{"id":55120,"date":"2026-08-15T01:37:00","date_gmt":"2026-08-15T04:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=55120"},"modified":"2026-08-13T06:31:09","modified_gmt":"2026-08-13T09:31:09","slug":"brasileiros-estao-comecando-a-receber-multas-de-r-19523-por-algo-que-deveria-ser-feito-antes-de-sair-com-o-carro-da-garagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/brasileiros-estao-comecando-a-receber-multas-de-r-19523-por-algo-que-deveria-ser-feito-antes-de-sair-com-o-carro-da-garagem\/","title":{"rendered":"Brasileiros est\u00e3o come\u00e7ando a receber multas de R$ 195,23 por algo que deveria ser feito antes de sair com o carro da garagem"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O uso do cinto de seguran\u00e7a, uma das medidas mais b\u00e1sicas para reduzir os riscos no tr\u00e2nsito, voltou a chamar aten\u00e7\u00e3o pelo n\u00famero de motoristas e passageiros flagrados sem o equipamento. Em Campo Grande (MS), a infra\u00e7\u00e3o lidera o ranking de autua\u00e7\u00f5es registradas neste ano, com 7.037 ocorr\u00eancias entre 1\u00ba de janeiro e 8 de agosto, segundo dados do Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia Militar de Tr\u00e2nsito (BPMTran).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O n\u00famero corresponde a 17,82% dos 39.496 Autos de Infra\u00e7\u00e3o de Tr\u00e2nsito (AITs) registrados na capital sul-mato-grossense no per\u00edodo. Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo intervalo do ano passado, os flagrantes de pessoas sem cinto aumentaram aproximadamente 55%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de representar uma viola\u00e7\u00e3o \u00e0s regras de tr\u00e2nsito, a aus\u00eancia do equipamento eleva os riscos em caso de colis\u00f5es. O cinto impede que o corpo seja projetado contra partes do ve\u00edculo, como volante, painel e para-brisa, e seu uso correto pode reduzir em at\u00e9 40% o risco de morte em ocorr\u00eancias de tr\u00e2nsito.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-88.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-55122\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-88.png 740w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-88-300x200.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-88-150x100.png 150w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Magnific)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Multa \u00e9 de R$ 195,23 e rende cinco pontos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O uso do cinto de seguran\u00e7a para motoristas e passageiros \u00e9 obrigat\u00f3rio no Brasil desde 23 de setembro de 1997, quando entrou em vigor a Lei n\u00ba 9.503, que instituiu o C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro (CTB).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o artigo 167 do CTB, deixar de utilizar o equipamento em vias urbanas ou rodovias \u00e9 uma infra\u00e7\u00e3o de natureza grave. A penalidade inclui multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilita\u00e7\u00e3o (CNH).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A responsabilidade n\u00e3o se limita ao condutor. O motorista tamb\u00e9m pode ser autuado caso um dos passageiros esteja sem o cinto. A legisla\u00e7\u00e3o determina que todos os ocupantes do ve\u00edculo devem utilizar o equipamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cinto colocado de forma errada tamb\u00e9m pode gerar autua\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o basta apenas prender o cinto. O equipamento precisa ser utilizado corretamente para cumprir sua fun\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o e atender \u00e0s exig\u00eancias previstas na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos modelos de tr\u00eas pontos, por exemplo, a faixa diagonal n\u00e3o deve ser colocada por baixo do bra\u00e7o ou passada por tr\u00e1s do corpo do motorista ou passageiro. A utiliza\u00e7\u00e3o inadequada reduz a capacidade de prote\u00e7\u00e3o do dispositivo em uma eventual colis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O equipamento foi desenvolvido justamente para manter o ocupante preso ao banco durante um impacto e evitar que seja lan\u00e7ado contra as estruturas internas do autom\u00f3vel ou para fora do ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uso varia conforme regi\u00e3o e escolaridade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resist\u00eancia ao uso do cinto n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno recente. Dados da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS) de 2013, realizada pelo IBGE, mostraram que 20,6% da popula\u00e7\u00e3o declarava n\u00e3o utilizar o equipamento sempre que viajava de carro ou van nos bancos dianteiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa tamb\u00e9m apontou diferen\u00e7as relacionadas ao n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o. A propor\u00e7\u00e3o de pessoas que afirmavam utilizar o cinto aumentava conforme avan\u00e7ava o grau de escolaridade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m havia uma diferen\u00e7a significativa entre as regi\u00f5es brasileiras. Enquanto 66% dos entrevistados no Nordeste afirmavam utilizar o equipamento, o percentual chegava a 86,5% no Sudeste.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O uso do cinto de seguran\u00e7a, uma das medidas mais b\u00e1sicas para reduzir os riscos no tr\u00e2nsito, voltou a chamar aten\u00e7\u00e3o pelo n\u00famero de motoristas e passageiros flagrados sem o equipamento. 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