{"id":52362,"date":"2026-07-20T08:08:00","date_gmt":"2026-07-20T11:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=52362"},"modified":"2026-07-20T05:41:53","modified_gmt":"2026-07-20T08:41:53","slug":"brasileiros-sao-comunicados-sobre-aumento-de-preco-no-prato-feito-com-carne-arroz-e-feijao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/brasileiros-sao-comunicados-sobre-aumento-de-preco-no-prato-feito-com-carne-arroz-e-feijao\/","title":{"rendered":"Brasileiros s\u00e3o comunicados sobre aumento de pre\u00e7o no prato feito com carne, arroz e feij\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tradicional prato feito (PF), uma das refei\u00e7\u00f5es mais consumidas pelos brasileiros, ficou significativamente mais caro no primeiro semestre de 2026. Segundo levantamento do \u00cdndice do Prato Feito (IPF), o pre\u00e7o m\u00e9dio da refei\u00e7\u00e3o subiu 7,2% no per\u00edodo, mais que o dobro da infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumulou alta de 3,36%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em junho, o valor m\u00e9dio do prato feito no Brasil chegou a R$ 31,90. A pesquisa considerou refei\u00e7\u00f5es compostas por arroz, feij\u00e3o, uma prote\u00edna, salada e uma guarni\u00e7\u00e3o, refletindo o impacto das varia\u00e7\u00f5es dos custos de alimentos e das despesas dos restaurantes sobre o bolso do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora alguns itens importantes da refei\u00e7\u00e3o, como o arroz e parte das carnes, tenham apresentado estabilidade ou at\u00e9 redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os em determinados momentos do ano, os gastos para manter os estabelecimentos em funcionamento continuam elevados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os principais fatores est\u00e3o o aumento das tarifas de energia el\u00e9trica, que avan\u00e7aram 1,53% em junho, e a alta acumulada de 5,24% no aluguel comercial durante o primeiro semestre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, os efeitos econ\u00f4micos da guerra no Ir\u00e3 pressionaram as cota\u00e7\u00f5es internacionais do petr\u00f3leo, influenciando os custos do diesel e da gasolina. O aumento das despesas com transporte e log\u00edstica acabou impactando toda a cadeia de abastecimento dos restaurantes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Alimentos tamb\u00e9m ficaram mais caros<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do IPCA mostram que diversos produtos utilizados diariamente na composi\u00e7\u00e3o do prato feito registraram aumentos expressivos ao longo do semestre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os tub\u00e9rculos, ra\u00edzes e legumes acumularam alta de 67,71%. O feij\u00e3o-carioca, um dos principais ingredientes da refei\u00e7\u00e3o, ficou 52,82% mais caro no per\u00edodo. J\u00e1 hortali\u00e7as e verduras registraram aumento de 13,91%, enquanto as carnes avan\u00e7aram 5,6%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O arroz foi uma das poucas exce\u00e7\u00f5es, apresentando leve queda de 0,51% no semestre.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sul tem o prato feito mais caro do pa\u00eds<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento analisou 887 pre\u00e7os coletados presencialmente em restaurantes e tamb\u00e9m em plataformas de entrega nas cinco regi\u00f5es brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Regi\u00e3o Sul apresentou o maior pre\u00e7o m\u00e9dio do pa\u00eds, com o prato feito custando R$ 34,90 em junho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sequ\u00eancia aparecem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Centro-Oeste: R$ 34,45;<\/li>\n\n\n\n<li>Sudeste: R$ 31,99;<\/li>\n\n\n\n<li>Nordeste: R$ 30,00;<\/li>\n\n\n\n<li>Norte: R$ 29,99, o menor valor entre as regi\u00f5es pesquisadas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o estudo, fatores como custo dos im\u00f3veis comerciais, despesas com m\u00e3o de obra, log\u00edstica de distribui\u00e7\u00e3o, n\u00edvel de concorr\u00eancia e renda da popula\u00e7\u00e3o ajudam a explicar as diferen\u00e7as regionais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Consumidores buscam alternativas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o aumento do custo das refei\u00e7\u00f5es fora de casa, trabalhadores que almo\u00e7am diariamente em restaurantes podem gastar cerca de R$ 640 por m\u00eas apenas com o prato feito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante desse cen\u00e1rio, muitos consumidores passaram a preparar refei\u00e7\u00f5es em casa e levar marmitas para o trabalho como forma de reduzir as despesas com alimenta\u00e7\u00e3o. Os respons\u00e1veis pelo levantamento destacam que o \u00cdndice do Prato Feito (IPF) n\u00e3o substitui o IPCA, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tradicional prato feito (PF), uma das refei\u00e7\u00f5es mais consumidas pelos brasileiros, ficou significativamente mais caro no primeiro semestre de 2026. 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