{"id":52433,"date":"2026-07-25T14:39:00","date_gmt":"2026-07-25T17:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=52433"},"modified":"2026-07-20T13:12:36","modified_gmt":"2026-07-20T16:12:36","slug":"no-japao-existe-uma-lei-que-impede-mulheres-de-ocuparem-o-cargo-mais-alto-porem-essa-regra-esta-prestes-a-cair","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/no-japao-existe-uma-lei-que-impede-mulheres-de-ocuparem-o-cargo-mais-alto-porem-essa-regra-esta-prestes-a-cair\/","title":{"rendered":"No Jap\u00e3o existe uma lei que impede mulheres de ocuparem o cargo mais alto, por\u00e9m essa regra est\u00e1 prestes a cair"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Jap\u00e3o voltou a discutir as regras que definem quem pode ocupar o Trono do Cris\u00e2ntemo, diante da crescente preocupa\u00e7\u00e3o com a falta de herdeiros homens na fam\u00edlia imperial. Embora o Parlamento japon\u00eas tenha aprovado uma reforma para tentar preservar a sucess\u00e3o masculina, o debate sobre permitir que mulheres se tornem imperadoras ganhou for\u00e7a entre especialistas e a popula\u00e7\u00e3o, reacendendo uma discuss\u00e3o hist\u00f3rica sobre igualdade de g\u00eanero e tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, a legisla\u00e7\u00e3o japonesa determina que apenas homens descendentes da linhagem paterna da fam\u00edlia imperial podem herdar o trono. Na pr\u00e1tica, isso impede que a princesa Aiko, \u00fanica filha do imperador Naruhito, de 24 anos, assuma a posi\u00e7\u00e3o, mesmo sendo uma das figuras mais populares da monarquia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A preocupa\u00e7\u00e3o aumentou porque a fam\u00edlia imperial conta hoje com apenas tr\u00eas homens aptos a suceder Naruhito: o pr\u00edncipe herdeiro Akishino, de 60 anos; seu filho, o pr\u00edncipe Hisahito, de 19 anos; e o pr\u00edncipe Hitachi, tio do imperador, que j\u00e1 tem 90 anos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/The_Imperial_Family_of_Japan_2021_\u5916\u52d9\u7701-scaled-1-1200x800.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-52434\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/The_Imperial_Family_of_Japan_2021_\u5916\u52d9\u7701-scaled-1-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/The_Imperial_Family_of_Japan_2021_\u5916\u52d9\u7701-scaled-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/The_Imperial_Family_of_Japan_2021_\u5916\u52d9\u7701-scaled-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/The_Imperial_Family_of_Japan_2021_\u5916\u52d9\u7701-scaled-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/The_Imperial_Family_of_Japan_2021_\u5916\u52d9\u7701-scaled-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/The_Imperial_Family_of_Japan_2021_\u5916\u52d9\u7701-scaled-1-150x100.jpg 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/The_Imperial_Family_of_Japan_2021_\u5916\u52d9\u7701-scaled-1-750x500.jpg 750w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/The_Imperial_Family_of_Japan_2021_\u5916\u52d9\u7701-scaled-1-1140x760.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Kyodo)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com um n\u00famero cada vez menor de integrantes masculinos na fam\u00edlia, o Parlamento aprovou a primeira grande revis\u00e3o das regras de sucess\u00e3o em d\u00e9cadas. Entre as mudan\u00e7as est\u00e1 a possibilidade de homens pertencentes a antigos ramos colaterais da fam\u00edlia imperial, que perderam o status de membros da realeza ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, retornarem oficialmente \u00e0 Casa Imperial por meio de ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses homens n\u00e3o poder\u00e3o assumir imediatamente o trono, mas seus futuros filhos do sexo masculino poder\u00e3o entrar na linha sucess\u00f3ria, ampliando as possibilidades de continuidade da monarquia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra altera\u00e7\u00e3o aprovada permite que princesas mantenham o status de integrantes da fam\u00edlia imperial mesmo ap\u00f3s se casarem com cidad\u00e3os comuns. Pela legisla\u00e7\u00e3o anterior, elas deixavam automaticamente a fam\u00edlia imperial ao oficializar esse tipo de uni\u00e3o, reduzindo ainda mais o n\u00famero de membros da monarquia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Princesa Aiko segue impedida de herdar o trono<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar das mudan\u00e7as, a principal regra permaneceu inalterada: mulheres continuam proibidas de ocupar o Trono do Cris\u00e2ntemo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o frustrou grupos que defendem uma reforma mais ampla. Pesquisas de opini\u00e3o mostram que a maioria da popula\u00e7\u00e3o japonesa apoia a possibilidade de uma mulher assumir o trono. Levantamento do jornal <em>Mainichi Shimbun<\/em> apontou que cerca de 73% dos entrevistados s\u00e3o favor\u00e1veis \u00e0 exist\u00eancia de uma imperatriz reinante, enquanto apenas uma pequena parcela se posiciona contra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Especialistas tamb\u00e9m afirmam que permitir apenas sucessores homens torna a estabilidade da monarquia cada vez mais delicada, j\u00e1 que a fam\u00edlia imperial vem diminuindo continuamente nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tradi\u00e7\u00e3o centen\u00e1ria enfrenta press\u00e3o por mudan\u00e7as<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a sucess\u00e3o exclusivamente masculina seja frequentemente apresentada como uma tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, estudiosos lembram que o Jap\u00e3o j\u00e1 teve oito mulheres ocupando o trono ao longo de sua hist\u00f3ria. A \u00faltima delas foi a imperatriz Gosakuramachi, que governou entre 1762 e 1770.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A regra atual foi formalizada pela primeira vez na Lei da Casa Imperial de 1890, durante um per\u00edodo em que o pa\u00eds refor\u00e7ava estruturas sociais patriarcais. Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, a legisla\u00e7\u00e3o foi praticamente mantida na Constitui\u00e7\u00e3o de 1947.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2005, uma comiss\u00e3o criada pelo ent\u00e3o primeiro-ministro Junichiro Koizumi recomendou autorizar tanto imperatrizes quanto a sucess\u00e3o por linhagem feminina. A proposta, por\u00e9m, foi arquivada ap\u00f3s o nascimento do pr\u00edncipe Hisahito, em 2006, primeiro menino da fam\u00edlia imperial em cerca de 40 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Jap\u00e3o voltou a discutir as regras que definem quem pode ocupar o Trono do Cris\u00e2ntemo, diante da crescente preocupa\u00e7\u00e3o com a falta de herdeiros homens na fam\u00edlia imperial. 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