{"id":5362,"date":"2025-04-21T20:31:00","date_gmt":"2025-04-21T23:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=5362"},"modified":"2025-05-30T09:33:02","modified_gmt":"2025-05-30T12:33:02","slug":"idade-minima-para-se-aposentar-deve-subir-para-78-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/idade-minima-para-se-aposentar-deve-subir-para-78-anos\/","title":{"rendered":"Idade m\u00ednima para se aposentar deve subir para 78 anos"},"content":{"rendered":"\n<p>Um novo estudo do Banco Mundial acendeu o alerta sobre o futuro da Previd\u00eancia Social no Brasil. Se nenhuma mudan\u00e7a for feita nas regras atuais, a idade m\u00ednima para se aposentar pode subir para 72 anos em 2040 e chegar a 78 anos em 2060. A proje\u00e7\u00e3o foi divulgada pelo jornal Valor Econ\u00f4mico e aponta a necessidade urgente de novos ajustes no sistema previdenci\u00e1rio do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise parte da tentativa de manter a chamada taxa de depend\u00eancia \u2014 propor\u00e7\u00e3o entre idosos (65+) e a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa (20 a 64 anos) \u2014 nos mesmos n\u00edveis registrados em 2020, ano seguinte \u00e0 reforma da Previd\u00eancia. Com o envelhecimento acelerado da popula\u00e7\u00e3o e a queda na taxa de fecundidade, manter esse equil\u00edbrio sem mudan\u00e7as nas regras ser\u00e1 praticamente imposs\u00edvel, segundo o estudo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reformas n\u00e3o foram suficientes para segurar o impacto demogr\u00e1fico<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A reforma da Previd\u00eancia de 2019 estabeleceu idades m\u00ednimas de 65 anos para homens e 62 para mulheres. No entanto, de acordo com o Banco Mundial, essas altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para enfrentar o impacto do envelhecimento populacional. Hoje, apenas 56,4% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa contribui para o Regime Geral da Previd\u00eancia Social (RGPS), o que fragiliza ainda mais o sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo enfatiza que n\u00e3o \u00e9 mais vi\u00e1vel compensar o envelhecimento apenas com aumentos da idade m\u00ednima. Entre as sugest\u00f5es de medidas para evitar esse cen\u00e1rio extremo, est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Aproxima\u00e7\u00e3o das idades de aposentadoria entre homens e mulheres;<\/li>\n\n\n\n<li>Fim das diferen\u00e7as entre trabalhadores urbanos e rurais;<\/li>\n\n\n\n<li>Revis\u00e3o das regras para pens\u00f5es por morte;<\/li>\n\n\n\n<li>Rediscuss\u00e3o de benef\u00edcios m\u00ednimos e contribui\u00e7\u00f5es especiais.<\/li>\n\n\n\n<li>Envelhecimento no Brasil ocorre em ritmo mais acelerado que na Europa<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Outro dado preocupante do levantamento \u00e9 a velocidade com que o Brasil est\u00e1 envelhecendo. Enquanto pa\u00edses da Europa levaram cerca de 70 anos para dobrar sua taxa de depend\u00eancia (de 15 para 30), a proje\u00e7\u00e3o para o Brasil \u00e9 de que esse mesmo salto ocorra em apenas 23 anos. Isso significa que o pa\u00eds ter\u00e1 um tempo muito mais curto para ajustar suas pol\u00edticas p\u00fablicas e previdenci\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>O Banco Mundial conclui que, se o pa\u00eds n\u00e3o agir com rapidez e profundidade, o sistema previdenci\u00e1rio poder\u00e1 se tornar insustent\u00e1vel, for\u00e7ando medidas extremas como o aumento da idade m\u00ednima para 78 anos \u2014 o que representa um desafio enorme para a popula\u00e7\u00e3o trabalhadora e para o pr\u00f3prio modelo de prote\u00e7\u00e3o social brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo do Banco Mundial acendeu o alerta sobre o futuro da Previd\u00eancia Social no Brasil. Se nenhuma mudan\u00e7a for feita nas regras atuais, a idade m\u00ednima para se aposentar pode subir para 72 anos em 2040 e chegar a 78 anos em 2060. A proje\u00e7\u00e3o foi divulgada pelo jornal Valor Econ\u00f4mico e aponta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":5368,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5362","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5362","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5362"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5362\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5369,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5362\/revisions\/5369"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5368"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}