{"id":54784,"date":"2026-08-11T07:46:00","date_gmt":"2026-08-11T10:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=54784"},"modified":"2026-08-11T05:18:09","modified_gmt":"2026-08-11T08:18:09","slug":"planos-de-saude-atualizam-os-precos-e-assustam-idosos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/planos-de-saude-atualizam-os-precos-e-assustam-idosos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Planos de sa\u00fade atualizam os pre\u00e7os e assustam idosos no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os reajustes dos planos de sa\u00fade coletivos t\u00eam provocado aumento nas reclama\u00e7\u00f5es de consumidores com mais de 60 anos. Dados da <strong>Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS)<\/strong> apontam que o n\u00famero de Notifica\u00e7\u00f5es de Intermedia\u00e7\u00e3o Preliminar (NIP) relacionadas a aumentos de mensalidades nessa faixa et\u00e1ria cresceu <strong>47% entre 2021 e 2025<\/strong>. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Estad\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2021, foram registradas <strong>842 notifica\u00e7\u00f5es<\/strong> sobre reajustes em contratos coletivos empresariais e coletivos por ades\u00e3o. Quatro anos depois, o n\u00famero chegou a <strong>1.238<\/strong>. Somente no primeiro semestre de 2026, at\u00e9 junho, j\u00e1 haviam sido contabilizadas <strong>528 notifica\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cen\u00e1rio ocorre em um segmento que possui uma diferen\u00e7a importante em rela\u00e7\u00e3o aos planos individuais e familiares: <strong>os contratos coletivos n\u00e3o est\u00e3o submetidos a um teto anual de reajuste definido pela ANS<\/strong>. Os percentuais s\u00e3o negociados entre empresas, entidades contratantes e operadoras, conforme as caracter\u00edsticas de cada contrato.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>ANS estuda mudar regras dos contratos coletivos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante das reclama\u00e7\u00f5es envolvendo aumentos sem justificativas consideradas suficientes pelos consumidores, rescis\u00f5es unilaterais e reajustes associados \u00e0 chamada sinistralidade, a ANS avalia altera\u00e7\u00f5es na regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das propostas \u00e9 estabelecer uma <strong>cl\u00e1usula padr\u00e3o para o c\u00e1lculo dos reajustes<\/strong>. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 tornar mais claro como o percentual \u00e9 definido e reduzir a diferen\u00e7a de informa\u00e7\u00e3o entre as operadoras, respons\u00e1veis pelos c\u00e1lculos, e os consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra medida em discuss\u00e3o envolve a divulga\u00e7\u00e3o antecipada da <strong>mem\u00f3ria de c\u00e1lculo<\/strong>, permitindo que os contratantes tenham acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es utilizadas para estabelecer o novo valor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Coparticipa\u00e7\u00e3o e cancelamento tamb\u00e9m entram no debate<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mudan\u00e7as em avalia\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limitam aos reajustes das mensalidades. A ANS tamb\u00e9m discute estabelecer um limite de <strong>30% para a coparticipa\u00e7\u00e3o sobre o valor de cada procedimento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coparticipa\u00e7\u00e3o \u00e9 a parcela paga pelo benefici\u00e1rio quando utiliza determinados servi\u00e7os previstos no contrato. Uma eventual limita\u00e7\u00e3o teria impacto direto sobre a previsibilidade das despesas dos consumidores, especialmente daqueles que utilizam o plano com maior frequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto em an\u00e1lise s\u00e3o as <strong>rescis\u00f5es contratuais<\/strong>. A ag\u00eancia avalia estabelecer regras para que os consumidores sejam comunicados com anteced\u00eancia m\u00ednima quando houver encerramento do contrato, evitando que o benefici\u00e1rio seja surpreendido com a perda da cobertura.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Operadoras defendem negocia\u00e7\u00e3o dos reajustes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade Suplementar (FenaSa\u00fade)<\/strong>, entidade que representa operadoras do setor, afirmou que os reajustes aplicados em 2026 est\u00e3o entre os menores da s\u00e9rie hist\u00f3rica, com exce\u00e7\u00e3o do per\u00edodo marcado pela pandemia de covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a entidade, os percentuais s\u00e3o negociados entre contratantes e operadoras de forma equilibrada, considerando as caracter\u00edsticas dos contratos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A discuss\u00e3o regulat\u00f3ria ocorre, portanto, em meio a duas perspectivas: de um lado, consumidores, especialmente os mais velhos, enfrentam aumentos que podem comprometer uma parcela significativa da renda; de outro, as operadoras defendem que os reajustes precisam considerar os custos assistenciais e o comportamento de utiliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os reajustes dos planos de sa\u00fade coletivos t\u00eam provocado aumento nas reclama\u00e7\u00f5es de consumidores com mais de 60 anos. 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