{"id":52540,"date":"2026-07-21T10:04:00","date_gmt":"2026-07-21T13:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=52540"},"modified":"2026-07-21T05:47:10","modified_gmt":"2026-07-21T08:47:10","slug":"apos-virarem-febre-na-europa-postos-de-gasolina-sem-frentistas-devem-chegar-ao-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/apos-virarem-febre-na-europa-postos-de-gasolina-sem-frentistas-devem-chegar-ao-brasil\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s virarem febre na Europa, postos de gasolina sem frentistas devem chegar ao Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O modelo de postos de combust\u00edveis sem frentistas, comum em diversos pa\u00edses da Europa e tamb\u00e9m nos Estados Unidos, pode come\u00e7ar a ganhar espa\u00e7o no Brasil. Um projeto de lei em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional pretende autorizar que at\u00e9 50% das bombas de abastecimento funcionem no sistema de autosservi\u00e7o, permitindo que o pr\u00f3prio motorista abaste\u00e7a o ve\u00edculo, caso deseje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, a pr\u00e1tica \u00e9 proibida em todo o territ\u00f3rio nacional pela Lei n\u00ba 9.956, de 2000. A legisla\u00e7\u00e3o foi criada com o objetivo de preservar os empregos dos frentistas e refor\u00e7ar a seguran\u00e7a durante o abastecimento, restringindo o manuseio de combust\u00edveis a profissionais treinados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A proposta, apresentada pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO), prev\u00ea que os consumidores possam escolher entre realizar o abastecimento por conta pr\u00f3pria ou solicitar o atendimento tradicional de um frentista. Pelo texto, apenas at\u00e9 metade das bombas dos postos poder\u00e1 operar no formato de autosservi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a justificativa do projeto, a medida busca modernizar o setor, ampliar a liberdade de escolha do consumidor, reduzir custos operacionais dos estabelecimentos e acompanhar um modelo j\u00e1 consolidado em diversos mercados internacionais. O parlamentar tamb\u00e9m argumenta que os equipamentos atuais contam com avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos capazes de oferecer mais seguran\u00e7a, inclusive para ve\u00edculos h\u00edbridos e el\u00e9tricos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sistema j\u00e1 \u00e9 adotado em diversos pa\u00edses<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O abastecimento sem frentistas \u00e9 uma realidade h\u00e1 d\u00e9cadas em pa\u00edses como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Canad\u00e1, al\u00e9m de ser bastante difundido em v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es europeias. Nos Estados Unidos, o sistema come\u00e7ou a se expandir ainda na d\u00e9cada de 1950 e, desde os anos 1980, passou a incorporar o pagamento diretamente nas bombas por cart\u00e3o de cr\u00e9dito, modelo que hoje domina o mercado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Am\u00e9rica Latina, pa\u00edses como Chile e Argentina adotam um formato h\u00edbrido, no qual convivem bombas de autosservi\u00e7o e atendimento tradicional. Dessa forma, o motorista decide qual modalidade prefere utilizar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Especialistas apontam que o sistema reduz custos operacionais para os postos e pode aumentar a efici\u00eancia do atendimento. Em alguns mercados, o autosservi\u00e7o tamb\u00e9m impulsiona as vendas nas lojas de conveni\u00eancia, j\u00e1 que muitos consumidores entram no estabelecimento para realizar pagamentos ou adquirir outros produtos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mudan\u00e7a enfrenta resist\u00eancia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos argumentos favor\u00e1veis \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o, a proposta encontra forte oposi\u00e7\u00e3o de sindicatos e entidades representativas da categoria. O principal receio \u00e9 o impacto sobre o emprego dos frentistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, o Brasil possui mais de 500 mil profissionais atuando em postos de combust\u00edveis. Representantes do setor afirmam que a ado\u00e7\u00e3o do autosservi\u00e7o pode resultar em demiss\u00f5es e reduzir postos de trabalho em uma das maiores categorias do segmento de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caso seja aprovado pelo Congresso e sancionado, o projeto alterar\u00e1 uma regra que est\u00e1 em vigor h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas e poder\u00e1 abrir caminho para um novo modelo de abastecimento no pa\u00eds, mantendo a possibilidade de conviv\u00eancia entre o atendimento realizado por frentistas e o sistema de autosservi\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O modelo de postos de combust\u00edveis sem frentistas, comum em diversos pa\u00edses da Europa e tamb\u00e9m nos Estados Unidos, pode come\u00e7ar a ganhar espa\u00e7o no Brasil. 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