{"id":55098,"date":"2026-08-13T09:09:00","date_gmt":"2026-08-13T12:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=55098"},"modified":"2026-08-13T05:43:44","modified_gmt":"2026-08-13T08:43:44","slug":"ebola-avanca-em-velocidade-nunca-vista-e-oms-alerta-que-mundo-pode-estar-diante-do-pior-surto-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/ebola-avanca-em-velocidade-nunca-vista-e-oms-alerta-que-mundo-pode-estar-diante-do-pior-surto-da-historia\/","title":{"rendered":"Ebola avan\u00e7a em velocidade nunca vista e OMS alerta que mundo pode estar diante do pior surto da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A epidemia de Ebola que atinge a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDC) avan\u00e7a em ritmo sem precedentes e pode se tornar o surto mais letal da hist\u00f3ria da doen\u00e7a. O alerta foi feito pelo diretor-geral da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que afirmou que, mantida a velocidade atual de propaga\u00e7\u00e3o, a epidemia de 2026 poder\u00e1 superar o surto ocorrido entre 2014 e 2016, respons\u00e1vel por pelo menos 11 mil mortes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Declarado oficialmente em 15 de maio, o atual surto j\u00e1 contabiliza mais de 4,3 mil casos e ultrapassa 2 mil mortes, segundo os dados apresentados pela OMS. An\u00e1lises gen\u00e9ticas posteriores, por\u00e9m, indicaram que o v\u00edrus j\u00e1 circulava na regi\u00e3o desde fevereiro, meses antes do reconhecimento oficial da epidemia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A organiza\u00e7\u00e3o internacional pretende controlar a transmiss\u00e3o da doen\u00e7a nos pr\u00f3ximos tr\u00eas meses. A meta, no entanto, n\u00e3o significa necessariamente que o surto ser\u00e1 completamente encerrado nesse per\u00edodo, mas que a propaga\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser reduzida a um n\u00edvel sob controle das autoridades de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"509\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image_7e4568.webp\" alt=\"virus ebola\" class=\"wp-image-47099\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image_7e4568.webp 700w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image_7e4568-300x218.webp 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image_7e4568-150x109.webp 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image_7e4568-120x86.webp 120w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/CDC)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Variante rara e sem vacina aprovada<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O atual surto \u00e9 provocado pela rara cepa Bundibugyo do v\u00edrus Ebola. Segundo as informa\u00e7\u00f5es apresentadas, ainda n\u00e3o existe vacina ou tratamento aprovado especificamente para essa variante, o que aumenta a dificuldade de conter a transmiss\u00e3o e tratar os pacientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cen\u00e1rio \u00e9 agravado pelas condi\u00e7\u00f5es enfrentadas no leste da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. A regi\u00e3o possui \u00e1reas remotas e enfrenta conflitos pr\u00f3ximos \u00e0s fronteiras com Sud\u00e3o do Sul, Uganda e Ruanda, dificultando o deslocamento de equipes m\u00e9dicas e o atendimento \u00e0s comunidades afetadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parte das infec\u00e7\u00f5es e mortes ocorre justamente em locais de dif\u00edcil acesso. A resposta tamb\u00e9m enfrenta problemas de infraestrutura, cl\u00ednicas com poucos recursos, circula\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o e paralisa\u00e7\u00f5es de profissionais de sa\u00fade provocadas por sal\u00e1rios atrasados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a OMS, a combina\u00e7\u00e3o desses fatores torna o controle da epidemia ainda mais complexo e aumenta o risco de prolongamento da transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cen\u00e1rios apontam para meses de transmiss\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diretor da OMS respons\u00e1vel pelas opera\u00e7\u00f5es de alerta e resposta a emerg\u00eancias de sa\u00fade, Abdirahman Mahamud, afirmou que a proje\u00e7\u00e3o considerada moderada indica que a epidemia pode atingir o pico dentro de seis meses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um cen\u00e1rio mais grave, entretanto, a transmiss\u00e3o poder\u00e1 permanecer ativa por nove a 12 meses. A diferen\u00e7a entre as proje\u00e7\u00f5es depende, entre outros fatores, da capacidade das autoridades e das equipes internacionais de ampliar o acesso \u00e0s \u00e1reas afetadas e interromper novas cadeias de transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A velocidade registrada neste ano j\u00e1 fez com que o surto fosse considerado o de avan\u00e7o mais r\u00e1pido entre os epis\u00f3dios de Ebola conhecidos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como o Ebola \u00e9 transmitido<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Doen\u00e7a pelo V\u00edrus Ebola (DVE) \u00e9 uma zoonose provocada por v\u00edrus da fam\u00edlia <em>Filoviridae<\/em>, pertencentes ao g\u00eanero <em>Orthoebolavirus<\/em>. A enfermidade pode atingir seres humanos e outros primatas n\u00e3o humanos, enquanto morcegos frug\u00edvoros s\u00e3o considerados os reservat\u00f3rios naturais mais prov\u00e1veis do v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A transmiss\u00e3o para pessoas pode ocorrer por meio do contato com sangue, \u00f3rg\u00e3os ou fluidos corporais de animais infectados, incluindo morcegos, primatas n\u00e3o humanos e outros mam\u00edferos silvestres. Entre pessoas, o v\u00edrus tamb\u00e9m pode ser transmitido por contato com fluidos corporais de indiv\u00edduos infectados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pacientes passam a ser contagiosos somente depois do in\u00edcio dos sintomas, segundo as informa\u00e7\u00f5es de sa\u00fade apresentadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sintomas podem surgir at\u00e9 21 dias ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os primeiros sinais da doen\u00e7a podem incluir febre ou calafrios, dor de cabe\u00e7a e fraqueza. Tamb\u00e9m s\u00e3o descritos sintomas como diarreia, v\u00f4mitos, dor abdominal, perda de apetite e dor ao engolir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em casos mais graves, podem ocorrer manifesta\u00e7\u00f5es hemorr\u00e1gicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o varia de dois a 21 dias, embora os sintomas geralmente apare\u00e7am entre cinco e dez dias depois da infec\u00e7\u00e3o. A confirma\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a depende de exames laboratoriais espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A epidemia de Ebola que atinge a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDC) avan\u00e7a em ritmo sem precedentes e pode se tornar o surto mais letal da hist\u00f3ria da doen\u00e7a. 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