9dito foi registrado por cientistas da NASA: uma estrela engolindo um planeta gigante. 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