{"id":53233,"date":"2026-07-28T06:46:00","date_gmt":"2026-07-28T09:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=53233"},"modified":"2026-07-27T14:08:42","modified_gmt":"2026-07-27T17:08:42","slug":"enquanto-o-ponto-mais-alto-da-terra-tem-8-848-metros-de-altitude-o-ponto-mais-profundo-do-planeta-e-ainda-maior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/enquanto-o-ponto-mais-alto-da-terra-tem-8-848-metros-de-altitude-o-ponto-mais-profundo-do-planeta-e-ainda-maior\/","title":{"rendered":"Enquanto o ponto mais alto da Terra tem 8.848 metros de altitude, o ponto mais profundo do planeta \u00e9 ainda maior"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando se fala nos extremos do planeta, o Monte Everest costuma ser a primeira refer\u00eancia. Com 8.849 metros de altitude, a montanha localizada na cordilheira do Himalaia, entre o Nepal e o Tibete, \u00e9 o ponto mais alto da Terra. No entanto, poucos sabem que o ponto mais profundo do planeta ultrapassa essa marca com folga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Fossa das Marianas, situada no noroeste do Oceano Pac\u00edfico, alcan\u00e7a cerca de 10.984 metros de profundidade em seu ponto mais conhecido, o Challenger Deep. Isso significa que, se o Everest fosse colocado dentro da fossa, seu cume ainda permaneceria mais de 2 mil metros abaixo da superf\u00edcie do mar.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"681\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-166.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-53238\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-166.png 900w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-166-300x227.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-166-768x581.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-166-150x114.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-166-750x568.png 750w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Shutterstock)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Monte Everest foi identificado como a montanha mais alta do mundo em 1856, durante o Grande Levantamento Trigonom\u00e9trico realizado pelos brit\u00e2nicos no subcontinente indiano. A montanha recebeu esse nome em homenagem ao ge\u00f3grafo George Everest, ex-chefe do servi\u00e7o de cartografia da \u00cdndia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhecido como Chomolungma no Tibete e Sagarmatha no Nepal, o Everest tornou-se um dos maiores s\u00edmbolos do montanhismo mundial. A primeira ascens\u00e3o registrada ocorreu em 1953, quando o neozeland\u00eas Edmund Hillary e o guia sherpa Tenzing Norgay alcan\u00e7aram o topo da montanha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sherpas, povo origin\u00e1rio da regi\u00e3o do Himalaia, desempenham papel fundamental nas expedi\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de sua experi\u00eancia em escaladas, est\u00e3o adaptados naturalmente \u00e0s baixas concentra\u00e7\u00f5es de oxig\u00eanio encontradas em grandes altitudes, tornando poss\u00edvel a log\u00edstica de muitas expedi\u00e7\u00f5es ao Everest.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fossa das Marianas permanece cercada de mist\u00e9rios<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto o Everest desafia alpinistas, a Fossa das Marianas representa um dos ambientes mais extremos do planeta para a ci\u00eancia. A depress\u00e3o oce\u00e2nica foi descoberta em 1875 durante uma expedi\u00e7\u00e3o do navio brit\u00e2nico HMS Challenger, quando a profundidade ainda era medida com cabos e pesos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Localizada na regi\u00e3o onde a placa tect\u00f4nica do Pac\u00edfico mergulha sob a placa das Filipinas, a fossa j\u00e1 foi medida diversas vezes por equipamentos modernos, como ecobat\u00edmetros, sondas e ve\u00edculos submarinos operados remotamente. As estimativas variam entre 10.900 e 11.034 metros, sendo a medi\u00e7\u00e3o de aproximadamente 10.984 metros uma das mais aceitas atualmente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mariana Trench: 6,600m Exploration\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/g9DOHpLS19E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde 2009, grande parte da \u00e1rea integra o Monumento Nacional Marinho da Fossa das Marianas, uma zona protegida destinada \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental e \u00e0 pesquisa cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ambiente extremo desafia pesquisadores<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fundo da Fossa das Marianas, a luz solar nunca chega. A temperatura permanece poucos graus acima de zero e a press\u00e3o da \u00e1gua \u00e9 aproximadamente mil vezes maior do que a press\u00e3o atmosf\u00e9rica ao n\u00edvel do mar, chegando a cerca de oito toneladas por polegada quadrada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas condi\u00e7\u00f5es fizeram com que, durante d\u00e9cadas, cientistas acreditassem que nenhuma forma de vida poderia sobreviver naquela profundidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira miss\u00e3o tripulada ao Challenger Deep aconteceu em 1960, quando Jacques Piccard e o tenente da Marinha dos Estados Unidos Don Walsh desceram a bordo do batiscafo <em>Trieste<\/em>. Ap\u00f3s cerca de cinco horas de descida, permaneceram apenas 20 minutos no fundo do oceano, tempo suficiente para registrar ind\u00edcios de organismos vivos e abrir novas perspectivas para a pesquisa cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Novas descobertas ainda podem surgir<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo ap\u00f3s d\u00e9cadas de estudos, os pesquisadores reconhecem que conhecem apenas uma pequena parte da biodiversidade existente na Fossa das Marianas. Expedi\u00e7\u00f5es recentes encontraram anf\u00edpodes semelhantes a pequenos camar\u00f5es, holot\u00farias transl\u00facidas e diversos microrganismos capazes de sobreviver em condi\u00e7\u00f5es consideradas extremas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas acreditam que esses organismos podem contribuir para avan\u00e7os nas \u00e1reas de biotecnologia, biomedicina e at\u00e9 para a compreens\u00e3o da origem da vida na Terra. Al\u00e9m disso, o estudo das forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas da regi\u00e3o ajuda a entender melhor os terremotos submarinos e os tsunamis que atingem pa\u00edses banhados pelo Oceano Pac\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se fala nos extremos do planeta, o Monte Everest costuma ser a primeira refer\u00eancia. Com 8.849 metros de altitude, a montanha localizada na cordilheira do Himalaia, entre o Nepal e o Tibete, \u00e9 o ponto mais alto da Terra. 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