{"id":54022,"date":"2026-08-03T17:29:00","date_gmt":"2026-08-03T20:29:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=54022"},"modified":"2026-08-03T06:15:57","modified_gmt":"2026-08-03T09:15:57","slug":"maior-catastrofe-da-historia-do-planeta-terra-aconteceu-no-mexico-ha-66-milhoes-de-anos-segundo-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/maior-catastrofe-da-historia-do-planeta-terra-aconteceu-no-mexico-ha-66-milhoes-de-anos-segundo-cientistas\/","title":{"rendered":"Maior cat\u00e1strofe da hist\u00f3ria do Planeta Terra aconteceu no M\u00e9xico h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos, segundo cientistas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros, considerada um dos eventos mais devastadores da hist\u00f3ria da Terra, pode ter sido ainda mais dram\u00e1tica do que se imaginava. Um novo estudo sugere que, logo ap\u00f3s a queda do asteroide que formou a Cratera de Chicxulub, na atual Pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n, no M\u00e9xico, uma intensa onda de calor teria incendiado grande parte da vegeta\u00e7\u00e3o do planeta, matando in\u00fameros animais nas primeiras horas ap\u00f3s o impacto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A colis\u00e3o ocorreu h\u00e1 cerca de 66 milh\u00f5es de anos, no fim do per\u00edodo Cret\u00e1ceo, marcando a fronteira geol\u00f3gica conhecida como K\u2013Pg, que separa a chamada &#8220;Era dos R\u00e9pteis&#8221; da ascens\u00e3o dos mam\u00edferos. O impacto provocou uma das maiores extin\u00e7\u00f5es em massa j\u00e1 registradas, eliminando aproximadamente 75% das esp\u00e9cies existentes na \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo trabalho, publicado na revista cient\u00edfica <em>JGR Biogeosciences<\/em>, prop\u00f5e que modelos anteriores subestimaram a quantidade de poeira extremamente fina lan\u00e7ada \u00e0 atmosfera ap\u00f3s o impacto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo os pesquisadores, parte da rocha vaporizada n\u00e3o se condensou imediatamente em pequenas esferas de material derretido, permanecendo como uma fina camada de poeira rica em silicatos. Evid\u00eancias desse material foram encontradas inicialmente no s\u00edtio fossil\u00edfero de Tanis, nos Estados Unidos, e posteriormente identificadas tamb\u00e9m na Bacia de Raton, na fronteira entre Colorado e Novo M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas calcularam que essa poeira teria funcionado como uma esp\u00e9cie de &#8220;cobertor t\u00e9rmico&#8221;, intensificando o calor irradiado de volta para a superf\u00edcie. A estimativa \u00e9 que o pulso t\u00e9rmico tenha sido cerca de 3,5 vezes mais intenso do que indicavam estudos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com isso, gram\u00edneas, l\u00edquens e folhas secas poderiam entrar em combust\u00e3o rapidamente, alimentando inc\u00eandios de grandes propor\u00e7\u00f5es. A pesquisa ainda estima que animais terrestres expostos receberam uma dose de calor aproximadamente 17 vezes superior ao limite considerado letal para seres humanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores apontam que animais protegidos em tocas subterr\u00e2neas ou ambientes aqu\u00e1ticos tiveram maiores chances de sobreviver \u00e0s primeiras horas ap\u00f3s a colis\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"650\" height=\"366\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-54024\" style=\"width:754px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-8.png 650w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-8-300x169.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-8-150x84.png 150w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Pixabay)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Inverno global continuou sendo decisivo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois da onda inicial de calor, a enorme quantidade de poeira lan\u00e7ada \u00e0 atmosfera teria bloqueado a entrada de luz solar por anos, provocando um intenso resfriamento global conhecido como &#8220;inverno de impacto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse per\u00edodo reduziu drasticamente a fotoss\u00edntese, comprometeu cadeias alimentares e consolidou a extin\u00e7\u00e3o em massa que marcou o desaparecimento dos dinossauros n\u00e3o avi\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da nova hip\u00f3tese sobre os inc\u00eandios, os pesquisadores destacam que o mecanismo geral da extin\u00e7\u00e3o permanece o mesmo: o impacto desencadeou uma sequ\u00eancia de eventos clim\u00e1ticos extremos que transformaram completamente o planeta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Asteroide pode ter sido mais raro do que se pensava<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro estudo recente, publicado na revista <em>Science Advances<\/em>, trouxe novas pistas sobre a origem do corpo celeste respons\u00e1vel pela colis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipe liderada pelo pesquisador Georgy V. Makhatadze, da Universidade da Col\u00fambia Brit\u00e2nica, analisou is\u00f3topos de n\u00edquel preservados em camadas de argila na Dinamarca, Espanha e It\u00e1lia e comparou os resultados com diferentes tipos de meteoritos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As an\u00e1lises indicam que o objeto provavelmente era um condrito carbon\u00e1ceo do tipo CO \u2014 ou possivelmente CT \u2014, um grupo raro que representa cerca de 5% dos meteoritos desse tipo encontrados na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses meteoritos possuem menor quantidade de \u00e1gua, enxofre e carbono do que se acreditava anteriormente. Segundo os pesquisadores, isso indica que o enxofre presente no pr\u00f3prio asteroide teve papel menor no resfriamento global do que sugeriam modelos antigos. Nesse cen\u00e1rio, a maior parte do bloqueio da luz solar teria sido causada pela gigantesca nuvem de poeira e rochas pulverizadas lan\u00e7ada pela colis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros, considerada um dos eventos mais devastadores da hist\u00f3ria da Terra, pode ter sido ainda mais dram\u00e1tica do que se imaginava. 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