{"id":54442,"date":"2026-08-06T18:45:00","date_gmt":"2026-08-06T21:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=54442"},"modified":"2026-08-06T17:44:38","modified_gmt":"2026-08-06T20:44:38","slug":"aos-12-anos-ela-trabalhava-na-roca-cortando-cana-decadas-depois-criou-a-maior-marca-de-bolos-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/aos-12-anos-ela-trabalhava-na-roca-cortando-cana-decadas-depois-criou-a-maior-marca-de-bolos-do-brasil\/","title":{"rendered":"Aos 12 anos, ela trabalhava na ro\u00e7a cortando cana \u2013 d\u00e9cadas depois, criou a maior marca de bolos do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trajet\u00f3ria de <strong>Cleusa Maria da Silva<\/strong>, conforme o Universa, do UOL, \u00e9 marcada por uma inf\u00e2ncia de trabalho e supera\u00e7\u00e3o. Nascida em Bandeirantes, no <strong>Paran\u00e1<\/strong>, ela foi a terceira de dez filhos e cresceu em uma fam\u00edlia de boias-frias. Aos nove anos, j\u00e1 trabalhava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A alimenta\u00e7\u00e3o era escassa: arroz, macarr\u00e3o e \u00e1gua. Aos <strong>12 anos<\/strong>, perdeu o pai em um acidente de carro e passou a <strong>cortar cana para ajudar em casa<\/strong>. Aos 16, foi para S\u00e3o Paulo como arrumadeira na casa dos tios e conseguiu concluir o ensino fundamental, segundo o Universa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois, mudou-se para Salto, no interior paulista, onde viveu com os av\u00f3s e trabalhou em uma f\u00e1brica de autofalantes. Foi l\u00e1 que conheceu a mulher do patr\u00e3o, que vendia bolos e precisava de ajuda.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Trajet\u00f3ria no ramo de bolos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aos<strong> 35 anos,<\/strong> Cleusa fez seu primeiro bolo como um favor para essa patroa, que havia quebrado a perna. A chefe ensinou o passo a passo para um bolo de 35 quilos, e Cleusa o preparou sozinha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A patroa ficou surpresa com o resultado e a incentivou a seguir na \u00e1rea. Cleusa n\u00e3o tinha dinheiro para uma batedeira, mas a chefe lhe deu uma e disse para pagar quando pudesse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da\u00ed, Cleusa passou a fazer bolos durante a noite, ap\u00f3s o expediente na f\u00e1brica. Em 1997, com o dinheiro da rescis\u00e3o, cerca de <strong>5 mil reais,<\/strong> alugou um espa\u00e7o de 20 metros quadrados e abriu a<strong> Sensa\u00e7\u00f5es Doces.<\/strong> Por cinco anos, trabalhou sem folga, fazendo os bolos em casa e levando-os a p\u00e9 at\u00e9 a loja.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, quando o neg\u00f3cio j\u00e1 estava consolidado, a marca <strong>Sensa\u00e7\u00f5es Doces <\/strong>esbarrou em um problema jur\u00eddico: a Nestl\u00e9 havia registrado um chocolate com o mesmo nome.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cleusa pagou assessoria para tentar reverter a situa\u00e7\u00e3o, mas o impasse parecia sem solu\u00e7\u00e3o. Foi ent\u00e3o que uma amiga da \u00e9poca da f\u00e1brica sugeriu um novo nome<strong>: Sodi\u00ea Doces,<\/strong> uma homenagem aos filhos Sofia e Diego. O nome foi registrado e, hoje, a Sodi\u00ea \u00e9 parceira da Nestl\u00e9.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Sodi\u00ea Doces, sendo a <strong>maior rede de bolos artesanais do Brasil,<\/strong> foi reconhecida pelo d\u00e9cimo ano seguido com o Selo de Excel\u00eancia em Franchising (SEF), concedido pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Franchising (ABF). Al\u00e9m do pr\u00eamio nacional, a marca tamb\u00e9m foi eleita, em 2026, a melhor confeitaria da Am\u00e9rica Latina pela publica\u00e7\u00e3o internacional Food Business News.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 35 anos, Cleusa fez seu primeiro bolo como um favor para essa patroa, que havia quebrado a perna.<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":54443,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-54442","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54442","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54442"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54442\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54458,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54442\/revisions\/54458"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54443"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}