{"id":53832,"date":"2026-08-01T09:28:00","date_gmt":"2026-08-01T12:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=53832"},"modified":"2026-07-31T06:51:00","modified_gmt":"2026-07-31T09:51:00","slug":"moradores-de-al-ba-ce-rn-pb-pe-e-pi-recebem-alerta-de-perigo-extremo-com-98-de-chance-de-acontecer-ate-2027","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/moradores-de-al-ba-ce-rn-pb-pe-e-pi-recebem-alerta-de-perigo-extremo-com-98-de-chance-de-acontecer-ate-2027\/","title":{"rendered":"Moradores de AL, BA, CE, RN, PB, PE e PI recebem alerta de perigo extremo com 98% de chance de acontecer at\u00e9 2027"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um monitor clim\u00e1tico desenvolvido a partir de dados da Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos Estados Unidos (NOAA) indica que o fen\u00f4meno El Ni\u00f1o segue em processo de intensifica\u00e7\u00e3o e apresenta <strong>98% de probabilidade de persistir at\u00e9 fevereiro de 2027<\/strong>. O cen\u00e1rio acende um alerta para diversas regi\u00f5es do pa\u00eds, especialmente no Nordeste, onde <strong>Alagoas, Bahia, Cear\u00e1, Rio Grande do Norte, Para\u00edba, Pernambuco e Piau\u00ed<\/strong> est\u00e3o entre os estados classificados em n\u00edvel cr\u00edtico de risco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o painel de monitoramento, sete estados aparecem na faixa de maior preocupa\u00e7\u00e3o, enquanto outros 12 est\u00e3o em n\u00edvel de alto risco, seis apresentam risco moderado e apenas dois registram baixo impacto previsto ao longo de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os efeitos do El Ni\u00f1o j\u00e1 s\u00e3o sentidos em diferentes partes do Brasil. Levantamento da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios (CNM), com base em informa\u00e7\u00f5es registradas no Sistema Integrado de Informa\u00e7\u00f5es sobre Desastres (S2iD), mostra que <strong>206 munic\u00edpios brasileiros<\/strong> sofreram impactos relacionados ao fen\u00f4meno desde o in\u00edcio de julho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os dias 1\u00ba e 24 do m\u00eas, foram decretadas <strong>240 situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia em 13 estados<\/strong>, motivadas por temporais, enchentes, inunda\u00e7\u00f5es, secas, estiagens e inc\u00eandios florestais. Mais de <strong>537 mil pessoas<\/strong> foram afetadas no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os preju\u00edzos estimados chegam a <strong>R$ 3,5 bilh\u00f5es<\/strong>, valor 53,8% superior ao registrado no mesmo per\u00edodo do ano anterior. Desse total, cerca de <strong>R$ 3,4 bilh\u00f5es<\/strong> recaem sobre o setor privado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A seca e a estiagem responderam por mais de 86% das perdas registradas, com maior concentra\u00e7\u00e3o no Nordeste. Segundo a CNM, 53 munic\u00edpios da regi\u00e3o foram diretamente atingidos pela intensifica\u00e7\u00e3o desses eventos clim\u00e1ticos. Apenas Sergipe e Maranh\u00e3o n\u00e3o registraram situa\u00e7\u00f5es de anormalidade relacionadas ao fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Agricultura, energia e infla\u00e7\u00e3o est\u00e3o entre os setores mais afetados<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m dos impactos ambientais, especialistas alertam para reflexos econ\u00f4micos provocados pelo El Ni\u00f1o. Um relat\u00f3rio divulgado pela XP Investimentos aponta que os efeitos poder\u00e3o atingir \u00e1reas como agricultura, gera\u00e7\u00e3o de energia, transporte e varejo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O governo federal j\u00e1 trabalha com a possibilidade de perdas nas safras de arroz e milho e avalia o acionamento de usinas termel\u00e9tricas para compensar eventual redu\u00e7\u00e3o na gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica. O custo estimado dessas medidas \u00e9 de aproximadamente <strong>R$ 1,3 bilh\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na agricultura, a preocupa\u00e7\u00e3o envolve principalmente culturas como soja, milho e hortifrutigranjeiros, al\u00e9m dos impactos sobre a pecu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Press\u00e3o sobre os pre\u00e7os dos alimentos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As proje\u00e7\u00f5es indicam que o fen\u00f4meno tamb\u00e9m poder\u00e1 influenciar a infla\u00e7\u00e3o dos alimentos. Segundo os economistas da XP Investimentos, o El Ni\u00f1o pode acrescentar <strong>0,35 ponto percentual ao IPCA em 2026<\/strong>, com impacto de <strong>2,3 pontos percentuais<\/strong> nos pre\u00e7os da alimenta\u00e7\u00e3o consumida em casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para 2027, a expectativa \u00e9 de novos efeitos, especialmente sobre frutas, verduras e legumes. A infla\u00e7\u00e3o dos alimentos in natura pode atingir um pico pr\u00f3ximo de <strong>20% no segundo trimestre de 2027<\/strong>, antes de desacelerar gradualmente at\u00e9 2028.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um monitor clim\u00e1tico desenvolvido a partir de dados da Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos Estados Unidos (NOAA) indica que o fen\u00f4meno El Ni\u00f1o segue em processo de intensifica\u00e7\u00e3o e apresenta 98% de probabilidade de persistir at\u00e9 fevereiro de 2027. O cen\u00e1rio acende um alerta para diversas regi\u00f5es do pa\u00eds, especialmente no Nordeste, onde Alagoas, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":6711,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-53832","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53832","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53832"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53832\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53833,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53832\/revisions\/53833"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6711"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}