{"id":54387,"date":"2026-08-06T15:31:00","date_gmt":"2026-08-06T18:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=54387"},"modified":"2026-08-06T06:03:47","modified_gmt":"2026-08-06T09:03:47","slug":"china-apresenta-nova-arma-capaz-de-destruir-ate-asteroides","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/china-apresenta-nova-arma-capaz-de-destruir-ate-asteroides\/","title":{"rendered":"China apresenta nova arma capaz de destruir at\u00e9 asteroides"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cientistas chineses apresentaram uma nova estrat\u00e9gia para enfrentar uma das maiores amea\u00e7as vindas do espa\u00e7o: asteroides em rota de colis\u00e3o com a Terra. O m\u00e9todo estudado prev\u00ea o uso de uma sonda para perfurar a superf\u00edcie do objeto e instalar uma carga nuclear em seu interior, aumentando a efici\u00eancia da explos\u00e3o para destruir ou alterar sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa foi desenvolvida por uma equipe liderada por pesquisadores da <strong>Academia Chinesa de Tecnologia de Ve\u00edculos de Lan\u00e7amento<\/strong>, em Pequim, e publicada na revista cient\u00edfica <em>Space: Science &amp; Technology<\/em>. Segundo os cientistas, a t\u00e9cnica seria especialmente \u00fatil contra asteroides com mais de <strong>100 metros de di\u00e2metro<\/strong>, desde que exista tempo suficiente para preparar a miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O plano envolve duas etapas. Primeiro, uma nave lan\u00e7aria um dispositivo met\u00e1lico contra o asteroide para abrir uma cavidade profunda na superf\u00edcie. Depois, uma segunda espa\u00e7onave depositaria uma bomba nuclear dentro do buraco criado e realizaria a detona\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com as simula\u00e7\u00f5es feitas pelos pesquisadores, uma explos\u00e3o equivalente a <strong>3 megatons<\/strong>, cerca de <strong>200 vezes a pot\u00eancia da bomba lan\u00e7ada sobre Hiroshima<\/strong>, poderia destruir completamente um asteroide com aproximadamente <strong>100 metros de largura<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de aumentar o poder destrutivo, o enterramento da carga nuclear permitiria maior controle sobre o impacto. Os cientistas descobriram que posicionar a bomba a cerca de <strong>30 metros de profundidade<\/strong> poderia triplicar a altera\u00e7\u00e3o de velocidade do asteroide em compara\u00e7\u00e3o com uma explos\u00e3o realizada pr\u00f3xima \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"977\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-50-1200x977.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-54389\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-50-1200x977.png 1200w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-50-300x244.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-50-768x625.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-50-150x122.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-50-750x611.png 750w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-50-1140x928.png 1140w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-50.png 1368w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Southwest Research Institute via Eurekalert)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Defesa contra amea\u00e7as espaciais de curto prazo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores afirmam que a estrat\u00e9gia pode representar uma alternativa para situa\u00e7\u00f5es em que a humanidade tenha pouco tempo para reagir diante de um asteroide perigoso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, uma das principais t\u00e9cnicas testadas para desviar objetos espaciais \u00e9 o impacto cin\u00e9tico, como ocorreu na miss\u00e3o <strong>DART<\/strong>, da Nasa, realizada em 2022. O experimento demonstrou que uma colis\u00e3o controlada pode alterar a \u00f3rbita de um pequeno asteroide, mas os cientistas chineses afirmam que esse m\u00e9todo teria limita\u00e7\u00f5es contra objetos maiores ou detectados pouco tempo antes de uma poss\u00edvel colis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o estudo, a detona\u00e7\u00e3o nuclear continua sendo uma das op\u00e7\u00f5es mais eficientes para modificar rapidamente a trajet\u00f3ria de grandes asteroides pr\u00f3ximos da Terra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Simula\u00e7\u00f5es indicam mudan\u00e7a de trajet\u00f3ria de asteroides gigantes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da destrui\u00e7\u00e3o completa de objetos menores, os pesquisadores analisaram a possibilidade de desviar asteroides de grandes dimens\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma das simula\u00e7\u00f5es, um asteroide com cerca de <strong>1 quil\u00f4metro de di\u00e2metro<\/strong> poderia receber uma altera\u00e7\u00e3o de velocidade superior a <strong>30 cent\u00edmetros por segundo<\/strong> ap\u00f3s uma detona\u00e7\u00e3o nuclear posicionada em uma cavidade profunda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos resultados promissores, a t\u00e9cnica ainda est\u00e1 em fase te\u00f3rica e depende de avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos para ser transformada em uma miss\u00e3o real. Os cientistas destacam que fatores como velocidade de lan\u00e7amento, precis\u00e3o do impacto e capacidade de transporte de equipamentos espaciais ainda precisam ser avaliados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Asteroides continuam sendo uma preocupa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Grandes asteroides j\u00e1 provocaram mudan\u00e7as ambientais severas na hist\u00f3ria da Terra, incluindo eventos associados a extin\u00e7\u00f5es em massa. Atualmente, ag\u00eancias espaciais monitoram milhares de objetos pr\u00f3ximos ao planeta, mas especialistas alertam que ainda existem muitos asteroides de grande porte n\u00e3o identificados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os pesquisadores chineses, o novo estudo serve como uma base para futuros sistemas de defesa planet\u00e1ria, principalmente em cen\u00e1rios em que a humanidade tenha pouco tempo para impedir uma poss\u00edvel colis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas chineses apresentaram uma nova estrat\u00e9gia para enfrentar uma das maiores amea\u00e7as vindas do espa\u00e7o: asteroides em rota de colis\u00e3o com a Terra. O m\u00e9todo estudado prev\u00ea o uso de uma sonda para perfurar a superf\u00edcie do objeto e instalar uma carga nuclear em seu interior, aumentando a efici\u00eancia da explos\u00e3o para destruir ou alterar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":54390,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-54387","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54387","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54387"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54387\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54391,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54387\/revisions\/54391"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54390"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}