{"id":55253,"date":"2026-08-14T07:22:00","date_gmt":"2026-08-14T10:22:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=55253"},"modified":"2026-08-14T05:27:05","modified_gmt":"2026-08-14T08:27:05","slug":"brasil-aprova-regra-na-clt-e-trabalhadores-poderao-tirar-3-ferias-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/brasil-aprova-regra-na-clt-e-trabalhadores-poderao-tirar-3-ferias-por-ano\/","title":{"rendered":"Brasil aprova regra na CLT e trabalhadores poder\u00e3o tirar 3 f\u00e9rias por ano"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trabalhadores brasileiros podem dividir o per\u00edodo de f\u00e9rias em at\u00e9 tr\u00eas momentos diferentes ao longo do ano, desde que sejam cumpridas as condi\u00e7\u00f5es previstas na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT). A possibilidade foi ampliada pela Reforma Trabalhista e permite que os 30 dias de descanso a que o empregado tem direito ap\u00f3s 12 meses de trabalho sejam distribu\u00eddos em per\u00edodos menores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, a regra n\u00e3o significa que o trabalhador passou a ter direito a tr\u00eas per\u00edodos de 30 dias de f\u00e9rias por ano. O que pode ser dividido \u00e9 o <strong>per\u00edodo anual de 30 dias<\/strong>, permitindo ao empregado organizar o descanso em diferentes \u00e9pocas, desde que haja acordo com a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A alternativa ganhou espa\u00e7o diante da busca por maior flexibilidade na organiza\u00e7\u00e3o da vida pessoal e profissional. O fracionamento tamb\u00e9m pode facilitar o planejamento de viagens, compromissos familiares e outros per\u00edodos de descanso durante o ano.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como funciona o fracionamento das f\u00e9rias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo 134 da CLT estabelece que as f\u00e9rias podem ser usufru\u00eddas em at\u00e9 tr\u00eas per\u00edodos, desde que exista <strong>concord\u00e2ncia do empregado<\/strong>. Um dos per\u00edodos precisa ter pelo menos <strong>14 dias corridos<\/strong>, enquanto os outros dois, caso sejam utilizados, devem contar com no m\u00ednimo <strong>cinco dias corridos cada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa forma, um trabalhador poderia, por exemplo, dividir os 30 dias em per\u00edodos de 14, 8 e 8 dias, desde que a divis\u00e3o seja acordada entre as partes. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel utilizar apenas dois per\u00edodos, desde que os limites m\u00ednimos previstos na legisla\u00e7\u00e3o sejam respeitados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A exig\u00eancia de concord\u00e2ncia \u00e9 um dos pontos centrais da regra. Portanto, o fracionamento n\u00e3o pode ser imposto unilateralmente pelo empregador ou pelo funcion\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mudan\u00e7a foi estabelecida pela <strong>Lei n\u00ba 13.467\/2017<\/strong>, conhecida como Reforma Trabalhista, que alterou as regras previstas na CLT. Antes da reforma, a divis\u00e3o das f\u00e9rias era permitida em circunst\u00e2ncias mais restritas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Trabalhador continua tendo direito a 30 dias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da possibilidade de dividir o descanso, o direito anual continua sendo de at\u00e9 <strong>30 dias de f\u00e9rias a cada per\u00edodo de 12 meses trabalhados<\/strong>, conforme as regras da CLT. O fracionamento apenas modifica a forma como esses dias ser\u00e3o utilizados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante as f\u00e9rias, o trabalhador tamb\u00e9m tem direito \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o correspondente ao per\u00edodo de descanso acrescida do <strong>adicional de um ter\u00e7o<\/strong>. O pagamento deve ser realizado antecipadamente, dentro dos prazos estabelecidos pela legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe ainda a possibilidade de converter parte das f\u00e9rias em dinheiro por meio do chamado <strong>abono pecuni\u00e1rio<\/strong>, conhecido popularmente como venda de f\u00e9rias. Nesse caso, o empregado pode transformar em dinheiro at\u00e9 um ter\u00e7o do per\u00edodo a que tem direito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pedido para converter parte das f\u00e9rias em abono deve ser feito por escrito dentro do prazo previsto pela legisla\u00e7\u00e3o. Quando cumpridas as condi\u00e7\u00f5es legais, a empresa n\u00e3o pode impedir a convers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Faltas podem reduzir o per\u00edodo de descanso<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro fator que pode alterar a quantidade de dias de f\u00e9rias s\u00e3o as faltas injustificadas. A CLT estabelece uma tabela que relaciona o n\u00famero de aus\u00eancias durante o per\u00edodo aquisitivo \u00e0 quantidade de dias de descanso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um trabalhador que acumular entre <strong>6 e 14 faltas injustificadas<\/strong>, por exemplo, passa a ter direito a 24 dias corridos de f\u00e9rias. Quanto maior o n\u00famero de faltas dentro das faixas previstas na legisla\u00e7\u00e3o, menor pode ser o per\u00edodo de descanso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, embora o fracionamento permita ao trabalhador distribuir as f\u00e9rias ao longo do ano, o n\u00famero total de dias dispon\u00edveis continua condicionado \u00e0s regras trabalhistas e ao hist\u00f3rico de faltas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalhadores brasileiros podem dividir o per\u00edodo de f\u00e9rias em at\u00e9 tr\u00eas momentos diferentes ao longo do ano, desde que sejam cumpridas as condi\u00e7\u00f5es previstas na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT). A possibilidade foi ampliada pela Reforma Trabalhista e permite que os 30 dias de descanso a que o empregado tem direito ap\u00f3s 12 meses [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":23966,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-55253","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55253","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55253"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55253\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55254,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55253\/revisions\/55254"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23966"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}